17 de novembro de 2025 – Os bairros Paupina e Aerolândia, localizados na Regional 6 de Fortaleza, foram identificados como áreas de maior risco para a proliferação do mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika virus. O índice de infestação predial, medido pelo Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) de 2025, divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde, aponta índice superior a 4%, classificando-os em situação de risco.
Critérios do LIRAa e situação dos bairros
Segundo Josete Malheiro, coordenador de Vigilância em Saúde de Fortaleza, o padrão nacional classifica índices até 1% como satisfatórios, entre 1% e 4% em estado de alerta e acima de 4% como risco elevado pelo potencial de transmissão viral. A Aerolândia registrou índice de 5,58%, enquanto a Paupina atingiu 4,23%, motivando protocolos específicos para monitoramento e combate.
Estratégias e ações implementadas
Para conter a proliferação, a Vigilância em Saúde realiza mapeamento detalhado dos quarteirões críticos, com pesquisas larvárias e batidas intradomiciliares num raio aproximado de 1,5 km. Durante o primeiro semestre de 2025, foram realizados 134 mutirões nos bairros com maior concentração de criadouros, incluindo a aplicação de bloqueios químicos com inseticidas em aerossol para eliminação dos mosquitos adultos em casos mais graves.
Panorama geral e alerta para outros bairros
Embora Fortaleza registre um índice médio satisfatório — 1,01% — e uma redução de 90% nos casos confirmados de dengue comparado a 2024, bairros como Guararapes e Cristo Redentor, que apresentam altas densidades populacionais e índices de infestação próximos a 3%, também requerem atenção contínua das autoridades de saúde, dada a possibilidade de potencial circulação viral.
Queda expressiva nos casos e vigilância contínua
De janeiro a outubro de 2025, Fortaleza contabilizou 5.319 casos suspeitos de dengue, com 352 confirmados e sem ocorrência de mortes, contra 11.923 casos suspeitos e 3.197 confirmados em igual período de 2024. A continuidade das ações de prevenção e controle, mesmo fora da quadra chuvosa, é fundamental para manter o avanço no combate às arboviroses.
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