22 de Novembro de 2025 – Um dos advogados de Jair Bolsonaro (PL), Paulo Bueno, afirmou em coletiva realizada na tarde deste sábado (22), em Brasília, que a justificativa da violação da tornozeleira eletrônica pelo ex-presidente é “uma narrativa que tenta justificar o injustificável”. Segundo ele, não havia intenção de Bolsonaro “subtrair-se ou evadir-se” da residência, devido à presença constante de viaturas armadas na porta de sua casa.
Bueno classificou a alegação de violação da tornozeleira como “humilhante” e declarou que a tornozeleira eletrônica passou a ser utilizada, neste caso, como um símbolo para inflamar a pena, funcionando como “versão moderna da pena inflamante”. Ele acrescentou que nunca conheceu nenhum outro indivíduo com tornozeleira eletrônica que tenha uma escolta permanente da Polícia Federal em sua residência, o que tornaria a fuga impossível.
A prisão preventiva decretada contra Bolsonaro, baseada em descumprimento de medidas cautelares envolvendo tentativa de impedir o julgamento da trama golpista, ocorreu após o ex-presidente admitir ter utilizado um ferro de solda para danificar o equipamento, conforme vídeo divulgado pela Polícia Federal.
Sobre essa admissão, Paulo Bueno foi questionado por jornalistas, mas optou por não responder, encerrando a coletiva.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, deu prazo de 24 horas para que a defesa de Bolsonaro se pronuncie a respeito da violação da tornozeleira.
Além disso, a defesa destacou o estado de saúde frágil do ex-presidente, mencionando uma série de sérios problemas médicos, incluindo as consequências da facada de 2018, diversas cirurgias longas — a última com duração de doze horas —, internações por obstruções intestinais, episódios de erisipela, entre outras condições que marcam sua situação delicada.
O advogado Paulo Bueno comparou o caso de Bolsonaro ao do ex-presidente Fernando Collor de Melo, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, que cumpre pena domiciliar devido a problemas de saúde, como apneia do sono e doença de Parkinson. Para a defesa, é “inconcebível” que Bolsonaro esteja sob prisão severa, enquanto Collor recebe tratamento mais brando diante de sua fragilidade.
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