26 de Novembro de 2025 – O trânsito em julgado das condenações relacionadas à trama golpista no Brasil marca a primeira vez que um ex-presidente e militares de alta patente são punidos por tentativa de golpe de Estado. Além do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), cumprirão pena três generais e um almirante, entre eles os cearenses Paulo Sérgio Nogueira e Augusto Heleno, que ficarão presos nas dependências do Comando Militar do Planalto, em Brasília. O almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha, cumpre pena na Estação Rádio da Marinha.
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Outro condenado relevante é o general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e vice na chapa de Bolsonaro em 2022, que permanece preso na Vila Militar, no Rio de Janeiro.
O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, firmou acordo de colaboração premiada e foi condenado a dois anos em regime aberto.
O historiador Licínio Nunes de Miranda, doutor pela Universidade da Flórida, destaca a importância da punição efetiva para resguardar o Estado Democrático de Direito, embora alerte para os riscos de radicalização política decorrentes dessa decisão.
As investigações mostraram que as Forças Armadas não tiveram envolvimento direto na conspiração, com a recusa dos comandantes do Exército e da Aeronáutica em aderir ao plano.
Sete réus foram condenados por crimes como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático, golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração do patrimônio público tombado.
O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, afirmou que o trânsito em julgado encerra um ciclo importante, garantindo a responsabilização dos envolvidos e a preservação das instituições.
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Tags: trama golpista, Jair Bolsonaro, prisão, militares, Paulo Sérgio Nogueira, Augusto Heleno, Almir Garnier, Walter Braga Netto, Mauro Cid, José Múcio Monteiro, Estado Democrático