Ricardo Lewandowski entrega carta de demissão e deixa o Ministério da Justiça

Ministro comunica saída ao presidente Lula em meio a debates sobre segurança pública O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, entregou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sua carta de demissão do cargo nesta quinta-feira (8), no Palácio do Planalto, em Brasília. A saída foi comunicada momentos antes da cerimônia alusiva aos três anos dos ataques de 8 de janeiro e deve ser oficializada com a publicação da exoneração no Diário Oficial da União na sexta-feira (9). Contexto da saída Lewandowski, que assumiu a pasta em fevereiro de 2025, após se aposentar do Supremo Tribunal Federal (STF), vinha comunicando a aliados, desde dezembro, sua intenção de antecipar a saída do governo. A demissão ocorre em um momento de forte protagonismo da pauta de segurança pública no Brasil e na América Latina, com desafios crescentes no combate ao crime organizado e disputas entre facções — um dos temas centrais da atuação da pasta. Futuro da pasta e sucessão Até o momento, o governo federal ainda não anunciou oficialmente o substituto de Lewandowski. O secretário-executivo do Ministério, Manoel Almeida, deve assumir de forma interina até a nomeação de um novo titular. Também há especulações no Planalto e no Congresso sobre possíveis mudanças estruturais, incluindo a divisão do Ministério da Justiça e Segurança Pública em duas pastas separadas — uma para justiça e outra para segurança pública — uma proposta defendida por setores do governo para dar foco mais específico aos desafios de cada área. Legado de sua gestão Durante sua gestão, Lewandowski enfrentou obstáculos como a PEC da Segurança Pública, que encontrou resistência no Congresso, e a tentativa de avançar projetos legislativos considerados estratégicos para reforçar o papel da União no combate ao crime organizado. Sua saída ocorre em meio a debates sobre os rumos da política de segurança e a preparação do governo para os desafios de 2026, ano eleitoral e com intensos debates sobre segurança pública em diferentes esferas governamentais. Leia também | 8/1 completa 3 anos em meio à tensão sobre redução de penas Tags: Ricardo Lewandowski, Lula, Ministério da Justiça, demissão, segurança pública, Manoel Almeida, política, Brasil, governo federal