Número de mortos em protestos no Irã pode ultrapassar 16.500, segundo jornal britânico
Relatório baseado em médicos alerta para alta mortalidade e feridos enquanto apagão de internet dificulta verificação dos dados. O número de manifestantes mortos nos protestos contra o regime no Irã pode ter ultrapassado 16.500 pessoas, de acordo com um relatório publicado neste domingo pelo jornal britânico The Sunday Times. A informação foi divulgada pela CNN Brasil, embora a emissora não tenha conseguido verificar de forma independente os dados apresentados pelo veículo internacional. << SIGA O INSTAGRAM DO RAPADURA DIGITAL>> Relatório aponta mortes e feridos em larga escala A reportagem, baseada em relatos de médicos que atuam em hospitais e unidades de emergência por todo o país, aponta que as estimativas de mortos podem variar entre 16.500 e 18.000 pessoas, além de 330 mil a 360 mil feridos desde o início dos protestos, que começaram no fim de dezembro de 2025. A maioria das vítimas teria menos de 30 anos de idade. O levantamento também menciona centenas de casos de lesões oculares graves — com hospitais registrando milhares de feridos — e mortes causadas pela escassez de bolsas de sangue, cenário que teria sido agravado pelo bloqueio de serviços médicos por parte de agentes de segurança, conforme relatado no documento. Apagão digital dificulta verificação e estimativas oficiais Um dos fatores que dificulta a confirmação dos números é o apagão de internet e telecomunicações imposto pelo governo iraniano, que tem restringido severamente o fluxo de informações para fora do país. Especialistas alertam que isso impede a verificação independente dos dados e pode significar que o número real de mortes seja ainda maior ou menor do que as estimativas não validadas. Grupos de direitos humanos e organizações internacionais, por sua vez, divulgam números substancialmente menores — entre 3.000 e 5.000 mortos —, conforme levantamentos de agências como a Human Rights Activists News Agency (HRANA) e declarações de autoridades iranianas. O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, reconheceu publicamente que milhares de iranianos foram mortos durante os protestos, mas não confirmou dados específicos. Leia também | Gilmar Mendes nega pedido de prisão domiciliar para Bolsonaro Tags do texto protestos no Irã, mortes Irã, crise iraniana, apagão de internet, direitos humanos, The Sunday Times, HRANA, repressão, política internacional
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