Três em cada dez desaparecidos no Brasil são crianças ou adolescentes
Dados do Sinesp mostram alta nos casos infantojuvenis e alertam para vulnerabilidade de menores de 18 anos Um relatório recente do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) revelou que três em cada dez casos de pessoas desaparecidas no Brasil em 2025 envolveram crianças ou adolescentes, evidenciando um quadro preocupante de vulnerabilidade dessa faixa etária no país. Dos 84.760 registros de desaparecimento, 23.919 casos envolveram vítimas com menos de 18 anos, ou cerca de 28% do total. << SIGA O INSTAGRAM DO RAPADURA DIGITAL>> Os números representam uma média de 66 boletins de ocorrência diários relativos ao desaparecimento de menores de idade, destacando a urgência de estratégias mais eficazes de prevenção, proteção e resposta por parte das autoridades e da sociedade. Crescimento dos casos e perfil das vítimas Os dados de 2025 também apontam um aumento de 8% nos casos de desaparecimento de crianças e adolescentes em comparação a 2024, quando foram notificados 22.092 casos, apesar de, no mesmo período, o total de sumiços ter crescido apenas 4%. Essa diferença de crescimento indica que o problema infantojuvenil evoluiu mais rapidamente do que o conjunto de registros gerais. Segundo o levantamento, enquanto a maioria dos desaparecidos no geral são homens, no grupo de crianças e adolescentes as meninas representam cerca de 62% dos casos — um dado que ressalta a necessidade de políticas específicas de proteção para meninas e adolescentes. Causas e desafios nas investigações Especialistas em segurança pública e direitos humanos afirmam que os casos de desaparecimento podem ter origens diversas, incluindo fuga de casa, conflitos familiares, situações de exploração, violência ou deslocamentos involuntários. A legislação brasileira define como desaparecida qualquer pessoa cujo paradeiro seja desconhecido, independentemente da causa, até que sua localização e identificação sejam confirmadas. Organizações civis e forças policiais enfatizam que o registro dos dados é apenas o primeiro passo; a abertura de investigações ágeis, a cooperação entre instituições e a conscientização das comunidades são essenciais para aumentar as chances de localização e retorno seguro das vítimas. Programas de rastreamento, sistemas de alerta e ações de prevenção nas escolas e comunidades são medidas apontadas como prioritárias por defensores dos direitos das crianças e adolescentes. Impactos para famílias e sociedade O desaparecimento de uma criança ou adolescente tem impacto profundo nas famílias e comunidades. Enquanto algumas crianças desaparecem por motivos voluntários — como querer se afastar de lares conflitivos —, outras podem estar em situação de risco real, vítimas de crimes ou abusos. O envolvimento de autoridades, organizações sociais e meios de comunicação é considerado crucial para apoiar as famílias e evitar que mais casos sigam sem solução. O relatório do Sinesp destaca a necessidade de uma abordagem integrada — que envolva educação, segurança pública, assistência social e tecnologia — para enfrentar esse fenômeno que afeta milhares de brasileiros todos os anos. Leia também | Trump afirma que Índia vai comprar petróleo da Venezuela e não do Irã 🏷️ Tags do texto desaparecidos, crianças e adolescentes, Brasil, Sinesp, segurança pública, direitos humanos, desaparecimento infantojuvenil, estatísticas, proteção de menores
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