
Caso “Cão Orelha”: familiar de suspeito tentou esconder peça-chave da investigação
Parente tentou ocultar roupas usadas na agressão durante abordagem policial em aeroporto Um familiar de um dos adolescentes suspeitos de envolvimento na morte do cão comunitário “Orelha”, ocorrido em Florianópolis (SC), tentou ocultar provas físicas consideradas essenciais pela investigação da Polícia Civil de Santa Catarina. A ação aconteceu no dia 29 de janeiro, quando o jovem retornava de uma viagem aos Estados Unidos e foi abordado pelas autoridades no aeroporto. << SIGA O INSTAGRAM DO RAPADURA DIGITAL>> A tentativa de ocultação incluiu um boné rosa e um moletom, roupas que aparecem em filmagens do 4 de janeiro, data em que o animal sofreu a agressão fatal na Praia Brava. Durante a revista das malas, o familiar tentou justificar que o moletom teria sido adquirido na viagem de férias, versão que depois foi desmentida pelo próprio adolescente em depoimento à polícia. Investigações e peças fundamentais As vestimentas são consideradas peças-chave da investigação, pois aparecem nas imagens captadas por câmeras de segurança no dia do ataque ao cão Orelha. As filmagens, analisadas pela força-tarefa da Polícia Civil, foram fundamentais para identificar a presença do suspeito no local e contradizer versões apresentadas anteriormente. Além disso, a investigação usou recursos técnicos, como um software de geolocalização, que confirmou a presença do adolescente na região da Praia Brava no horário em que o crime ocorreu, e levantou contradições em depoimentos prestados pelos envolvidos. Indiciamentos e coação A apuração também resultou no indiciamento de três adultos, entre eles pai e tio de um dos adolescentes, por coação no curso do processo, acusados de usar violência ou grave ameaça contra testemunhas, na tentativa de interferir na investigação oficial. O inquérito foi concluído com pedido de internação do menor suspeito — medida equivalente à prisão em regime socioeducativo — e segue agora para análise do Poder Judiciário de Santa Catarina. O caso segue sob investigação, com análise de dados extraídos de celulares apreendidos que podem reforçar os elementos de prova reunidos até o momento. Leia também | Alerta do Inmet prevê chuvas intensas em 96 cidades do Ceará; veja lista 🏷️ Tags do texto Caso Cão Orelha, ocultação de provas, Polícia Civil SC, adolescentes suspeitos, Praia Brava, Florianópolis, indiciamento, coação, investigação criminal

