Tesouro Nacional realiza primeira captação externa de 2026 e reforça confiança de investidores
O Tesouro Nacional brasileiro anunciou nesta segunda-feira (9) a captação de US$ 4,5 bilhões por meio da primeira emissão de títulos soberanos no mercado internacional em 2026, em operação considerada um importante termômetro da confiança externa na economia do país.
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A operação foi realizada nos Estados Unidos, com a emissão de dois papéis distintos: um novo título com vencimento em 22 de maio de 2036 (Global 2036), que sozinho captou US$ 3,5 bilhões, e a reabertura do título Global 2056, de prazo mais longo (30 anos), que arrecadou US$ 1 bilhão.
Termos da emissão e forte demanda
Os títulos lançados no exterior oferecem juros de 6,4% ao ano no caso do Global 2036, com pagamento de cupom semestral de 6,25%, e 7,3% ao ano no Global 2056, com cupom de 7,25% — taxas que refletem a remuneração atraente para investidores internacionais diante das perspectivas de risco e retorno da dívida brasileira.
O diferencial de rendimento em relação aos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (spread) foi de cerca de 220 pontos-base para o título de dez anos e 245 pontos-base para o de 30 anos, indicando níveis que também são usados como medida de risco percebido pelo mercado.
A emissão atraiu demanda cerca de 2,7 vezes superior ao volume ofertado, com o livro de ordens alcançando aproximadamente US$ 12 bilhões, o que demonstra a forte procura pelos papéis brasileiros no exterior.
Contexto econômico e objetivos da captação
O Tesouro Nacional informou que a captação no mercado internacional busca reforçar a liquidez da curva de juros soberana em dólar e criar parâmetros de referência para emissões futuras, inclusive para o setor privado. Além disso, antecipar parte do financiamento em moeda estrangeira contribui para o alongamento do prazo médio da dívida pública e dá suporte à gestão do endividamento do país.
A operação foi coordenada por grandes instituições financeiras, incluindo HSBC, JP Morgan, Santander e Sumitomo, e os recursos captados serão incorporados às reservas internacionais do Brasil no dia 19 de fevereiro.
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Brasil, Tesouro Nacional, títulos internacionais, mercado financeiro, dívida soberana, emissão de títulos, captação de recursos, economia, investimentos