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Nuvens carregadas e chuva forte sobre cidade do Ceará com previsão de intensificação por ZCIT e aquecimento do Atlântico
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Carlos Henrique Costa

Ceará aponta intensificação das chuvas com avanço da ZCIT e aquecimento do “Niño do Atlântico”

Posicionamento mais ao sul da Zona de Convergência Intertropical e aquecimento anômalo no Atlântico favorecem aumento das precipitações durante a quadra chuvosa no Estado. As condições meteorológicas que influenciam o Ceará indicam uma possível intensificação das chuvas nas próximas semanas, reforçando o quadro de elevada pluviosidade que marca fevereiro no estado. A tendência de precipitações mais fortes está associada principalmente à aproximação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) sobre o Nordeste e ao desenvolvimento de um aquecimento anômalo das águas do Atlântico conhecido como “Niño do Atlântico” — um fenômeno que pode favorecer a formação de nuvens carregadas e aumentar os volumes de chuva no Norte e no Nordeste brasileiros. ​​​<< SIGA O INSTAGRAM DO RAPADURA DIGITAL>> A ZCIT, principal motor das chuvas no litoral cearense, tem-se deslocado para mais ao sul do Equador, situando-se atualmente entre 1º e 2° de latitude sul, e já exerce influência nas precipitações, sobretudo nas áreas costeiras do estado. Segundo o diretor técnico da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), Francisco Vasconcelos Júnior, essa posição lateralizada favorece a convecção e cria instabilidade que contribui para episódios de chuva ao longo da faixa litorânea. Paralelamente, o fenômeno apelidado de “Niño do Atlântico” — caracterizado pelo aquecimento das águas equatoriais do Atlântico Leste — atua de forma a ampliar as precipitações no Ceará e em outras partes do Nordeste. Embora diferente do El Niño do Pacífico, que costuma trazer consequências em grande escala global, o aquecimento anômalo no Atlântico Leste também está associado a padrões que favorecem maiores acumulados de chuva quando persistem acima da média. Fenômeno climático e ciclos de chuva no estado Os dados parciais da Funceme mostram que fevereiro de 2026 tem sido um dos mais chuvosos dos últimos 19 anos no Ceará. Entre os dias 1º e 19 deste mês, o estado registrou uma média pluviométrica de 142 mm, superando os padrões esperados para o período e ficando atrás apenas de fevereiro de 2007, que alcançou 164,5 mm no mesmo intervalo. A distribuição das chuvas também tem sido variável dentro do território cearense. No litoral e no norte do estado, as precipitações têm sido mais diretamente associadas à influência da ZCIT, enquanto no sul — em regiões como Cariri e Sertão Central e Inhamuns — a presença de um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN) também tem contribuído para condições instáveis e registros de chuva. Contexto amplo e perspectivas climáticas Especialistas observam que a atual quadra chuvosa no Ceará já começa com índices pluviométricos acima da média em várias regiões, e a continuidade desses fatores meteorológicos sugere que os próximos dias podem manter níveis expressivos de chuva. Além disso, a Funceme monitora a possibilidade de uma transição de La Niña para condições neutras ou até El Niño no Pacífico ao longo do ano, cenário que pode ter implicações climáticas distintas para as estações seguintes — embora qualquer impacto direto na quadra chuvosa atual seja considerado mais distante. Leia mais | Bolsa atinge recorde histórico e dólar cai a R$ 5,17 após decisão da Suprema Corte dos EUA Tags: chuvas no Ceará, ZCIT, Niño do Atlântico, Funceme, previsão do tempo, clima Nordeste, quadra chuvosa, meteorologia Ceará, fenômenos climáticos

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Traders monitoram telas de mercado financeiro enquanto dólar cai e bolsa bate recorde histórico
Economia
Carlos Henrique Costa

Bolsa atinge recorde histórico e dólar cai a R$ 5,17 após decisão da Suprema Corte dos EUA

Decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que derrubou o tarifaço impulsiona ativos brasileiros, fortalece o real e leva o Ibovespa ao maior nível da história. Em um dia de forte reação nos mercados financeiros globais, a bolsa brasileira de valores registrou novo patamar recorde enquanto a moeda norte-americana recuou significativamente frente ao real. A reação veio logo após a Suprema Corte dos Estados Unidos anular a maior parte do chamado “tarifaço” imposto pelo governo anterior, impulsionando otimismo entre investidores brasileiros e internacionais. ​​​<< SIGA O INSTAGRAM DO RAPADURA DIGITAL>> O principal índice da B3, o Ibovespa, fechou a sessão desta sexta-feira (20) aos 190.534 pontos, consolidando um recorde histórico de fechamento e marcando mais um dia de alta no mercado acionário brasileiro. A valorização foi de cerca de 1,06%, liderada por ações de setores tradicionais como bancos e mineradoras, com forte peso no índice. No segmento cambial, o dólar comercial encerrou o pregão vendido a R$ 5,176, registrando uma queda de 0,98% no dia e retornando ao menor nível em quase dois anos, desde maio de 2024. A divisa chegou a ser cotada abaixo de R$ 5,20 durante o dia e encerrou em R$ 5,17, refletindo a ampla preferência por ativos de risco e moedas de mercados emergentes após a decisão judicial americana. Repercussão da decisão nos mercados O movimento global surge após o tribunal dos EUA derrubar grande parte das tarifas sanitárias e comerciais impostas no ciclo anterior, medida que vinha pressionando relações comerciais e criando incertezas no cenário econômico internacional. Com isso, moedas de economias emergentes — como o real — ganharam força frente ao dólar, enquanto bolsas de valores em diversos países registraram ganhos no mesmo período. Ainda no cenário externo, o presidente americano recém-empossado anunciou um plano de tarifa global temporária de 10% por 120 dias sobre a entrada de produtos no país, o que, contudo, não foi suficiente para abalar o sentimento positivo do mercado. Após essa declaração, a tendência de baixa do dólar se acentuou e impulsionou ainda mais a alta do Ibovespa. Indicadores da semana e tendências A semana de negócios, parcialmente reduzida em função do feriado de carnaval no Brasil, terminou com a bolsa acumulando alta de 2,18% no período e um ganho expressivo de 18,25% no ano de 2026. O euro comercial também apresentou recuo, fechando na mínima recente de R$ 6,09, sob influência do clima global mais favorável a moedas de países em desenvolvimento. Analistas destacam que a decisão da Suprema Corte americana tende a reduzir barreiras comerciais, restabelecer confiança nos fluxos de comércio e, potencialmente, acelerar negociações e parcerias comerciais entre o Brasil e mercados como Estados Unidos, Europa e Ásia. Apesar das boas notícias no curto prazo, agentes de mercado seguem atentos às perspectivas de inflação global, política monetária internacional e futuros desdobramentos das políticas tarifárias nos Estados Unidos, que ainda poderão influenciar os rumos cambiais e da bolsa brasileira nos próximos meses. Leia mais | Museu da Fotografia Fortaleza promove oficina de stencil inspirada na obra de Araquém Alcântara Tags: bolsa de valores, Ibovespa, dólar, câmbio Brasil, tarifaço EUA, mercado financeiro, economia brasileira, ações B3, decisão Suprema Corte, investimento, moedas emergentes

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