Decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que derrubou o tarifaço impulsiona ativos brasileiros, fortalece o real e leva o Ibovespa ao maior nível da história.
Em um dia de forte reação nos mercados financeiros globais, a bolsa brasileira de valores registrou novo patamar recorde enquanto a moeda norte-americana recuou significativamente frente ao real. A reação veio logo após a Suprema Corte dos Estados Unidos anular a maior parte do chamado “tarifaço” imposto pelo governo anterior, impulsionando otimismo entre investidores brasileiros e internacionais.
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O principal índice da B3, o Ibovespa, fechou a sessão desta sexta-feira (20) aos 190.534 pontos, consolidando um recorde histórico de fechamento e marcando mais um dia de alta no mercado acionário brasileiro. A valorização foi de cerca de 1,06%, liderada por ações de setores tradicionais como bancos e mineradoras, com forte peso no índice.
No segmento cambial, o dólar comercial encerrou o pregão vendido a R$ 5,176, registrando uma queda de 0,98% no dia e retornando ao menor nível em quase dois anos, desde maio de 2024. A divisa chegou a ser cotada abaixo de R$ 5,20 durante o dia e encerrou em R$ 5,17, refletindo a ampla preferência por ativos de risco e moedas de mercados emergentes após a decisão judicial americana.
Repercussão da decisão nos mercados
O movimento global surge após o tribunal dos EUA derrubar grande parte das tarifas sanitárias e comerciais impostas no ciclo anterior, medida que vinha pressionando relações comerciais e criando incertezas no cenário econômico internacional. Com isso, moedas de economias emergentes — como o real — ganharam força frente ao dólar, enquanto bolsas de valores em diversos países registraram ganhos no mesmo período.
Ainda no cenário externo, o presidente americano recém-empossado anunciou um plano de tarifa global temporária de 10% por 120 dias sobre a entrada de produtos no país, o que, contudo, não foi suficiente para abalar o sentimento positivo do mercado. Após essa declaração, a tendência de baixa do dólar se acentuou e impulsionou ainda mais a alta do Ibovespa.
Indicadores da semana e tendências
A semana de negócios, parcialmente reduzida em função do feriado de carnaval no Brasil, terminou com a bolsa acumulando alta de 2,18% no período e um ganho expressivo de 18,25% no ano de 2026. O euro comercial também apresentou recuo, fechando na mínima recente de R$ 6,09, sob influência do clima global mais favorável a moedas de países em desenvolvimento.
Analistas destacam que a decisão da Suprema Corte americana tende a reduzir barreiras comerciais, restabelecer confiança nos fluxos de comércio e, potencialmente, acelerar negociações e parcerias comerciais entre o Brasil e mercados como Estados Unidos, Europa e Ásia.
Apesar das boas notícias no curto prazo, agentes de mercado seguem atentos às perspectivas de inflação global, política monetária internacional e futuros desdobramentos das políticas tarifárias nos Estados Unidos, que ainda poderão influenciar os rumos cambiais e da bolsa brasileira nos próximos meses.
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Tags: bolsa de valores, Ibovespa, dólar, câmbio Brasil, tarifaço EUA, mercado financeiro, economia brasileira, ações B3, decisão Suprema Corte, investimento, moedas emergentes