IGP-M, índice que serve de base para reajuste de aluguéis no Brasil, cai 0,73% em fevereiro, revertendo alta de janeiro e acumulando deflação em 12 meses.
A inflação do aluguel, medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) — usado como referência para o reajuste da maior parte dos contratos de locação no Brasil — registrou queda de 0,73% em fevereiro de 2026, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (26) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
O recuo inverteu a trajetória de alta observada em janeiro, quando o índice havia subido 0,41%, e coloca o indicador em cenário de deflação, com redução acumulada de 0,32% no ano e queda de 2,67% nos últimos 12 meses.
O resultado do mês reflete especialmente o forte recuo no Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) — componente do IGP-M com maior peso — que caiu 1,18% em fevereiro, após alta em janeiro, influenciado principalmente pela queda de preços de commodities como minério de ferro, soja e café.
Outros componentes também contribuíram para o desempenho geral: o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou alta mais moderada de 0,30%, abaixo dos 0,51% de janeiro, com desaceleração nos preços de alimentação, saúde, educação e transportes; já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) avançou 0,34%, mas em ritmo menor que no mês anterior.
O que muda para quem aluga imóvel
Apesar da queda do IGP-M, a maioria dos contratos de aluguel não permite que o valor do aluguel seja reduzido quando o índice fica negativo no mês de referência. No entanto, a retração aponta um cenário de menor pressão inflacionária para quem paga aluguel e para o mercado imobiliário como um todo, com potencial impacto sobre expectativas de reajustes futuros.
A redução do índice também pode sinalizar menor custo de vida relacionado a contratos atrelados ao IGP-M nos próximos meses, especialmente se o comportamento de preços continuar assim no primeiro semestre de 2026.
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