Secretaria da Saúde do Ceará investiga quatro casos suspeitos de mpox, mas afirma que o estado não vive cenário de alerta epidemiológico.
O Ceará está com quatro casos suspeitos de mpox em investigação pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), mas a autoridade sanitária descartou, nesta sexta-feira (27), que a situação configure um cenário de alerta sanitário no território cearense.
Segundo o secretário executivo de Vigilância em Saúde da Sesa, Antonio Silva Lima Neto, conhecido como “Tanta”, o estado já recebeu 12 notificações relacionadas ao vírus em 2026, das quais oito foram descartadas até esta quinta (26) e quatro ainda estão em análise. Até o momento, nenhum caso foi confirmado no Ceará em 2026.
O gestor destacou que o monitoramento segue de forma preventiva, com atenção especial aos casos graves que buscam atendimento nos serviços de saúde, especialmente em Fortaleza e região metropolitana. Ele ressaltou que a circulação da mpox no estado está abaixo dos níveis observados em anos anteriores.
O cenário epidemiológico local difere do nacional, onde o Ministério da Saúde já confirmou 88 casos de mpox em 2026, sobretudo em São Paulo, mas sem elevar a situação a emergência de saúde pública no país.
A mpox — também conhecida anteriormente como varíola dos macacos — é uma doença causada por vírus da família Monkeypox virus e caracterizada por feridas na pele, febre e sintomas semelhantes aos de outras infecções virais. A transmissão ocorre principalmente por contato físico direto com lesões, fluidos corporais ou objetos contaminados.
Autoridades de saúde reforçam que, apesar das notificações, a vigilância contínua e medidas de prevenção, como evitar contato com lesões suspeitas, permanecem essenciais para reduzir a probabilidade de transmissão comunitária.
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