
Fim de patente do Ozempic abre mercado
Queda da exclusividade da semaglutida inicia disputa bilionária por canetas emagrecedoras no Brasil. A expiração da patente do Ozempic no Brasil marca um ponto de virada na indústria farmacêutica e abre caminho para uma disputa bilionária entre laboratórios interessados em produzir versões similares do medicamento. A exclusividade da semaglutida, princípio ativo do remédio, chega ao fim em 20 de março de 2026, permitindo a entrada de novos concorrentes no mercado. << SIGA O INSTAGRAM DO RAPADURA DIGITAL>> Com o fim da proteção, empresas passam a poder fabricar e comercializar medicamentos à base da substância, desde que obtenham aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A expectativa do setor é que os primeiros registros sejam liberados ainda em 2026, iniciando a comercialização de versões concorrentes. O impacto econômico é significativo. O mercado de canetas emagrecedoras, impulsionado pelo uso crescente no tratamento de diabetes e obesidade, deve movimentar cerca de R$ 15,6 bilhões em 2026, consolidando-se como um dos mais lucrativos do país. Corrida entre farmacêuticas Diversas empresas já se posicionam para disputar espaço nesse novo cenário. Laboratórios como EMS, Megalabs e Ávita Care estão entre os mais avançados no processo de aprovação junto à Anvisa e podem sair na frente na produção nacional. Outras companhias também se movimentam, incluindo Hypera, Cimed e Biomm, evidenciando o interesse generalizado pelo segmento. A expectativa é que a concorrência aumente rapidamente após a liberação regulatória. Especialistas apontam que essa corrida é uma das maiores oportunidades recentes da indústria farmacêutica brasileira, com potencial para redefinir o mercado de medicamentos voltados ao controle metabólico e à perda de peso. Queda de preços e acesso Um dos principais efeitos esperados com o fim da patente é a redução no preço dos medicamentos. Atualmente, o Ozempic pode custar cerca de R$ 1 mil, mas a entrada de concorrentes pode reduzir esse valor em até 30% ou mais. Algumas estimativas indicam que versões similares podem chegar ao mercado com preços entre R$ 500 e R$ 600, ampliando o acesso ao tratamento para uma parcela maior da população. A queda de preços também pode reabrir discussões sobre a inclusão da semaglutida no Sistema Único de Saúde (SUS), possibilidade que já havia sido descartada anteriormente devido ao alto custo do medicamento. Impacto no setor de saúde O Ozempic se tornou um fenômeno global, inicialmente indicado para o tratamento do diabetes tipo 2, mas amplamente utilizado para perda de peso. Esse uso ampliado impulsionou a demanda e transformou o medicamento em um dos mais vendidos no país. Com a quebra da exclusividade, o Brasil passa a integrar um grupo de países estratégicos na fase pós-patente da semaglutida, atraindo investimentos e ampliando a produção local. Apesar do cenário promissor, especialistas alertam que a entrada dos concorrentes depende de processos regulatórios rigorosos e pode ocorrer de forma gradual, com impacto progressivo nos preços e na oferta. Leia também | Prisão de PM por feminicídio é mantida Tags: Ozempic patente fim, semaglutida Brasil, caneta emagrecedora genérica, mercado farmacêutico Brasil, EMS Hypera Cimed Biomm, Anvisa medicamentos, diabetes obesidade tratamento, remédio emagrecimento Brasil, indústria farmacêutica, economia saúde Brasil, Portal Rapadura Digital


