Economia: Ceará pode arrecadar R$ 340 mi com petróleo

Alta do barril impulsionada pela guerra no Irã pode elevar repasses ao estado em 2026

O Ceará pode arrecadar cerca de R$ 340 milhões com o aumento do preço do petróleo no mercado internacional, impulsionado pela guerra no Irã. A estimativa considera a valorização do barril tipo Brent, que pode impactar diretamente os repasses financeiros ao estado.

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De acordo com projeção da Associação Nacional de Fiscais de Tributos Estaduais (Febrafite), o cálculo leva em conta a manutenção do preço médio do petróleo em torno de US$ 95 até o fim de 2026, valor superior aos cerca de US$ 69 registrados em 2025, antes do início do conflito no Oriente Médio.

Alta do petróleo impacta arrecadação

A elevação no preço da commodity pode chegar a 38%, mas o impacto na arrecadação pode ser ainda maior, atingindo até 64%. Isso ocorre porque parte da receita está ligada diretamente ao lucro das empresas petrolíferas e refinarias.

Os recursos são provenientes de royalties, participação especial e impostos sobre o lucro das petroleiras, que são arrecadados pela União e posteriormente distribuídos entre estados e municípios.

Distribuição dos recursos

Apesar do aumento na arrecadação, os repasses tendem a ser concentrados nos estados com produção direta de petróleo, conhecidos como confrontantes. Ainda assim, unidades federativas como o Ceará também recebem parcelas por meio dos fundos de participação.

No cenário nacional, a estimativa é de um ganho adicional de R$ 103 bilhões, sendo parte desse valor destinada aos estados e municípios brasileiros.

O Ceará aparece entre os estados que podem ser beneficiados, mesmo sem estar entre os principais produtores.

Cenário ainda é incerto

Especialistas apontam que o preço do petróleo é altamente sensível a fatores geopolíticos. A continuidade ou não do conflito, além de possíveis bloqueios no Estreito de Ormuz, podem influenciar diretamente o valor do barril nos próximos meses.

Caso haja normalização no fluxo internacional de petróleo, a tendência é de queda nos preços. Por outro lado, a manutenção das tensões pode elevar ainda mais os valores, ampliando os impactos econômicos.

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