Negócios: Após demissões em massa, Casas Bahia pede recuperação judicial

Grupo busca renegociar R$ 17,3 bilhões em dívidas após fechar 298 lojas e demitir funcionários O Grupo Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo neste domingo (16). A medida envolve, além da própria companhia, outras nove empresas do grupo e tem como objetivo renegociar aproximadamente R$ 17,3 bilhões em dívidas. O pedido ocorre após uma nova rodada de redução de custos da varejista, que fechou 298 lojas e demitiu cerca de 1,9 mil funcionários. Mesmo diante da recuperação judicial, a Casas Bahia informou que pretende manter o funcionamento das lojas físicas, do comércio eletrônico e dos demais canais de venda. Portanto, segundo a companhia, o processo não provoca, neste momento, impacto relevante para os consumidores. O pedido foi protocolado no Foro Central Cível de São Paulo, unidade especializada em falências e recuperações judiciais. Por causa do caráter de urgência, os acionistas ainda precisarão ratificar a decisão em Assembleia Geral Extraordinária. Casas Bahia aponta dificuldades financeiras Em comunicado, a companhia atribuiu a necessidade de reestruturação a fatores como juros elevados, restrição ao crédito, aumento dos custos financeiros e queda no consumo. Além disso, o grupo afirmou que não conseguiu captar recursos considerados importantes para reforçar o caixa. Segundo a empresa, a recuperação judicial representa uma etapa da reestruturação financeira e busca preservar a continuidade das atividades, proteger a geração de valor no futuro e organizar o pagamento das obrigações. Varejista fechou 298 lojas A nova rodada de cortes atingiu a estrutura física e o quadro de funcionários da Casas Bahia. A empresa fechou 298 unidades, o equivalente a aproximadamente 28,7% da rede física que terminou 2025 com 1.042 lojas. De acordo com informações da área de relações com investidores da companhia, 29 unidades funcionavam no Ceará em maio de 2026. Segundo informações divulgadas pelo Valor Econômico, cerca de 600 funcionários foram desligados na quinta-feira (13), enquanto outros 1,3 mil a 1,4 mil cortes estavam previstos para a sexta-feira (14). A reportagem também aponta a possibilidade de o número total de demissões chegar a aproximadamente 3 mil funcionários. Grupo já recorreu à recuperação extrajudicial A crise financeira da Casas Bahia não é recente. Em 2024, a companhia recorreu à recuperação extrajudicial para renegociar aproximadamente R$ 4 bilhões em dívidas. Agora, o grupo busca uma reestruturação mais ampla, envolvendo cerca de R$ 17,3 bilhões em obrigações. No primeiro trimestre de 2026, a varejista registrou prejuízo líquido de aproximadamente R$ 1,1 bilhão. Apesar do resultado negativo, a receita bruta consolidada cresceu 6,4% em relação ao mesmo período do ano anterior e chegou a R$ 8,8 bilhões. As vendas digitais de produtos próprios avançaram 26% no período. Por outro lado, as vendas realizadas nas lojas físicas recuaram 1,8%. A companhia também adiou a divulgação do balanço financeiro referente ao segundo trimestre de 2026. Leia também | Mega-Sena acumula e chega a R$ 38 milhões Tags: Casas Bahia, Grupo Casas Bahia, recuperação judicial, recuperação judicial Casas Bahia, Casas Bahia recuperação judicial, R$ 17,3 bilhões, dívidas Casas Bahia, crise Casas Bahia, crise financeira, recuperação extrajudicial, recuperação extrajudicial Casas Bahia, demissões Casas Bahia, demissão em massa, demissões, fechamento de lojas, lojas Casas Bahia, varejo, varejista, comércio, comércio eletrônico, e-commerce, economia, negócios, empresas, empresas brasileiras, mercado, mercado financeiro, reestruturação financeira, reestruturação empresarial, Justiça de São Paulo, São Paulo, Foro Central Cível de São Paulo, funcionários, empregos, cortes de funcionários, redução de custos, juros, crédito, consumo, prejuízo Casas Bahia, receita Casas Bahia, balanço Casas Bahia, Casas Bahia Ceará, lojas Casas Bahia no Ceará, Ceará, INSS, Portal Rapadura Digital