22 de Novembro de 2025 – A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), decretada neste sábado (22) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), provocou forte mobilização e debates na política nacional. A decisão foi motivada por indícios de risco de fuga e tentativa do ex-presidente de violar a tornozeleira eletrônica, envolvendo uma condenação de 27 anos e três meses por crimes relacionados a uma trama golpista contra a democracia.
Reações do campo governista
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou que a prisão é legítima e respeitou os ritos do devido processo legal, destacando o fundamento da decisão baseado em riscos reais de fuga e na iminência do trânsito em julgado da condenação.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, ressaltou que “ninguém está acima da democracia” e viu a prisão como um marco histórico contra golpes e ditaduras.
O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias, defendeu que a prisão garantiu a ordem pública diante da atuação política de Bolsonaro mesmo em prisão domiciliar, citando manifestações que buscavam intimidar o STF e a Polícia Federal.
Opiniões da oposição e bolsonaristas
A defesa de Bolsonaro manifestou “perplexidade” com a decisão, argumentando que o ex-presidente enfrenta problemas graves de saúde e reiterou que recorrerá da prisão. O senador Flavio Bolsonaro qualificou a prisão como “perseguição religiosa” e “guerra espiritual”, e manteve a convocação para vigília a favor de Bolsonaro.
O senador Eduardo Bolsonaro declarou que vê a prisão como tentativa de cerceamento político e avaliou possibilidade de interrupção no pleito eleitoral de 2026 pelo enfraquecimento da direita, enquanto seu irmão vereador Carlos Bolsonaro denunciou plano para “silenciar” o ex-presidente.
O irmão de Bolsonaro, Renato Bolsonaro, também criticou a prisão, afirmando ser uma medida política injustificada e alarmando para restrição do direito à manifestação pacífica.
Reações de governadores e parlamentares
Governadores como Tarcísio de Freitas (SP), Claudio Castro (RJ), Ronaldo Caiado (GO), Jorginho Mello (SC), Romeu Zema (MG) e ex-vice Hamilton Mourão se pronunciaram criticando a decisão, classificando-a como arbitrária, injusta ou abusiva.
Deputados federais como Sóstenes Cavalcante e Marcel van Hattem denunciavam suposta perseguição e apontavam para politização da decisão judicial.
Políticos bolsonaristas e aliados também expressaram insatisfação
A senadora Damares Alves considerou a prisão injusta e pediu anistia parlamentar. O senador Rogério Marinho defendeu a fragilidade da saúde de Bolsonaro como argumento contra prisão em regime fechado. O deputado federal Zucco chamou o ato de “vingança”.
Centrão e efeitos na política
O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), ponderou que a prisão reabre feridas da polarização e prejudica a imagem do Brasil, afetando, inclusive, a economia e emprego.
O episódio do encarceramento de um ex-presidente reacende debates sobre a democracia brasileira, o respeito às instituições e a instabilidade política, com repercussões que prometem influenciar o cenário eleitoral e governamental nos próximos anos.
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