Ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses após condenação por trama golpista; defesa tenta prisão domiciliar
Jair Messias Bolsonaro (PL) completou seis meses de prisão nesta quarta-feira (4) em decorrência de sua condenação por tentativa de golpe de Estado e crimes relacionados à trama golpista que teve origem após a derrota nas eleições de 2022. Desde novembro de 2025, o ex-presidente cumpre pena em regime fechado no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, após decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) tornarem definitiva sua condenação.
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Bolsonaro foi condenado em setembro de 2025 pela Primeira Turma do STF a 27 anos e três meses de prisão por diversos crimes, incluindo organização criminosa armada, tentativa de abolir violentamente o Estado democrático de direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado — sendo a primeira vez na história do Brasil que um ex-presidente recebe pena tão longa por tentativa de golpe.
<h5>Trajetória da prisão e descumprimento de medidas cautelares</h5>
Inicialmente, Bolsonaro cumpria prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica e restrições de contato e circulação, impostas pela PGR e autorizadas pelo STF. No entanto, após descumprimento reiterado de medidas cautelares — incluindo tentativas de violar o monitoramento eletrônico — foi decretada sua prisão preventiva, e ele foi levado para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília em novembro de 2025.
A partir de 25 de novembro de 2025, o ministro Alexandre de Moraes determinou o início do cumprimento efetivo da pena em regime fechado, após a defesa esgotar recursos no STF e não apresentar novos impedimentos legais. Em janeiro de 2026, Bolsonaro foi transferido para o Complexo da Papuda, onde permanece detido sob vigilância e atendimento médico.
<h5>Debate político e tentativas de regime domiciliar</h5>
Nos últimos meses, a defesa do ex-presidente tem apresentado pedidos de revisão do regime de cumprimento da pena, com base em laudos médicos e argumentos sobre condições de saúde, buscando retorno à prisão domiciliar. Esses requerimentos seguem sob análise da Justiça e têm ampliado o debate político, em meio a articulações e tensões entre apoiadores de Bolsonaro e setores do Judiciário.
A marca de seis meses de prisão representa um momento de reflexão política e jurídica no Brasil, envolvendo discussões sobre o futuro do bolsonarismo, estratégias eleitorais para 2026 e a relação entre atores políticos e instituições democráticas.
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