Documento médico indica agravamento rápido do quadro do ex-presidente antes da internação em hospital de Brasília.
Um relatório médico apontou que o quadro de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou piora acelerada poucas horas antes de sua internação em Brasília. O documento reúne registros de avaliações feitas por profissionais de saúde que acompanharam o político nos dias que antecederam o atendimento hospitalar.
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De acordo com os registros, Bolsonaro estava em condição considerada estável até a noite anterior à internação. Na quarta-feira (11), um profissional de saúde descreveu o ex-presidente em “bom estado geral” e relatou que ele havia realizado uma caminhada de cerca de 4,2 quilômetros. Naquele momento, os sinais vitais estavam dentro da normalidade e não havia queixas relevantes.
Apesar da avaliação inicial positiva, o relatório também indicou alguns pontos de atenção. Durante a caminhada, foram observados pequenos episódios de desequilíbrio, o que levou os profissionais a recomendarem acompanhamento mais próximo para evitar risco de quedas.
Piora durante a madrugada
Segundo o documento, o quadro mudou rapidamente na madrugada do dia seguinte. Bolsonaro relatou ter passado mal por volta das 2 horas da manhã, apresentando sintomas como náuseas e tremores. Esses sinais motivaram a decisão de transferi-lo para atendimento hospitalar.
Quando chegou ao hospital, o ex-presidente apresentava febre, calafrios e queda na saturação de oxigênio, quadro que levou à realização de exames clínicos e laboratoriais. Os resultados confirmaram o diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral, uma infecção pulmonar que exige tratamento médico intensivo.
Evolução rápida da infecção
Médicos que acompanham o caso afirmaram que a velocidade com que a infecção evoluiu chamou a atenção da equipe. Segundo especialistas, o problema pode ter sido provocado por um episódio de broncoaspiração, quando conteúdo do estômago ou da garganta é aspirado para os pulmões, favorecendo o desenvolvimento de pneumonia.
Ainda de acordo com a equipe médica, a rápida transferência para o hospital foi fundamental para iniciar o tratamento adequado. O ex-presidente passou a receber antibióticos e suporte clínico para controlar a infecção e estabilizar o quadro respiratório.
Histórico de problemas de saúde
Bolsonaro possui histórico de complicações médicas desde o atentado sofrido durante a campanha eleitoral de 2018, quando foi esfaqueado no abdômen e precisou passar por diversas cirurgias e internações ao longo dos anos seguintes.
O episódio atual reacendeu discussões sobre o estado de saúde do ex-presidente e levou familiares e aliados a defenderem a necessidade de acompanhamento médico constante diante do histórico clínico.
Até o momento, não há previsão oficial de alta hospitalar. A equipe médica segue monitorando a evolução do quadro e avaliando a resposta ao tratamento.
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