Reprodução assistida avança e fortalece modelo de maternidade compartilhada
A decisão da cantora Mari Fernandez de construir a maternidade ao lado da esposa por meio da reprodução assistida reforça, portanto, um movimento que cresce no Brasil: a maternidade compartilhada entre casais femininos.
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Além disso, o modelo ganha força com o avanço da ciência e acompanha, ao mesmo tempo, as novas configurações familiares. Dessa forma, a maternidade passa a assumir um papel mais plural e alinhado às transformações sociais.
Como funciona a maternidade compartilhada
O método mais utilizado é a fertilização in vitro (FIV). Nesse contexto, destaca-se o método ROPA (Recepção de Óvulos da Parceira).
Ou seja, uma mulher fornece o óvulo, enquanto a outra realiza a gestação. Assim, ambas participam biologicamente do processo.
Além disso, a técnica amplia o conceito tradicional de maternidade e fortalece o vínculo entre o casal e o bebê desde o início.
Crescimento no Brasil
De acordo com a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida, os procedimentos de fertilização in vitro crescem de forma consistente no país.
Nos últimos anos, o número de ciclos já ultrapassou 380 mil. Além disso, a procura não ocorre apenas por infertilidade, mas também por planejamento familiar e novos modelos de família.
Mais acesso e menos tabu
Para o especialista em reprodução humana Evangelista Torquato, a visibilidade de casos como o da artista ajuda a ampliar o acesso à informação.
Segundo ele, a reprodução assistida acompanha a evolução da sociedade. Ou seja, não se limita ao tratamento da infertilidade.
Além disso, o método ROPA garante um diferencial importante: a participação ativa das duas mulheres.
Avanço da tecnologia
Os avanços tecnológicos também impulsionam o crescimento da técnica. Atualmente, os protocolos são mais personalizados e o acompanhamento se torna mais rigoroso.
Além disso, a escolha de doadores e o uso de tecnologia laboratorial avançada aumentam as chances de sucesso e tornam o processo mais seguro.
Nova realidade da maternidade
Outro fator relevante é o comportamento. O adiamento da maternidade e a maior autonomia feminina influenciam diretamente esse cenário.
Assim, histórias como a de Mari Fernandez deixam de ser exceção. Pelo contrário, passam a representar uma nova realidade.
Portanto, a maternidade se torna mais consciente, planejada e apoiada pela ciência.
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Tags: Mari Fernandez, maternidade compartilhada, reprodução assistida Brasil, fertilização in vitro, método ROPA, saúde feminina, novos modelos de família, Portal Rapadura Digital