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Eficiência & Energia
Glauber Cavalcante

Bandeira Tarifária Amarela em dezembro: mais do que preços, um retrato da experiência do consumidor de energia elétrica

A decisão da ANEEL de aplicar a bandeira tarifária amarela em dezembro de 2025 chega como um alívio moderado para o bolso do consumidor. O adicional na conta cai de R$ 4,46 para R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, sem impostos, justamente no mês em que o uso de energia elétrica costuma aumentar em razão do calor, das confraternizações e do funcionamento mais intenso de equipamentos domésticos.​ ​<< SIGA O INSTAGRAM DO RAPADURA DIGITAL>> Mas a verdadeira mensagem que a bandeira tarifária traz não está apenas na tarifa. Ela está na forma como o consumidor vive a energia elétrica no cotidiano. A bandeira amarela não é apenas um sinal econômico: é a evidência de que energia elétrica já se tornou uma experiência, não apenas um insumo técnico.​ A cor amarela da bandeira tarifária não indica conforto, e muito menos estabilidade. Ela indica atenção. Aponta para um sistema que, embora estável, segue dependente de termelétricas, mesmo com a expectativa de chuvas melhores, ainda assim abaixo da média histórica. Trata-se de uma condição que exige vigilância, porque qualquer oscilação na oferta impacta diretamente a rotina do consumidor: o ar-condicionado que trabalha mais, o refrigerador que não pode falhar, a casa cada vez mais digitalizada, e o bem-estar que depende de um fornecimento contínuo e confiável.​ Diante desse cenário, fica evidente que a relação do consumidor com a energia elétrica não se limita ao preço ou à conta do mês. Ela se manifesta no cotidiano, moldando sensações, escolhas e comportamentos. É essa vivência diária que faz a eficiência energética deixar de ser apenas “economia” e passar a ser experiência:​ Para que essa experiência evolua e se torne cada vez mais intuitiva para o consumidor, é preciso fortalecer alguns alicerces do próprio setor elétrico. Hoje, o Brasil ainda caminha de forma gradual em três pilares que sustentam essa nova relação com a energia:​ Sem consolidar esses pilares, as bandeiras tarifárias continuarão atuando como um “termômetro” das condições de geração, úteis, mas insuficientes para transformar a relação do consumidor com a energia.​ E essa é a virada de chave: a transição energética não será acelerada apenas por normas, tarifas ou sinalizações regulatórias, mas pela forma como o consumidor sente, entende e utiliza a energia elétrica. Quanto mais fluida, intuitiva e integrada for essa experiência, maior será a adesão natural à eficiência energética, nas casas, nos pequenos negócios, na indústria.​ Dezembro chega com bandeira amarela e com um recado certeiro: a energia elétrica precisa ser percebida, compreendida e utilizada com racionalidade, não por austeridade, mas por inteligência. Consumir menos, com mais qualidade, é transformar eficiência energética em uma experiência positiva e evolutiva, não em renúncia. É essa experiência, e não apenas a tarifa, que moldará o futuro do uso da energia no Brasil. Leia mais | Justiça Eleitoral cassa prefeito de Campos Sales por compra de votos Tags: bandeira tarifária amarela, ANEEL dezembro 2025, tarifa energia elétrica, eficiência energética, consumo consciente energia, termelétricas Brasil, gestão demanda energia, transição energética Brasil, experiência consumidor energia, chuvas reservatórios 2025

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Eficiência & Energia
Glauber Cavalcante

Entre o alívio e a cautela: A bandeira vermelha e a imperativa estratégia na gestão de energia

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) confirmou a manutenção da bandeira Vermelha Patamar 1 para o mês de novembro/25, com o custo adicional fixado em R$ 4,46, sem impostos, a cada 100 kWh. Essa manutenção reflete um cenário ainda desfavorável para a geração hidrelétrica, com o volume de chuvas abaixo da média e a consequente redução nos níveis dos reservatórios. A estratégia de controle dos reservatórios permanece prioritária e, para garantir o suprimento, o acionamento das usinas termelétricas, que possuem custo mais elevado, continua sendo essencial. A intermitência de fontes como a solar, que não gera energia de forma contínua — especialmente em períodos noturnos e de pico de consumo — reforça a necessidade crucial do despacho térmico para atender à demanda. O Caminho da Gestão Consciente A lição que se impõe é clara: a gestão de energia não é um luxo, mas uma necessidade estratégica. 1.No Ambiente Residencial: A Força da Microgestão Para o consumidor comum, a consciência começa pelo entendimento da fatura. A unidade de medida é o quilowatt-hora (kWh), resultante da multiplicação da potência do equipamento pelo seu tempo de uso. Um aparelho de 1.000 W (1 kW) ligado por três horas consome 3 kWh. Pequenas atitudes geram impactos significativos: • Uso Racional: Focar no uso consciente de equipamentos de alto consumo, como o chuveiro elétrico, o condicionador de ar e a geladeira. • Tecnologia e Hábito: Evitar o modo stand-by ou programar o uso de eletrodomésticos por meio de automação Uma ferramenta simples de gestão é o Consumo Médio Diário (CMD), obtido ao dividir o consumo mensal (kWh) pelo número de dias do período de leitura. Acompanhar o CMD mês a mês permite identificar variações, avaliar o impacto de novos hábitos (como ajustar o arcondicionado para 23°C) e planejar melhor os gastos. 2. No Setor Empresarial: A Inteligência Tarifária como Vantagem Para empresas dos setores industrial, hospitalar, comercial e de serviços, a gestão de energia deve ir além da redução do consumo. Ela precisa se converter em Inteligência Tarifária Consultorias especializadas atuam na otimização da fatura, por meio de análises detalhadas que buscam alinhar o perfil de uso à modalidade tarifária mais vantajosa. Isso inclui a avaliação da demanda contratada, dos horários de ponta e fora de ponta, dos encargos setoriais, e da viabilidade de migração para o Mercado Livre de Energia. É importante ressaltar que a própria regulação oferece proteção ao consumidor. A Resolução Normativa nº 1.000/21 da ANEEL garante, em seu artigo 323, o direito à devolução em dobro do valor pago em excesso em caso de erros de faturamento. Em um cenário de incertezas contínuas no setor elétrico, quem enxerga energia como estratégia — e não apenas como custo — está um passo à frente. O grande desafio é transformar esse lembrete em ação. A combinação de hábitos conscientes, o uso inteligente das informações da fatura e o apoio técnico especializado é o único caminho sustentável para transformar a energia em fator de competitividade e vantagem econômica. Se o setor elétrico quiser evitar que “manter a bandeira vermelha” se torne rotina, é preciso acelerar a convergência entre tecnologia, regulação e cultura de consumo. A conta de luz nos lembra, todo mês, que a festa da luz tem custos — e que quem acende a lâmpada não pode ignorar o que está por trás. Leia mais | Programa Ceará de Valores inicia atividades com jovens de Fortaleza, Maracanaú, Caucaia e Aracoiaba neste sábado Tags: bandeira vermelha, ANEEL, gestão de energia, energia residencial, energia empresarial, tarifa de energia, consumo consciente, mercado livre de energia, reservatórios hidrelétricos, usinas termelétricas

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“Eficiência & Energia”: nova coluna do Rapadura Digital une ciência, mercado e propósito para discutir o futuro do uso inteligente da energia

O Rapadura Digital amplia sua cobertura de temas estratégicos com o lançamento da coluna “Eficiência & Energia”, conduzida pelo Engenheiro Glauber Cavalcante, Mestre em Eficiência Energética e Diretor de Inteligência Energética da Emana Energy. O novo espaço será dedicado a análises, opiniões e conteúdos técnicos sobre eficiência energética, inovação, transição energética, fontes renováveis, digitalização e políticas energéticas, entre outros temas que movimentam o setor. A proposta é oferecer uma visão prática e integrada entre engenharia e modelos de negócios, destacando casos reais, soluções e estratégias que tornam o uso da energia mais inteligente, acessível e sustentável. Mais do que discutir tecnologia, a coluna busca aproximar o leitor dos desafios e oportunidades da transição energética e da agenda de descarbonização, traduzindo conceitos técnicos complexos em linguagem clara, inspiradora e relevante. Com a curadoria e experiência de Glauber Cavalcante, referência nacional em gestão e eficiência energética, “Eficiência & Energia” nasce como um ponto de convergência entre ciência, mercado e sociedade, promovendo reflexão e conhecimento sobre um dos temas mais urgentes da atualidade: como consumir melhor a energia que move o mundo. Afinal, a energia deixou de ser apenas um insumo técnico — hoje, ela é um ativo estratégico, capaz de gerar competitividade, sustentabilidade e propósito. Leia mais | Projeto que prevê licença menstrual de até dois dias é aprovado na Câmara dos Deputados

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