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Eficiência & Energia
Glauber Cavalcante

Bandeira Tarifária Verde em janeiro: um respiro para o consumidor, mas a atençãocontinua necessária

O ano de 2026 começa com uma sinalização positiva para os consumidores de energia elétrica. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) confirmou a adoção da bandeira tarifária verde para o mês de janeiro, o que significa que não haverá cobrança adicional na fatura de energia. Na prática, trata-se de um alívio imediato no bolso do consumidor, especialmente em um período tradicionalmente pressionado por despesas típicas do início do ano, como a compra de material escolar, matrículas dos filhos na escola, o pagamento do IPVA, a renovação do seguro do veículo, o IPTU e ajustes do orçamento familiar. Mas é justamente aqui que mora o ponto central desta análise: bandeira verde é respiro, não acomodação. O que a bandeira verde realmente comunica? O sistema de bandeiras tarifárias foi criado para traduzir, de forma simples, a condição de operação do sistema elétrico brasileiro. Quando a bandeira está verde, o sinal é claro: as condições de geração estão favoráveis, com menor necessidade de acionamento de usinas termelétricas, fontes reconhecidamente mais caras e mais poluentes. Esse cenário está associado, principalmente, a níveis mais confortáveis nos reservatórios das hidrelétricas e a uma melhor relação entre oferta e demanda de energia no curto prazo. Entretanto, é fundamental compreender que a bandeira verde não significa redução estrutural da tarifa de energia elétrica. Ela apenas indica que, neste momento específico, o custo marginal de geração não exige repasses adicionais ao consumidor. Alívio momentâneo, desafios permanentes O consumidor percebe a bandeira verde como uma boa notícia, e ela de fato é. Mas, do ponto de vista técnico e regulatório, ela também funciona como um termômetro temporário, sensível a variações climáticas, hidrológicas e operacionais. O histórico recente do setor elétrico brasileiro mostra que a alternância entre bandeiras é cada vez mais frequente. Esse movimento reflete um sistema que convive simultaneamente com maior variabilidade climática, crescimento da demanda, inserção acelerada de fontes renováveis intermitentes (Fotovoltaica e Eólica) e dependência estratégica de térmicas em momentos críticos. Nesse contexto, orientar o consumo apenas pela cor da bandeira torna-se uma estratégia frágil e reativa. Eficiência energética: a atenção que não pode cair Se a bandeira verde oferece um respiro no curto prazo, a eficiência energética é o fôlego que sustenta o consumidor no longo prazo. É ela que protege o consumidor quando as bandeiras mudam de cor. É ela que transforma um alívio pontual em economia consistente. E é ela que conecta o consumo de energia à experiência real do usuário, seja em casa, no comércio ou na indústria. Mais do que comemorar a ausência de custo extra em janeiro, este é o momento ideal para refletir sobre hábitos de consumo, sobre a eficiência dos equipamentos utilizados, sobre o uso consciente da energia como parte da gestão financeira. O consumidor final, muitas vezes, enxerga apenas a cor da bandeira estampada na fatura de energia. Mas o caminho para que essas cores deixem de representar risco e passem a sinalizar estabilidade nasce sempre do mesmo ponto: a condução qualificada do especialista em eficiência energética, capaz de transformar consumo em estratégia, custo em valor e energia em inteligência. A adoção da bandeira tarifária verde em janeiro de 2026 é, sem dúvida, uma boa notícia. Representa alívio imediato ao bolso do consumidor. Mas ela também reforça uma mensagem silenciosa e essencial: a atenção ao uso da energia não pode depender da cor da bandeira. Em um sistema elétrico cada vez mais dinâmico, sensível e exposto a variáveis climáticas, regulatórias e operacionais, consumir energia elétrica com inteligência deixou de ser apenas uma escolha econômica. Passou a ser uma competência necessária, tanto para famílias quanto para empresas. Porque, no fim das contas, a melhor bandeira para o consumidor é a bandeira da eficiência energética, conduzida com método, técnica e visão estratégica. Gostou do texto? Comente e compartilhe em suas redes sociais. Fique ligado na coluna Eficiência & Energia, no Rapadura Digital, para mais análises sobre o setor elétrico, estratégias de eficiência energética e o impacto das bandeiras tarifárias na experiência do consumidor. Leia mais | Helicóptero com funcionários da Petrobras faz pouso de emergência no mar no RJ

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Glauber Cavalcante

Desligar tomadas antes de viajar: dicas de segurança e economia para sua casa

27 de Dezembro de 2025 – Viajar com tranquilidade também significa deixar a casa preparada e segura. Desligar equipamentos elétricos da tomada é uma medida simples, mas eficaz, que reduz riscos de acidentes, evita desperdício de energia e ajuda a proteger o patrimônio. É uma prática que une segurança patrimonial e eficiência energética. ​​​​​<< SIGA O INSTAGRAM DO RAPADURA DIGITAL>> Antes de sair, alguns cuidados básicos devem ser observados. O primeiro é identificar os equipamentos que podem ser retirados da tomada, como ventiladores, carregadores de celular e outros aparelhos que permanecem em stand by. Mesmo sem uso, eles continuam consumindo energia e podem ser afetados por surtos elétricos. Outro ponto importante é desligar, no quadro de distribuição de energia, os circuitos de equipamentos de maior potência, como ar-condicionado e chuveiro elétrico. Sempre que possível, essa ação deve ser feita diretamente no disjuntor, aumentando a segurança da instalação. Também é fundamental reconhecer quais equipamentos não podem ser desligados, como geladeiras, sistemas de alarme e outros dispositivos essenciais ao funcionamento da residência durante a ausência dos moradores. Por fim, a recomendação é evitar o uso de adaptadores do tipo “T”, benjamins e extensões deixados conectados, pois esses acessórios podem sobrecarregar tomadas e elevar o risco de aquecimento e curto-circuito. Tags: desligar tomadas antes de viajar, segurança casa viagem, economia energia viagem, desligar disjuntor ar-condicionado, evitar benjamins viagem, cuidados elétricos residência, stand by aparelhos consumo, proteger patrimônio viagem Leia mais | Combate ao Incêndio na Sucata Chico Alves Entra no 4º Dia em Fortaleza

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Glauber Cavalcante

Bandeira Tarifária Amarela em dezembro: mais do que preços, um retrato da experiência do consumidor de energia elétrica

A decisão da ANEEL de aplicar a bandeira tarifária amarela em dezembro de 2025 chega como um alívio moderado para o bolso do consumidor. O adicional na conta cai de R$ 4,46 para R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, sem impostos, justamente no mês em que o uso de energia elétrica costuma aumentar em razão do calor, das confraternizações e do funcionamento mais intenso de equipamentos domésticos.​ ​<< SIGA O INSTAGRAM DO RAPADURA DIGITAL>> Mas a verdadeira mensagem que a bandeira tarifária traz não está apenas na tarifa. Ela está na forma como o consumidor vive a energia elétrica no cotidiano. A bandeira amarela não é apenas um sinal econômico: é a evidência de que energia elétrica já se tornou uma experiência, não apenas um insumo técnico.​ A cor amarela da bandeira tarifária não indica conforto, e muito menos estabilidade. Ela indica atenção. Aponta para um sistema que, embora estável, segue dependente de termelétricas, mesmo com a expectativa de chuvas melhores, ainda assim abaixo da média histórica. Trata-se de uma condição que exige vigilância, porque qualquer oscilação na oferta impacta diretamente a rotina do consumidor: o ar-condicionado que trabalha mais, o refrigerador que não pode falhar, a casa cada vez mais digitalizada, e o bem-estar que depende de um fornecimento contínuo e confiável.​ Diante desse cenário, fica evidente que a relação do consumidor com a energia elétrica não se limita ao preço ou à conta do mês. Ela se manifesta no cotidiano, moldando sensações, escolhas e comportamentos. É essa vivência diária que faz a eficiência energética deixar de ser apenas “economia” e passar a ser experiência:​ Para que essa experiência evolua e se torne cada vez mais intuitiva para o consumidor, é preciso fortalecer alguns alicerces do próprio setor elétrico. Hoje, o Brasil ainda caminha de forma gradual em três pilares que sustentam essa nova relação com a energia:​ Sem consolidar esses pilares, as bandeiras tarifárias continuarão atuando como um “termômetro” das condições de geração, úteis, mas insuficientes para transformar a relação do consumidor com a energia.​ E essa é a virada de chave: a transição energética não será acelerada apenas por normas, tarifas ou sinalizações regulatórias, mas pela forma como o consumidor sente, entende e utiliza a energia elétrica. Quanto mais fluida, intuitiva e integrada for essa experiência, maior será a adesão natural à eficiência energética, nas casas, nos pequenos negócios, na indústria.​ Dezembro chega com bandeira amarela e com um recado certeiro: a energia elétrica precisa ser percebida, compreendida e utilizada com racionalidade, não por austeridade, mas por inteligência. Consumir menos, com mais qualidade, é transformar eficiência energética em uma experiência positiva e evolutiva, não em renúncia. É essa experiência, e não apenas a tarifa, que moldará o futuro do uso da energia no Brasil. Leia mais | Justiça Eleitoral cassa prefeito de Campos Sales por compra de votos Tags: bandeira tarifária amarela, ANEEL dezembro 2025, tarifa energia elétrica, eficiência energética, consumo consciente energia, termelétricas Brasil, gestão demanda energia, transição energética Brasil, experiência consumidor energia, chuvas reservatórios 2025

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Entre o alívio e a cautela: A bandeira vermelha e a imperativa estratégia na gestão de energia

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) confirmou a manutenção da bandeira Vermelha Patamar 1 para o mês de novembro/25, com o custo adicional fixado em R$ 4,46, sem impostos, a cada 100 kWh. Essa manutenção reflete um cenário ainda desfavorável para a geração hidrelétrica, com o volume de chuvas abaixo da média e a consequente redução nos níveis dos reservatórios. A estratégia de controle dos reservatórios permanece prioritária e, para garantir o suprimento, o acionamento das usinas termelétricas, que possuem custo mais elevado, continua sendo essencial. A intermitência de fontes como a solar, que não gera energia de forma contínua — especialmente em períodos noturnos e de pico de consumo — reforça a necessidade crucial do despacho térmico para atender à demanda. O Caminho da Gestão Consciente A lição que se impõe é clara: a gestão de energia não é um luxo, mas uma necessidade estratégica. 1.No Ambiente Residencial: A Força da Microgestão Para o consumidor comum, a consciência começa pelo entendimento da fatura. A unidade de medida é o quilowatt-hora (kWh), resultante da multiplicação da potência do equipamento pelo seu tempo de uso. Um aparelho de 1.000 W (1 kW) ligado por três horas consome 3 kWh. Pequenas atitudes geram impactos significativos: • Uso Racional: Focar no uso consciente de equipamentos de alto consumo, como o chuveiro elétrico, o condicionador de ar e a geladeira. • Tecnologia e Hábito: Evitar o modo stand-by ou programar o uso de eletrodomésticos por meio de automação Uma ferramenta simples de gestão é o Consumo Médio Diário (CMD), obtido ao dividir o consumo mensal (kWh) pelo número de dias do período de leitura. Acompanhar o CMD mês a mês permite identificar variações, avaliar o impacto de novos hábitos (como ajustar o arcondicionado para 23°C) e planejar melhor os gastos. 2. No Setor Empresarial: A Inteligência Tarifária como Vantagem Para empresas dos setores industrial, hospitalar, comercial e de serviços, a gestão de energia deve ir além da redução do consumo. Ela precisa se converter em Inteligência Tarifária Consultorias especializadas atuam na otimização da fatura, por meio de análises detalhadas que buscam alinhar o perfil de uso à modalidade tarifária mais vantajosa. Isso inclui a avaliação da demanda contratada, dos horários de ponta e fora de ponta, dos encargos setoriais, e da viabilidade de migração para o Mercado Livre de Energia. É importante ressaltar que a própria regulação oferece proteção ao consumidor. A Resolução Normativa nº 1.000/21 da ANEEL garante, em seu artigo 323, o direito à devolução em dobro do valor pago em excesso em caso de erros de faturamento. Em um cenário de incertezas contínuas no setor elétrico, quem enxerga energia como estratégia — e não apenas como custo — está um passo à frente. O grande desafio é transformar esse lembrete em ação. A combinação de hábitos conscientes, o uso inteligente das informações da fatura e o apoio técnico especializado é o único caminho sustentável para transformar a energia em fator de competitividade e vantagem econômica. Se o setor elétrico quiser evitar que “manter a bandeira vermelha” se torne rotina, é preciso acelerar a convergência entre tecnologia, regulação e cultura de consumo. A conta de luz nos lembra, todo mês, que a festa da luz tem custos — e que quem acende a lâmpada não pode ignorar o que está por trás. Leia mais | Programa Ceará de Valores inicia atividades com jovens de Fortaleza, Maracanaú, Caucaia e Aracoiaba neste sábado Tags: bandeira vermelha, ANEEL, gestão de energia, energia residencial, energia empresarial, tarifa de energia, consumo consciente, mercado livre de energia, reservatórios hidrelétricos, usinas termelétricas

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“Eficiência & Energia”: nova coluna do Rapadura Digital une ciência, mercado e propósito para discutir o futuro do uso inteligente da energia

O Rapadura Digital amplia sua cobertura de temas estratégicos com o lançamento da coluna “Eficiência & Energia”, conduzida pelo Engenheiro Glauber Cavalcante, Mestre em Eficiência Energética e Diretor de Inteligência Energética da Emana Energy. O novo espaço será dedicado a análises, opiniões e conteúdos técnicos sobre eficiência energética, inovação, transição energética, fontes renováveis, digitalização e políticas energéticas, entre outros temas que movimentam o setor. A proposta é oferecer uma visão prática e integrada entre engenharia e modelos de negócios, destacando casos reais, soluções e estratégias que tornam o uso da energia mais inteligente, acessível e sustentável. Mais do que discutir tecnologia, a coluna busca aproximar o leitor dos desafios e oportunidades da transição energética e da agenda de descarbonização, traduzindo conceitos técnicos complexos em linguagem clara, inspiradora e relevante. Com a curadoria e experiência de Glauber Cavalcante, referência nacional em gestão e eficiência energética, “Eficiência & Energia” nasce como um ponto de convergência entre ciência, mercado e sociedade, promovendo reflexão e conhecimento sobre um dos temas mais urgentes da atualidade: como consumir melhor a energia que move o mundo. Afinal, a energia deixou de ser apenas um insumo técnico — hoje, ela é um ativo estratégico, capaz de gerar competitividade, sustentabilidade e propósito. Leia mais | Projeto que prevê licença menstrual de até dois dias é aprovado na Câmara dos Deputados

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