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Cascas de laranja usadas na regeneração de floresta tropical
Internacional
Carlos Henrique Costa

Casca de laranja ajuda a regenerar floresta

Resíduos agrícolas aumentaram a biomassa e o sequestro de carbono em área degradada na Costa Rica, segundo pesquisadores O descarte de resíduos agrícolas ajudou a transformar uma área degradada em uma floresta tropical na Costa Rica. Além disso, pesquisadores da Universidade de Princeton descobriram que as cascas de laranja melhoraram o solo e estimularam o crescimento da vegetação. A experiência começou em meados dos anos 1990, quando cerca de mil caminhões despejaram cascas de laranja em uma área degradada de um parque nacional. Com o passar dos anos, os resíduos orgânicos contribuíram para recuperar o solo e favorecer a regeneração da floresta. Como resultado, a região apresentou aumento expressivo da biomassa vegetal. Segundo o estudo, a área que recebeu as cascas registrou aumento de 176% na biomassa acima do solo. Casca de laranja acelera regeneração A pesquisa chamou atenção pela transformação registrada na área degradada. Em 2017, os pesquisadores analisaram o local cerca de 16 anos após o depósito dos resíduos. Na ocasião, a equipe encontrou uma floresta muito mais desenvolvida. A vegetação cobria grande parte do terreno, enquanto árvores e trepadeiras ocupavam áreas que antes apresentavam sinais de degradação. Além do crescimento da vegetação, os cientistas identificaram melhorias na qualidade do solo. Consequentemente, o aumento da biomassa também elevou a quantidade de carbono armazenado pela vegetação. Esse processo pode contribuir para reduzir a concentração de dióxido de carbono na atmosfera. Como surgiu a iniciativa A ideia surgiu a partir do trabalho dos ecologistas Daniel Janzen e Winnie Hallwachs, formados pela Universidade de Princeton em 1976. Durante anos, os dois pesquisadores trabalharam na Área de Conservação Guanacaste (ACG), na Costa Rica. Em 1997, Janzen e Hallwachs apresentaram uma proposta à empresa Del Oro, fabricante de suco de laranja que havia iniciado operações na região. A proposta tinha um objetivo simples. A empresa poderia depositar resíduos de laranja em áreas degradadas para que o material se decompusesse naturalmente. Em contrapartida, a Del Oro doaria parte de suas terras florestais para a área de conservação. Dessa forma, a iniciativa aproximaria a atividade agrícola da recuperação ambiental, sem exigir custos adicionais para o descarte dos resíduos. Disputa interrompe projeto No entanto, a iniciativa durou pouco. Um ano depois da assinatura do acordo, uma empresa concorrente entrou na Justiça contra a Del Oro. A acusação apontava que o descarte dos resíduos poderia causar danos a um parque nacional. A empresa venceu o processo. Por isso, a área onde os pesquisadores haviam depositado as cascas permaneceu sem acompanhamento por aproximadamente 15 anos. Durante esse período, o local praticamente não recebeu interferência humana. Vegetação tomou conta da área Quando os pesquisadores retornaram ao terreno, encontraram uma paisagem completamente diferente. O coautor do estudo, Timothy Treuer, relatou surpresa ao visitar a área depois de tantos anos. Segundo o pesquisador, árvores e trepadeiras haviam tomado conta do local. A vegetação chegou a esconder uma placa de aproximadamente dois metros de comprimento instalada perto da estrada. Da mesma forma, o pesquisador Jonathan Choi, que também participou do estudo, relatou dificuldades para atravessar a região. A vegetação rasteira e as paredes de trepadeiras dificultavam o deslocamento. Por isso, os pesquisadores precisaram abrir caminho para alcançar diferentes pontos do terreno. Solo ficou mais rico Além de analisar a vegetação, a equipe também avaliou amostras do solo para verificar os efeitos das cascas de laranja. Uma parte das amostras foi coletada em 2000 pela pesquisadora Laura Shanks, do Beloit College. Posteriormente, Jonathan Choi realizou outra coleta, em 2014. Os dados mais antigos ainda não haviam sido publicados. Por esse motivo, os pesquisadores combinaram essas informações com os resultados obtidos posteriormente. Embora as equipes tenham utilizado métodos diferentes, os procedimentos permitiram comparar os resultados. Área teve mais árvores e espécies A comparação revelou diferenças importantes entre a região que recebeu as cascas de laranja e áreas próximas que não receberam o material orgânico. O solo da área tratada apresentou maior riqueza de nutrientes. Além disso, os pesquisadores encontraram maior biomassa de árvores, maior diversidade de espécies e maior cobertura do dossel florestal. Dessa maneira, os resultados indicam que os resíduos agrícolas contribuíram para acelerar a regeneração da área degradada. Resíduos também ajudam a armazenar carbono Outro resultado importante está relacionado ao sequestro de carbono. As plantas retiram dióxido de carbono da atmosfera durante a fotossíntese. Em seguida, parte desse carbono permanece armazenada em troncos, galhos, raízes e no próprio solo. Assim, quanto maior o crescimento da floresta, maior tende a ser a quantidade de carbono armazenada na vegetação e no solo. No caso estudado na Costa Rica, a regeneração da vegetação após o uso das cascas de laranja mostra que resíduos agrícolas podem contribuir para projetos de restauração ambiental. Experiência pode inspirar novas pesquisas De modo geral, o caso da Costa Rica mostra que resíduos orgânicos podem ter uma função além do descarte. Quando utilizados de maneira planejada e acompanhados por pesquisas científicas, esses materiais podem contribuir para recuperar áreas degradadas. Além disso, a experiência reforça a possibilidade de aproximar produção agrícola, conservação ambiental e restauração florestal. Por fim, os pesquisadores avaliam que o resultado pode estimular novas investigações sobre o uso de resíduos orgânicos na recuperação de florestas tropicais. Leia também | Justiça suspende festival náutico em Caucaia após denúncia ambiental Tags: Costa Rica, meio ambiente, floresta tropical, casca de laranja, resíduos agrícolas, sustentabilidade, sequestro de carbono, restauração ambiental, biomassa, Princeton

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Terremoto de 5,9 atinge Tóquio e deixa 37 feridos no Japão
Internacional
Carlos Henrique Costa

Terremoto de 5,9 deixa 37 feridos no Japão

Tremor atingiu Tóquio e a região de Kanto na madrugada deste domingo (23); autoridades descartaram risco de tsunami Um terremoto de magnitude 5,9 atingiu a região de Tóquio e o leste de Kanto, no Japão, na madrugada deste domingo (23), por volta das 2h no horário local. O epicentro ficou ao sul da província de Ibaraki, a uma profundidade de 70 quilômetros. Segundo a Agência de Gestão de Incêndios e Desastres, 37 pessoas ficaram feridas em cinco províncias da região. Ao todo, foram registrados 15 feridos em Tóquio, nove em Saitama, oito em Kanagawa, quatro em Chiba e um em Ibaraki. Apesar da força do tremor, as autoridades japonesas descartaram risco de tsunami nas áreas costeiras. Tremor mobiliza autoridades japonesas Cerca de uma hora depois do terremoto, a primeira-ministra Sanae Takaichi informou, por meio da rede social X, que as autoridades trabalhavam para avaliar a extensão dos impactos provocados pelo tremor. Além disso, a chefe de governo determinou a apuração de possíveis danos e a divulgação de informações precisas à população. “Àqueles que se encontram nas áreas onde o tremor foi forte, peço que continuem atentos à possibilidade de outro terremoto de magnitude semelhante”, disse a primeira-ministra. Na capital japonesa, o tremor alcançou intensidade “5 inferior” na escala sísmica nacional, conhecida como shindo, que possui sete níveis. O distrito de Adachi, em Tóquio, e áreas das províncias de Ibaraki, Saitama e Chiba registraram essa intensidade. Por outro lado, outras regiões de Tóquio e as províncias de Tochigi, Gunma e Kanagawa tiveram tremores de intensidade 4. De acordo com a Agência Meteorológica do Japão, uma intensidade “5 inferior” pode provocar a queda de objetos de prateleiras e dificultar o equilíbrio das pessoas. O terremoto chegou a durar cerca de um minuto em algumas localidades. Antes dos tremores mais fortes, entretanto, o sistema automático de alerta antecipado foi acionado nos celulares da população. Dessa forma, moradores tiveram alguns segundos para buscar abrigo antes da chegada dos principais abalos. Movimento de longo período preocupa em prédios A emissora pública NHK informou que algumas localidades também registraram movimento de solo de longo período de nível 2. O fenômeno ocorreu nas cidades de Kawaguchi e Urayasu e nos distritos de Koto e Edogawa, em Tóquio. Esse tipo de oscilação lenta e prolongada pode afetar principalmente edifícios altos. Como consequência, as estruturas podem balançar de maneira significativa. Em locais atingidos pelo movimento de longo período de nível 2, pessoas dentro de prédios podem ter dificuldade para permanecer em pé. Além disso, móveis e outros objetos podem se deslocar ou tombar. Enquanto isso, equipes de resgate e autoridades locais avaliaram os danos e verificaram a situação das pessoas atingidas. Até as 3h da manhã, a prefeitura de Kawasaki havia confirmado pelo menos dois feridos relacionados ao terremoto. Japão registrou forte terremoto em julho O Japão também registrou um forte terremoto em 28 de julho. Na ocasião, um abalo de magnitude 7,1 atingiu a província de Kumamoto, na ilha de Kyushu, no sudoeste do país. O tremor ocorreu a 16 quilômetros de profundidade e provocou desabamentos parciais de edifícios, incêndios e danos à infraestrutura. Além disso, o aeroporto regional chegou a ser fechado temporariamente, enquanto os serviços do trem-bala Shinkansen foram interrompidos. O terremoto deixou dezenas de mortos e mais de 300 feridos na região. Na sequência, equipes de resgate, bombeiros e forças de emergência foram mobilizadas para localizar vítimas e atuar nos pontos mais afetados. Leia também |Fortaleza tem cinco desfalques contra o Criciúma Tags: Japão, terremoto no Japão, terremoto em Tóquio, terremoto 5,9 Japão, Tóquio, Ibaraki, Kanto, terremoto hoje, tremor no Japão, terremoto de magnitude 5,9, terremoto 23 de agosto, 37 feridos, terremoto Tóquio hoje, risco de tsunami, tsunami Japão, Agência Meteorológica do Japão, terremotos, desastres naturais, mundo, notícias internacionais, Ásia, Portal Terra da Luz

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Ministério das Relações Exteriores do Brasil nega vistos a funcionários dos Estados Unidos que pretendiam monitorar as urnas eletrônicas
Internacional
Carlos Henrique Costa

Brasil nega visto a dois funcionários dos EUA que queriam monitorar urnas

Ministério das Relações Exteriores negou a autorização depois de evento em que políticos brasileiros levantaram suspeitas sobre as urnas eletrônicas O Ministério das Relações Exteriores do Brasil confirmou neste sábado (25) a negativa de vistos a dois funcionários dos Estados Unidos. São eles: o subsecretário do Departamento de Estado para a Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, Riley Barnes, e o subsecretário adjunto Samuel Samson. O governo brasileiro negou os vistos ontem (24). << SIGA O INSTAGRAM DO RAPADURA DIGITAL>> O Departamento de Estado americano havia manifestado interesse em enviar os dois funcionários ao Brasil. Eles pretendiam conversar com autoridades eleitorais sobre liberdade de expressão relacionada às eleições de outubro. Pedido veio após evento com diplomatas O pedido de visto chamou a atenção das autoridades brasileiras por um motivo específico: ele veio na sequência de um evento em que políticos brasileiros se reuniram com diplomatas para levantar suspeitas sobre as urnas eletrônicas. Por isso, o governo brasileiro considerou a visita, nesse contexto eleitoral, como instrumentalização política e decidiu negar os vistos. Questionamento às urnas ganhou destaque após declaração de Flávio Bolsonaro O questionamento às urnas eletrônicas voltou a ganhar destaque depois que o pré-candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) divulgou uma informação falsa sobre os equipamentos brasileiros. Durante o evento com diplomatas em Brasília, nessa segunda-feira (21), ele afirmou que as urnas seriam da empresa venezuelana Smartmatic, sem apresentar provas. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), porém, negou essa informação nessa quarta-feira (22). Segundo o tribunal, servidores e técnicos da própria Justiça Eleitoral projetaram as urnas brasileiras. Além disso, empresas selecionadas por licitações públicas com ampla concorrência produzem os equipamentos, sob “direta coordenação” dos servidores do TSE — o que, segundo o tribunal, garante mais segurança e transparência ao processo eleitoral. Leia mais | Vozinha, revelação de Cabo Verde na Copa, acerta com o Colo Colo Tags: urnas eletrônicas, TSE, Ministério das Relações Exteriores, Flávio Bolsonaro, eleições 2026, Estados Unidos

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Arthur Alencar Spuri, estudante cearense de 16 anos, vencedor geral da Olimpíada Internacional de Economia
Internacional
Carlos Henrique Costa

Educação: Estudante cearense conquista ouro e é o melhor do mundo em Olimpíada de Economia

Arthur Alencar Spuri, de 16 anos, venceu a IEO em Shenzhen com 199,469 pontos; jovem também ganhou prata em Física dias antes Um estudante cearense alcançou a nota mais alta do mundo na Olimpíada Internacional de Economia (IEO) deste ano. A prova aconteceu em Shenzhen, na China, entre os dias 12 e 20 de julho. Ao todo, mais de 260 representantes de países como Estados Unidos, Suíça, Japão, China, Hong Kong e Singapura disputaram a 9ª edição do evento. << SIGA O INSTAGRAM DO RAPADURA DIGITAL>> Arthur Alencar Spuri, de 16 anos, cursa o 2º ano do Ensino Médio no Colégio Farias Brito, em Fortaleza. O jovem conquistou a medalha de ouro e ficou em primeiro no ranking geral, com 199,469 pontos. Além disso, ele foi um dos cinco brasileiros que participaram da competição. Arthur também integrou a equipe vencedora do “Business Case”. Nessa etapa, os participantes precisam propor soluções para um problema econômico ou empresarial real. Poucos dias antes, o adolescente já havia conquistado a prata na Olimpíada Internacional de Física (IPhO), na Colômbia. Uma paixão que começou cedo, ao lado do pai Em entrevista ao Diário do Nordeste, Arthur contou que começou a competir muito cedo, ainda no 3º ano do Ensino Fundamental. O pai, Osvaldo, foi quem o incentivou. Nessa época, a família havia acabado de se mudar de São Paulo, onde Arthur nasceu, para o Ceará, terra da família materna. “Meu pai trabalhava com a bolsa de valores, com o mercado de ações, e sempre estava muito envolvido com essa área de exatas e de economia. Por causa disso, ele acabou descobrindo o mundo das olimpíadas e me mostrou”, conta o estudante. Pai e filho treinavam juntos com provas antigas das competições. Sempre que uma olimpíada se aproximava, Arthur dedicava mais uma hora de estudo após a lição de casa. Como dividia essa rotina com o pai, ele conta que enxergava tudo como diversão, e não como peso. “Acho que isso foi uma coisa que me fez ver que essas provas não precisavam ser um estudo chato, uma atividade exaustiva, podia ser uma diversão”, afirma. Trajetória de medalhas até chegar ao ouro Arthur já participou de olimpíadas de Matemática, Física, Astronomia, Informática e Economia. Na categoria de Economia, ele já tinha conquistado bronze em 2024 e prata em 2025. Por isso, o ouro deste ano representa o topo dessa trajetória. “Eu fico muito feliz de agora ter chegado a minha vez, e ainda mais de conseguir trazer esse resultado e conseguir trazer esse orgulho para o meu país, para o meu Estado e para a minha escola”, destaca. Sonho de estudar no MIT Segundo Arthur, a experiência acumulada em outras provas foi essencial para o bom resultado. Além disso, ele destaca que o Brasil tem tradição na área: o país já foi campeão mundial de Economia cinco vezes. Para quem quer participar das próximas edições, o estudante dá uma dica direta: revisar bem os conceitos básicos. “A grande maioria das questões é de conceitos básicos, dos conceitos simples. Eles querem testar se você sabe aquilo”, explica. Agora, Arthur se prepara para o vestibular no próximo ano. Seu objetivo é cursar Engenharia no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos. Depois, ele pretende seguir o caminho do pai e trabalhar no setor financeiro. “Mas mais importante que isso tudo, o meu maior sonho é causar um impacto”, afirma o jovem. “Chegar no fim da minha vida, olhar pra trás e pensar que, no final, eu tive um efeito positivo no mundo”, conclui. Leia também | Política:MDB faz rodízio e suplentes assumem cadeiras na Alece Tags: olimpíada de economia, Ceará, Farias Brito, Fortaleza, educação, MIT

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Navios no Estreito de Ormuz em meio à tensão entre Irã e Estados Unidos
Internacional
Carlos Henrique Costa

Guerra: Irã desafia Trump e mantém tensão em Ormuz

Teerã afirma que estreito não voltará ao status anterior e amplia crise global O governo do Irã afirmou que o Estreito de Ormuz não voltará ao seu funcionamento anterior, mesmo diante do ultimato imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A declaração eleva a tensão internacional e reforça o impasse entre os dois países. << SIGA O INSTAGRAM DO RAPADURA DIGITAL>> Segundo autoridades iranianas, o acesso ao estreito — considerado estratégico para o transporte global de petróleo — não será mais garantido nos moldes anteriores, especialmente para países como Estados Unidos e Israel. Crise ameaça fluxo global de petróleo Além disso, o Estreito de Ormuz é uma das rotas mais importantes do mundo, por onde passa cerca de um quinto do petróleo global. Dessa forma, qualquer restrição impacta diretamente o mercado internacional e pressiona os preços da energia. Nos últimos meses, o local se tornou epicentro de uma crise geopolítica. Isso porque o Irã impôs restrições à circulação de embarcações após ataques militares envolvendo forças dos Estados Unidos e aliados. Como consequência, o tráfego marítimo caiu significativamente e diversos navios ficaram retidos na região. Ultimato dos EUA aumenta tensão Enquanto isso, Donald Trump intensificou a pressão sobre Teerã. O presidente norte-americano estabeleceu prazos para a reabertura do estreito e chegou a ameaçar ataques diretos à infraestrutura iraniana caso não houvesse avanço nas negociações. Apesar disso, o Irã mantém uma postura firme. O governo local indica que qualquer mudança dependerá de acordos mais amplos, incluindo questões políticas e militares na região. Negociações seguem incertas Ao mesmo tempo, negociações indiretas continuam em andamento, mediadas por outros países. No entanto, até agora, não houve consenso suficiente para reduzir a escalada do conflito. Especialistas avaliam que o cenário permanece instável. Assim, a combinação entre tensões militares e disputas estratégicas pode prolongar a crise e gerar impactos duradouros na economia global. Leia também | Saúde: Atividade física ganha destaque global Tags: Irã, Donald Trump, Estreito de Ormuz, crise internacional, petróleo, geopolítica, Estados Unidos, conflito Oriente Médio, economia global, energia, tensão global, guerra 2026, mercado petróleo, Portal Rapadura Digital

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Teerã durante período de transição política após escolha do sucessor de Ali Khamenei
Internacional
Carlos Henrique Costa

Regime iraniano afirma ter definido novo líder supremo, mas identidade segue sob sigilo

Autoridades religiosas indicam consenso interno enquanto tensão geopolítica aumenta no Oriente Médio O Irã afirmou que já escolheu o nome do novo líder supremo do país, sucessor do aiatolá Ali Khamenei. A informação foi divulgada por membros da Assembly of Experts, órgão responsável por selecionar a principal autoridade política e religiosa da República Islâmica. << SIGA O INSTAGRAM DO RAPADURA DIGITAL>> Apesar da confirmação de que a decisão já foi tomada, o nome do sucessor ainda não foi revelado oficialmente. Segundo autoridades iranianas, o escolhido já foi citado anteriormente por autoridades dos Estados Unidos, o que aumentou as especulações sobre quem assumirá o comando do país. Processo de escolha ocorre sob tensão internacional A definição do novo líder ocorre em meio a um cenário de forte tensão no Oriente Médio. O posto de líder supremo é o mais poderoso do sistema político iraniano, com autoridade sobre o governo, as forças armadas e as decisões estratégicas do país. Entre os nomes mais citados por analistas internacionais está o de Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Ele é considerado uma figura influente dentro do círculo de poder iraniano e mantém proximidade com setores conservadores e com a Guarda Revolucionária. Mesmo assim, integrantes da Assembleia de Peritos não confirmaram oficialmente quem será o próximo líder supremo, mantendo o processo sob sigilo enquanto o país atravessa o período de transição política. Conselho interino conduz governo iraniano Durante o processo de sucessão, o Irã está sendo administrado por um conselho interino previsto na Constituição do país. O grupo reúne o presidente Masoud Pezeshkian, o chefe do Judiciário Gholam‑Hossein Mohseni‑Eje’i e o clérigo Alireza Arafi. O colegiado é responsável por garantir a continuidade administrativa até que o novo líder supremo seja oficialmente anunciado e assuma o cargo. O momento de transição também ocorre em meio ao aumento das tensões regionais envolvendo Irã, Israel e os Estados Unidos, ampliando o impacto geopolítico da escolha do próximo comandante político e religioso do país. Leia também | Russell vence GP da Austrália na abertura da F1 Tags: Irã, política internacional, líder supremo do Irã, sucessor de Ali Khamenei, Mojtaba Khamenei, Oriente Médio, geopolítica, Assembleia de Peritos do Irã, Masoud Pezeshkian, Gholam Hossein Mohseni Ejei, Alireza Arafi, governo iraniano, crise no Oriente Médio, sucessão no Irã, política mundial, relações internacionais, Portal Rapadura Digital

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Navio de cruzeiro MSC Euribia atracado em Dubai com passageiros aguardando retorno
Internacional
Carlos Henrique Costa

Passageiros de cruzeiro retidos em Dubai começam a voltar para casa

Turistas, incluindo brasileiros, ficaram impedidos de retornar após fechamento do espaço aéreo no Oriente Médio. Passageiros que estavam a bordo do navio MSC Euribia e ficaram retidos em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, começaram a retornar aos seus países de origem após dias de incerteza provocados pelo fechamento do espaço aéreo no Oriente Médio. Entre os viajantes, há também brasileiros.  << SIGA O INSTAGRAM DO RAPADURA DIGITAL>> A informação foi divulgada pela empresa responsável pelo cruzeiro, a MSC Cruzeiros, que organizou uma operação logística para garantir o retorno dos turistas. Segundo a companhia, mais de 1.500 passageiros começaram a deixar Dubai em voos organizados pela empresa. Até o momento, sete aeronaves já partiram da região levando viajantes para diversos destinos internacionais.  Repatriação inclui voos fretados e comerciais Para realizar o retorno dos passageiros, a MSC Cruzeiros organizou voos fretados exclusivos e também garantiu assentos em voos comerciais por meio de parcerias com companhias aéreas da região. Entre as empresas envolvidas estão Emirates e Flydubai, além de operações organizadas por governos para repatriar seus cidadãos.  Os passageiros estão sendo levados para países como Reino Unido, Itália, Alemanha, Espanha, Estados Unidos e Brasil, conforme o planejamento de retorno estabelecido pela companhia.  Conflito no Oriente Médio causou retenção Os turistas participavam de um cruzeiro e deveriam iniciar o retorno para casa no dia 1º de março. No entanto, a escalada do conflito no Oriente Médio provocou o fechamento do espaço aéreo em vários países da região. Ataques militares realizados por Estados Unidos e Israel contra o Irã levaram à suspensão temporária de voos comerciais, impedindo que os passageiros embarcassem normalmente para seus destinos.  Com a situação de segurança instável, o navio MSC Euribia, que tem capacidade para transportar cerca de 5 mil pessoas entre passageiros e tripulantes, permaneceu atracado em Dubai por determinação das autoridades internacionais.  Cruzeiro foi cancelado Diante da tensão na região, a MSC Cruzeiros decidiu cancelar o próximo roteiro do navio. A viagem estava programada para sair de Dubai com escalas em Doha, no Catar, e Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.  A empresa informou que continua monitorando a situação no Oriente Médio e poderá tomar novas decisões de acordo com orientações de autoridades internacionais de segurança. Leia mais | Ex-goleiro Bruno perde liberdade e volta à prisão Tags: cruzeiro, MSC Euribia, Dubai, passageiros retidos, Oriente Médio, espaço aéreo fechado, turismo internacional, cruzeiros marítimos, brasileiros no exterior, notícias do mundo

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Vitória Figueiredo Barreto, psicóloga brasileira desaparecida na Inglaterra
Internacional
Carlos Henrique Costa

Psicóloga brasileira desaparece na Inglaterra; Itamaraty acompanha

Cearense de 30 anos foi vista pela última vez perto da Universidade de Essex; autoridades britânicas realizam buscas. A psicóloga cearense Vitória Figueiredo Barreto, de 30 anos, está desaparecida na Inglaterra desde o último dia 3 de março. O caso mobiliza familiares, amigos e autoridades brasileiras, que acompanham as investigações conduzidas pela polícia britânica.  << SIGA O INSTAGRAM DO RAPADURA DIGITAL>> De acordo com informações divulgadas pelas autoridades, Vitória foi vista pela última vez no campus da Universidade de Essex, localizado próximo a Londres. O desaparecimento passou a ser investigado após amigos e familiares perderem contato com a brasileira.  O Ministério das Relações Exteriores, por meio do Consulado-Geral do Brasil em Londres, informou que acompanha o caso e mantém contato com a família da psicóloga e com as autoridades locais. O órgão destacou que está prestando assistência consular durante as buscas.  Segundo a polícia do condado de Essex, Vitória foi vista pela última vez embarcando em um ônibus por volta das 13h (horário local) na terça-feira (3). Cerca de 30 minutos depois, ela teria desembarcado na região da marina de Brightlingsea, área costeira onde as buscas foram concentradas.  No momento do desaparecimento, a brasileira usava casaco escuro, suéter azul de gola alta, calça jeans clara e tênis preto, além de carregar uma bolsa branca de ombro com a frase “People over profit”. A polícia britânica informou que está preocupada com a segurança da jovem e pede que qualquer informação sobre seu paradeiro seja comunicada às autoridades locais.  Amigos e familiares pediram reforço nas buscas, especialmente em áreas marítimas próximas ao local onde Vitória foi vista pela última vez. Isso porque o último sinal do celular da psicóloga indicou uma localização próxima ao mar, nas docas da região.  A preocupação aumenta devido às baixas temperaturas registradas na região, que podem dificultar a sobrevivência em caso de exposição prolongada ao frio.  O Conselho Regional de Psicologia do Ceará manifestou solidariedade à família e destacou a atuação de Vitória em projetos de saúde mental comunitária, como o Projeto 4 Varas, iniciativa reconhecida nacionalmente.  As investigações seguem em andamento enquanto autoridades britânicas e representantes do governo brasileiro monitoram o caso. Leia mais | Brasil busca parceria com Europa para exploração de minerais críticos Tags: psicóloga brasileira, desaparecimento na Inglaterra, Vitória Figueiredo Barreto, Universidade de Essex, Itamaraty, brasileiros no exterior, polícia de Essex, Reino Unido, desaparecimento, notícias internacionais

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Data center da AWS danificado por ataques de drones no Oriente Médio
Internacional
Carlos Henrique Costa

Conflito: Drones atingem data centers da Amazon no Oriente Médio

Ataques de drones danificam instalações da Amazon Web Services nos Emirados Árabes Unidos e no Bahrein, causando prejuízos à infraestrutura e interrupções em serviços na nuvem Vários data centers da Amazon Web Services (AWS), unidade de computação em nuvem da Amazon, foram danificados por ataques de drones no Oriente Médio, impactando serviços de nuvem usados por empresas e órgãos públicos na região. << SIGA O INSTAGRAM DO RAPADURA DIGITAL>> A companhia informou que duas instalações nos Emirados Árabes Unidos foram “atingidas diretamente” por drones, e uma terceira unidade no Bahrein sofreu danos por um ataque nas imediações de suas instalações. Danos à infraestrutura e interrupções Segundo relatos oficiais, os ataques causaram danos estruturais, interrupção no fornecimento de energia aos sistemas e até danos provocados pela água de sistemas de combate a incêndio acionados após os impactos. Tais consequências afetaram a disponibilidade de serviços essenciais de computação em nuvem, conhecidos como EC2, S3, DynamoDB e outras plataformas, e elevaram as taxas de erro em serviços dependentes da região afetada. A empresa informou que equipes técnicas estão trabalhando com autoridades locais para restaurar a infraestrutura, mas alertou que a recuperação poderá ser gradual devido à complexidade dos danos físicos. Impacto aos usuários e serviços Usuários na região relataram dificuldades técnicas, com alguns serviços de aplicativos, bancos e plataformas digitais enfrentando instabilidade ou interrupções temporárias devido às falhas na nuvem. A AWS recomendou que clientes considerem migrar cargas de trabalho e dados para outras regiões da nuvem fora do Oriente Médio como precaução até que os serviços sejam restabelecidos. Especialistas destacam que o incidente sublinha a vulnerabilidade física de infraestruturas de tecnologia crítica em zonas de conflito, mesmo para empresas de tecnologia global com alta redundância de sistemas. Tags: Amazon Web Services, ataques de drones, data centers, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, nuvem AWS, infraestrutura crítica, serviços cloud, interrupção de serviços, computação em nuvem, migração de dados, segurança digital, Oriente Médio, Portal Rapadura Digital Leia também | Justiça: Regulamentação fortalece igrejas

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Autoridades brasileiras e sul-coreanas durante assinatura de parcerias estratégicas para produção de medicamentos
Internacional
Carlos Henrique Costa

Brasil e Coreia do Sul firmam parcerias estratégicas em medicamentos com investimentos bilionários

Brasil e Coreia do Sul assinam acordos bilaterais para ampliar produção de medicamentos essenciais e fortalecer o SUS com investimentos de cerca de R$ 1,1 bilhão. O Brasil e a Coreia do Sul consolidaram, nesta segunda-feira (23), uma série de acordos estratégicos na área de medicamentos e tecnologia da saúde, durante a visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao país asiático. As iniciativas integram um esforço conjunto para ampliar a produção nacional de medicamentos essenciais, fortalecer a capacidade tecnológica e reduzir a dependência de importações em produtos de alto valor para o Sistema Único de Saúde (SUS). ​​​<< SIGA O INSTAGRAM DO RAPADURA DIGITAL>> O destaque das negociações foi a assinatura de três Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) entre o Ministério da Saúde brasileiro e empresas ou entidades sul-coreanas, voltadas à produção local de medicamentos de alto custo, como bevacizumabe, eculizumabe e aflibercepte — compostos usados em tratamentos oncológicos e doenças autoimunes. O pacto inclui transferência de tecnologia e estimativa de investimento de cerca de R$ 1,1 bilhão no primeiro ano, ampliando significativamente a capacidade produtiva do Brasil no setor. Autoridades ressaltaram que essa cooperação representa um passo importante para fortalecer a soberania produtiva do país em saúde, diminuindo riscos de desabastecimento e fortalecendo a resiliência da cadeia produtiva nacional diante de oscilações no fornecimento internacional de fármacos. O acordo vem em meio a uma agenda bilaterial mais ampla entre os dois países, marcada pela assinatura de múltiplos memorandos de entendimento em áreas como tecnologia, comércio, agricultura e inovação. O ministro da Saúde brasileiro, Alexandre Padilha, destacou que as parcerias com a Coreia do Sul vão além de simples importação de insumos e apontam para uma produção integrada e sustentável, com potencial de gerar empregos e fortalecer a indústria farmacêutica nacional. A ação é vista como uma resposta estratégica às necessidades do SUS e à busca por maior segurança sanitária e autonomia tecnológica. A assinatura destes acordos faz parte de um conjunto de medidas firmadas durante a missão oficial brasileira à Seul, onde líderes de ambos os países também anunciaram a intenção de ampliar a cooperação econômica e elevar o relacionamento bilateral a um patamar de parceria estratégica que inclui saúde, tecnologia e comércio exterior. Leia mais | Fies 2026: prazo para complementar inscrição para pré-selecionados encerra nesta terça-feira Tags: Brasil, Coreia do Sul, parcerias estratégicas, medicamentos, PDP, SUS, produção farmacêutica, transferência de tecnologia, Alexandre Padilha, cooperação internacional

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