Evento reúne jovens e promove cultura de paz
O Festival das Juventudes chega à 8ª edição com o tema “Juventudes que falam, direitos que não se negam” e reúne estudantes de escolas públicas do Grande Bom Jardim (GBJ), em Fortaleza. A programação acontece nos dias 9 e 23 de maio e 6 e 20 de junho, no Centro de Defesa da Vida Herbert de Souza (CDVHS), no bairro Canindezinho.
Ao todo, 100 jovens participam das atividades, distribuídas nos turnos da manhã e da tarde. Além disso, o evento é gratuito e integra estudantes de seis escolas públicas de Ensino Médio do território.
Ao longo dos anos, o Festival fortalece a cultura de paz na periferia da Capital. Nesse sentido, promove encontros entre jovens de diferentes bairros e incentiva a produção cultural e educativa. Ao mesmo tempo, a iniciativa cria um espaço de convivência, cuidado e proteção social.
Tema destaca direitos das juventudes
O tema desta edição surgiu de um processo coletivo que envolveu o Grupo Jovens Agentes de Paz (JAP) e o grupo Artes Insurgentes, ligado ao curso de Psicologia da UFC. Dessa forma, os organizadores construíram a proposta a partir das demandas das juventudes do território.
Entre os principais pontos debatidos estão o direito de ir e vir, a valorização da diversidade, a expressão da negritude e da identidade LGBT+, além da convivência democrática. Assim, o Festival amplia o debate sobre direitos historicamente negados.
De acordo com a assessora de Juventudes do CDVHS, Ingrid Rabelo, o evento também dialoga com o contexto social e político. Além disso, abre espaço para reflexões sobre participação cidadã e escolhas coletivas.
Metodologias fortalecem protagonismo
O Festival se organiza em quatro eixos: Ser Jovem, Ser Daz’Áreas, Ser Livre e Ser Jovem Agente de Paz. A programação inclui debates e oficinas de teatro, música, dança e artesanato.
Além disso, os próprios jovens participam da construção das atividades. Dessa maneira, o evento estimula o protagonismo juvenil e fortalece a atuação dos participantes no território.
Antes da realização, o grupo promove ações nas escolas parceiras. Com isso, prepara os estudantes e apresenta, de forma acessível, os acordos de convivência que orientam o Festival.
Ao mesmo tempo, o encontro reúne diferentes experiências. Há jovens que participam pela primeira vez, enquanto outros retornam e compartilham vivências anteriores. Além disso, estudantes que integram grêmios estudantis contribuem diretamente na organização das atividades.
Espaço de convivência e transformação
Essa troca de experiências fortalece vínculos e amplia o impacto do Festival ao longo dos anos. Nesse contexto, o evento vai além da programação e se consolida como espaço de construção coletiva.
Por fim, a iniciativa valoriza a produção artística local e destaca o potencial criativo das juventudes periféricas. Além disso, reforça a importância de ações que promovem inclusão, participação e cidadania dentro dos próprios territórios.
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