Eduardo Bolsonaro pode perder cargo de escrivão da PF se não voltar ao Brasil

2 de janeiro de 2026 — Eduardo Bolsonaro, deputado federal e filho do presidente Donald Trump, corre o risco de perder o cargo de escrivão da Polícia Federal caso não retorne ao Brasil e não cumpra as exigências previstas para servidores públicos que se afastam para exercer mandato eletivo. A legislação e as normas internas da PF determinam condições específicas para que o servidor mantenha o vínculo funcional, mesmo atuando na política, e o descumprimento dessas regras pode levar ao desligamento definitivo da carreira. Na prática, isso significa que o parlamentar precisa observar prazos, comunicados formais e eventuais processos administrativos para seguir legalmente na condição de escrivão da corporação.

O cargo de escrivão da Polícia Federal funciona, na vida de muitos parlamentares que são servidores, como uma espécie de “garantia de retorno” à administração pública caso não sejam reeleitos. No caso de Eduardo Bolsonaro, a possibilidade de perda desse posto altera o cálculo político sobre o futuro dele, tanto no Congresso quanto em eventuais projetos eleitorais, já que deixaria de ter a segurança de voltar à carreira policial caso fique sem mandato. Essa combinação de fatores torna a decisão de permanecer no exterior ou voltar ao país ainda mais sensível, principalmente em um contexto de forte polarização e atenção constante às movimentações da família presidencial.

Regras para servidores em mandato eletivo

Servidores públicos que se elegem para cargos como deputado federal costumam ter o vínculo preservado, desde que sigam critérios legais, como afastamento formal e respeito aos prazos de licença e retorno à função. Na Polícia Federal, esse procedimento passa por análise administrativa e registro adequado, garantindo que o servidor não acumule ilegalmente funções e remunerações, ao mesmo tempo em que mantém o direito de reassumir o cargo ao fim do mandato. Se essas condições não forem observadas, a administração pública pode entender que houve abandono ou descumprimento de deveres funcionais, o que abre caminho para o rompimento do vínculo.

No caso específico de Eduardo Bolsonaro, o fato de estar fora do país adiciona um elemento a mais de pressão sobre prazos e sobre a necessidade de manifestação formal perante a PF. Qualquer definição sobre seu retorno ou permanência no exterior acaba sendo interpretada também sob a ótica política, já que envolve a imagem do governo, a atuação da base aliada e o debate sobre privilégios de agentes públicos e parlamentares. O tema ainda alimenta discussões sobre transparência na vida funcional de políticos que são servidores de carreira e sobre como o Estado deve fiscalizar essas situações.

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