Decisão liminar aponta possível desmatamento irregular em área de Mata Atlântica no entorno do terminal.
A Justiça Federal determinou a suspensão das obras de um complexo logístico avaliado em R$ 200 milhões no entorno do Aeroporto de Fortaleza. A decisão foi concedida em caráter liminar após ação que questiona a legalidade do empreendimento.
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Segundo a ação popular, o projeto teria provocado o desmatamento de cerca de 63,7 hectares de vegetação de Mata Atlântica em área pertencente à União, com possível irregularidade no licenciamento ambiental e descumprimento do contrato de concessão do aeroporto.
A decisão judicial foi proferida em regime de plantão e determina a paralisação das intervenções até que os questionamentos sejam analisados de forma mais aprofundada.
Empreendimento é alvo de disputa
O complexo logístico vinha sendo desenvolvido em uma área equivalente a dezenas de campos de futebol e integra um projeto de expansão com foco em atividades comerciais e operacionais no entorno do aeroporto.
A obra, iniciada em 2025, tinha previsão de conclusão até o fim do mesmo ano, com estrutura voltada para galpões logísticos e atividades empresariais.
A ação que motivou a suspensão também levanta dúvidas sobre a participação de órgãos ambientais e a necessidade de autorizações específicas para intervenções em áreas de vegetação nativa.
Empresas contestam decisão
Em nota, a concessionária do aeroporto, a Fraport, afirmou que não é responsável direta pelo empreendimento. Segundo a empresa, o projeto seria conduzido por um investidor independente, autorizado a atuar na área conforme previsto em contrato.
Já a Aerotrópolis Empreendimentos declarou que o pedido judicial contém “informações desatualizadas e imprecisas” e defendeu que todas as etapas do projeto foram realizadas com base em estudos técnicos e dentro da legislação vigente.
A empresa também afirmou que continuará colaborando com os órgãos competentes para esclarecer os pontos levantados na ação.
Impacto ambiental em debate
O caso reacende discussões sobre o equilíbrio entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental no Ceará. Especialistas apontam que áreas de restinga e Mata Atlântica possuem papel fundamental na proteção ambiental e na manutenção da biodiversidade.
A suspensão das obras deve permanecer válida até nova decisão judicial, após análise das licenças ambientais, contratos e demais documentos relacionados ao empreendimento.
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