O governo dos Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, intensificou as críticas ao Brasil e voltou a mencionar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que “continuará a tomar as medidas cabíveis”. As declarações ocorrem quando o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de tentativa de golpe de Estado, ainda está em andamento e pode ser concluído até 12 de setembro de 2025.
Trump já aplicou tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros em resposta às ações judiciais contra Bolsonaro e questões relacionadas à liberdade de expressão. Além disso, o ministro Alexandre de Moraes teve vistos revogados para os EUA, seus familiares foram afetados e ele foi alvo de sanções sob a Lei Magnitsky, acusando-o de abuso de autoridade.
Do lado brasileiro, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva classificou as medidas como interferência inaceitável na soberania nacional e reafirmou a independência do Judiciário. Em resposta às tarifas, foi lançado o plano “Brasil Soberano”, com crédito de R$ 30 bilhões (cerca de US$ 5,5 bilhões) para apoiar exportadores afetados. O Brasil também apresentou recurso à Organização Mundial do Comércio (OMC) e busca alternativas de retaliação autorizadas por lei.
Internacionalmente, a situação tem ganhado destaque como um caso de escalada diplomática, envolvendo sanções, retaliações econômicas e críticas à fragilidade das instituições democráticas.
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