Julgamento de Matheus Anthony Lima Martins Queiroz acontece no Fórum Clóvis Beviláqua e deve reunir familiares, testemunhas e representantes da acusação e da defesa
O técnico em gestão ambiental Matheus Anthony Lima Martins Queiroz será julgado pelo Tribunal do Júri nesta segunda-feira (13), em Fortaleza, acusado de assassinar a ex-namorada, a enfermeira Clarissa Costa Gomes, com 34 golpes de faca. O caso, que ganhou grande repercussão no Ceará e em todo o Brasil, será analisado por jurados populares no Fórum Clóvis Beviláqua.
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Matheus responde pelo crime de feminicídio e está preso desde o dia do assassinato, ocorrido em julho de 2025. Durante o julgamento, os jurados irão decidir se o réu será condenado ou absolvido, com base nas provas reunidas durante a investigação e nos depoimentos apresentados em plenário.
Julgamento pode durar mais de um dia
A expectativa é de que diversas testemunhas sejam ouvidas durante a sessão, entre elas familiares da vítima, parentes do acusado e outras pessoas consideradas importantes para o esclarecimento dos fatos.
O próprio Matheus Anthony também deverá prestar depoimento diante do Conselho de Sentença.
Devido à complexidade do processo e à quantidade de testemunhas, existe a possibilidade de que o julgamento seja estendido para além desta segunda-feira.
Defesa passou a ser feita pela Defensoria Pública
O acusado permanece preso na Unidade Prisional de Aquiraz desde a prisão em flagrante.
Pouco antes do julgamento, os advogados particulares que atuavam na defesa renunciaram ao processo, alegando impossibilidade financeira da família em manter os honorários.
Após a desistência da defesa particular, Matheus solicitou assistência da Defensoria Pública do Estado do Ceará, que passou a representá-lo no Tribunal do Júri.
Já a família de Clarissa será assistida pelo advogado Waldir Xavier, que atuará ao lado do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE).
Relembre o caso
Clarissa Costa Gomes tinha 31 anos e trabalhava como enfermeira. Segundo as investigações da Polícia Civil, ela foi morta dentro da própria residência, localizada no bairro Jardim Cearense, em Fortaleza.
Testemunhas relataram que o casal chegou ao imóvel por volta das 13h30. Cerca de duas horas depois, vizinhos ouviram gritos de socorro.
Uma das testemunhas afirmou ter escutado a vítima gritar:
“Me solta, vai me matar.”
Outra vizinha contou ter ouvido Clarissa chamar pelo nome de Matheus antes de um forte barulho, semelhante ao de uma queda.
Pouco depois, o acusado deixou o local em uma motocicleta.
O irmão de Matheus chegou à residência algum tempo depois e, junto com vizinhos, encontrou Clarissa já sem vida.
Prisão em flagrante
Após o crime, Matheus Anthony foi localizado e preso em flagrante no bairro Maraponga.
Inicialmente, ele informou à Polícia que fazia uso de medicamentos para epilepsia e ansiedade. Posteriormente, declarou que não se lembrava do que havia acontecido no momento do assassinato.
O caso foi enquadrado como feminicídio e seguiu para julgamento pelo Tribunal do Júri.
Caso teve repercussão nacional
A morte de Clarissa provocou grande comoção e mobilizou familiares, amigos e movimentos de combate à violência contra a mulher.
A repercussão ganhou dimensão nacional quando a influenciadora digital e campeã do BBB 21, Juliette Freire, revelou ser amiga da enfermeira e prestou homenagens públicas à vítima.
Com um ano do crime, familiares esperam que o julgamento represente uma resposta da Justiça e contribua para o enfrentamento da violência contra as mulheres.
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Tags: Caso Clarissa, Clarissa Costa Gomes, feminicídio, Tribunal do Júri, Fortaleza, Matheus Anthony, Justiça, Ceará, violência contra a mulher, Fórum Clóvis Beviláqua