Rapadura Digital
Agentes da Polícia Civil do Distrito Federal durante a Operação Rede Interrompida
Política
Carlos Henrique Costa

Polícia Civil do DF deflagra operação contra grupo suspeito de planejar ataque durante debate presidencial

Operação Rede Interrompida cumpriu mandados em cinco estados nesta terça-feira, 4 de agosto A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, nesta terça-feira, 4 de agosto, a Operação Rede Interrompida. A ação mira um grupo suspeito de planejar um ataque com explosivos em um prédio que sediaria um debate presidencial durante o período eleitoral deste ano no Brasil. As investigações começaram a partir de um relatório do CiberLab, o Laboratório de Operações Cibernéticas da corporação. Segundo a apuração, comunicações interceptadas indicavam que o grupo fazia referências a ações planejadas para o período eleitoral, incluindo seleção de alvos, recrutamento em outros estados e planejamento de invasões a edificações. O que a investigação identificou De acordo com os investigadores, as conversas analisadas mencionavam ações voltadas a prédios em Brasília. Entre os temas discutidos pelo grupo estavam invasão de edificações, formação tática, análise de mapas e compartilhamento de plantas arquitetônicas e modelos tridimensionais de prédios. A polícia também identificou que os investigados compartilhavam entre si materiais relacionados à fabricação de artefatos explosivos. Agora, a apuração busca entender o grau de organização do grupo, sua capacidade operacional e uma possível ligação com ideologias extremistas. Mandados cumpridos em cinco estados Durante a operação, a Polícia Civil cumpriu oito mandados de busca e apreensão em cinco estados: São Paulo, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O objetivo das diligências foi recolher equipamentos, documentos, dispositivos eletrônicos e outros materiais que ajudem a esclarecer a atuação do grupo. Armas e símbolos extremistas apreendidos Nos endereços alvo dos mandados, os investigadores encontraram armas de fogo, facas e canivetes. Também foram apreendidas anotações com referências ao nazismo e a grupos extremistas de caráter racista, além de um item semelhante a um chapéu usado pela Ku Klux Klan, organização supremacista branca fundada nos Estados Unidos. Todo o material apreendido passará por perícia, com o objetivo de apurar possíveis crimes e mapear as conexões entre os integrantes do grupo investigado. Papel do CiberLab na apuração A investigação nasceu a partir de informações reunidas pelo CiberLab, estrutura da PCDF voltada ao monitoramento e ao apoio em operações cibernéticas. Segundo a corporação, a atuação do laboratório foi determinante para identificar as comunicações suspeitas e apontar possíveis ameaças ligadas ao período eleitoral. A partir desse relatório, a Polícia Civil aprofundou a apuração e solicitou as medidas judiciais cumpridas nesta terça-feira. Ameaça em meio ao calendário eleitoral O caso chama atenção por envolver supostas ações planejadas justamente para o período de debates presidenciais — momentos de grande visibilidade pública, que reúnem autoridades, equipes de campanha, imprensa e convidados. A apuração segue em andamento para esclarecer se o plano chegou a ter etapas concretas de execução e qual seria a participação de cada um dos investigados. Leia mais | Eduardo Girão será candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema Tags: PCDF, Operação Rede Interrompida, CiberLab, eleições 2026, debate presidencial, extremismo, segurança pública, Brasília, terrorismo

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Sessão do TRE-CE que julgou o apoio da federação União Progressista a Ciro Gomes
Política
Carlos Henrique Costa

Por 4 a 2, Justiça Eleitoral valida apoio da federação União Progressista a Ciro Gomes

Diretórios estaduais do União Brasil e do Progressistas tentaram anular a convenção estadual da federação O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) confirmou, nesta terça-feira, 4 de agosto, o apoio da federação União Progressista à candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao Governo do Ceará. Com a decisão, Roberto Cláudio (União) e Capitão Wagner (União) seguem como candidatos a vice-governador e a senador, respectivamente. O julgamento durou quase cinco horas. Além disso, teve votação apertada entre os desembargadores eleitorais. Por 4 votos a 2, a Corte rejeitou o pedido de anulação da convenção estadual. Assim, manteve a decisão tomada pela Executiva da federação. Dois desembargadores votaram pela anulação da convenção: o relator Wilker Macedo Lima e o desembargador Leonardo Vasconcelos. Já quatro magistrados votaram contra o pedido, mantendo a validade da convenção: Emanuel Leite Albuquerque, José Maximiliano Machado Cavalcanti, Edilberto Oliveira Lima e José Cavalcante Júnior. Como a disputa começou Os diretórios estaduais do União Brasil e do Progressistas apresentaram a ação no dia 27 de junho. A data marcava um dia após o evento que oficializou a federação na oposição. Segundo o argumento central, as convenções estaduais de cada partido já haviam decidido apoiar Elmano de Freitas (PT), individualmente. Por isso, a federação não teria autonomia para declarar apoio a Ciro Gomes. O julgamento estava marcado, a princípio, para 30 de junho. Porém, acabou adiado para esta terça-feira, penúltimo dia do prazo eleitoral para oficializar candidaturas em 2026. Nesta etapa, a Corte analisou apenas o pedido de tutela de urgência. O julgamento de mérito ainda deve ser agendado pelo relator. Os votos pela anulação Wilker Macedo Lima votou pela anulação parcial da convenção. Segundo ele, a direção estadual da federação substituiu a orientação política definida pelos dois partidos por um caminho diferente, não aprovado por nenhuma legenda. Para o relator, isso configura vício de competência, já que as convenções de União Brasil e Progressistas haviam convergido para a coligação com a Federação Brasil da Esperança. Leonardo Vasconcelos acompanhou integralmente esse entendimento. Segundo ele, a própria ata da federação comprovaria que a direção já tinha ciência da vontade política formada pelos dois partidos. Mesmo assim, não teria seguido os procedimentos previstos no estatuto da federação. Os votos pela validade da convenção Emanuel Leite Albuquerque abriu a divergência. Ele reconheceu a validade da deliberação tomada na convenção da União Progressista. Para o desembargador, a decisão da federação decorre da própria autonomia exercida no momento de sua formação, e não de uma imposição externa aos partidos. Nesse entendimento, os partidos federados não poderiam atuar separadamente da estrutura da federação nas diferentes circunscrições eleitorais. José Maximiliano Machado Cavalcanti seguiu linha semelhante. Ele defendeu que, após a formação da federação, os partidos perdem a prerrogativa de manifestar vontade político-eleitoral isoladamente. Assim, passam a se submeter à decisão unificada do bloco. Edilberto Oliveira Lima e José Cavalcante Júnior também acompanharam a divergência. Dessa forma, formaram a maioria que validou o apoio da federação a Ciro Gomes. Sessão quase foi adiada de novo O julgamento já havia sido remarcado de quinta-feira para esta terça. Mesmo assim, quase sofreu um novo adiamento. Antes do início da sessão, a defesa da coligação “Unir para Mudar”, ligada à candidatura de Ciro Gomes, apresentou um pedido de suspeição contra o desembargador Leonardo Vasconcelos. O magistrado negou a suspeição. Ainda assim, chegou a solicitar o prazo regimental de três dias para responder ao pedido. Isso gerou preocupação no Pleno, já que um novo adiamento poderia atrapalhar os prazos eleitorais. Diante disso, o relator Wilker Macedo Lima afirmou que, em caso de novo adiamento, tomaria uma decisão monocrática sobre o pedido de anulação, para evitar prejuízo aos prazos. Pouco depois, o advogado André Xerez, representante da coligação, desistiu do pedido de suspeição. Com isso, o julgamento seguiu normalmente. Antes de entrar no mérito, o Tribunal ainda rejeitou oito preliminares apresentadas na ação. Entenda o caso Na convenção estadual realizada em 26 de junho, a federação União Progressista deliberou pelo apoio a Ciro Gomes. Na ocasião, também definiu as candidaturas de Capitão Wagner ao Senado e de Roberto Cláudio à vice-governança. Além disso, a federação decidiu integrar a coligação “Unir para Mudar” e apoiar a candidatura ao Senado de Alcides Fernandes (PL). Segundo a ação movida por União Brasil e Progressistas, essa composição é totalmente diferente da definida nas convenções individuais dos dois partidos. As atas dessas convenções registraram apoio à coligação com a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB. A ata do Progressistas, inclusive, chega a mencionar explicitamente o apoio a Elmano de Freitas. Reação da federação Capitão Wagner, presidente estadual da federação, classificou o resultado como mais uma etapa superada. Segundo ele, recebeu a decisão com tranquilidade e já esperava alguns votos contrários, mas confiava no desfecho previsto pela legislação. Ele negou, ainda, que a divergência com os dirigentes de União Brasil e Progressistas no Ceará — Moses Rodrigues e AJ Albuquerque, ambos aliados do governador Elmano de Freitas — representasse uma quebra de acordo. Para ele, o ajuizamento da ação foi apenas uma surpresa. Em coletiva de imprensa, Wagner informou que a própria federação acionou o diretório nacional do partido para esclarecer a validade da decisão de apoio a Ciro Gomes. Em resposta, os presidentes nacionais da federação, Antônio Rueda (União) e Ciro Nogueira (Progressistas), reafirmaram por escrito que a Convenção Estadual da União Progressista é a instância competente para definir a posição do partido no Ceará. Segundo eles, as deliberações sobre a chapa majoritária permanecem válidas. Tags: TRE-CE, União Progressista, Ciro Gomes, Capitão Wagner, Roberto Cláudio, eleições 2026, Governo do Ceará, Elmano de Freitas, União Brasil, Progressistas Leia mais | Câmara de Fortaleza retoma trabalhos do 2º semestre legislativo com discurso de Evandro Leitão sobre gestão compartilhada

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