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Auditor da Receita Federal é suspeito de liderar fraude no Aeroporto de Fortaleza
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Carlos Henrique Costa

Auditor da Receita Federal é suspeito de liderar fraude no Aeroporto de Fortaleza

Segundo o MPF, auditor da Receita teria recebido R$ 6,8 milhões em propinas e fornecido informações sigilosas a empresas investigadas na Operação Snooker. Um auditor-fiscal da Receita Federal é apontado pelo Ministério Público Federal (MPF) como líder de um esquema de fraudes em importações no Aeroporto Pinto Martins, em Fortaleza. Segundo a denúncia, o servidor teria recebido cerca de R$ 6,8 milhões em propinas. A investigação integra a Operação Snooker. De acordo com o MPF, o grupo teria atuado entre 2020 e 2025. Nesse período, os investigados teriam fraudado a importação de joias e produtos eletrônicos com o objetivo de reduzir o pagamento de impostos. Além disso, a organização teria uma estrutura dividida em pelo menos quatro núcleos: público, empresarial, financeiro e auxiliar. Auditor teria fornecido informações sigilosas Conforme a denúncia, o auditor trabalhava no gabinete da Inspetoria do Aeroporto. A partir da função que ocupava, ele teria acesso a informações relacionadas aos procedimentos de comércio exterior. Segundo o MPF, o servidor teria interferido irregularmente em despachos aduaneiros e repassado informações e orientações sigilosas para empresas importadoras e despachantes. Em troca, ele teria recebido vantagens indevidas. A investigação estima que os pagamentos chegaram a pelo menos R$ 6,8 milhões. Fraudes envolviam joias e produtos chineses No núcleo empresarial, o MPF identificou dois principais esquemas. Em um deles, uma empresa de joias de Fortaleza teria adquirido aproximadamente R$ 1,8 bilhão em peças de prata durante dois anos. Entretanto, segundo a investigação, os produtos eram declarados ao Fisco como bijuterias. Além disso, um perito teria sido acionado para produzir laudos que apontassem que as joias não eram de prata legítima. Dessa maneira, os valores dos tributos de importação poderiam ser reduzidos. O esquema teria funcionado entre 2020 e 2024. Segundo a denúncia, a propina relacionada a essa parte da investigação chegou a pelo menos R$ 1,2 milhão. Em outro braço da organização, empresários ligados à importação de produtos chineses teriam subfaturado mercadorias em quantidade e valor. Nesse caso, a investigação estima que os pagamentos ao auditor chegaram a R$ 2,5 milhões. Empresas de fachada movimentaram mais de R$ 103 milhões O núcleo financeiro também teria desempenhado papel importante na estrutura investigada. Segundo o MPF, um contador seria responsável pela abertura de empresas de fachada em nome de terceiros. Assim, essas empresas teriam sido utilizadas para movimentar recursos e ocultar pagamentos. A investigação aponta que o núcleo financeiro movimentou mais de R$ 103,3 milhões por meio dessas empresas. Além disso, dois responsáveis por importadoras de fachada teriam pago pelo menos R$ 3,1 milhões ao auditor em troca de informações privilegiadas. Familiares também aparecem na investigação O chamado núcleo auxiliar seria formado por familiares do auditor, entre eles cônjuge, filhas, irmãos e um cunhado. De acordo com a denúncia, essas pessoas teriam recebido pagamentos e bens comprados com recursos de origem ilícita. O MPF também cita pessoas que teriam emprestado seus nomes para empresas e contas bancárias utilizadas na lavagem de dinheiro. Os investigados desse núcleo receberam propostas de acordo de não persecução penal, mas nenhum teria aceitado os termos oferecidos. Investigação aponta tentativa de ocultar atuação do grupo A denúncia também descreve possíveis tentativas de dificultar as investigações. Segundo o MPF, o auditor teria utilizado os dados de outra pessoa para cadastrar uma linha telefônica e teria se identificado falsamente em um aplicativo de mensagens. Da mesma forma, outro investigado teria utilizado um número internacional e um codinome para se comunicar. Os dois também teriam trocado de aparelhos celulares periodicamente. Para os investigadores, essas condutas indicariam tentativas de dificultar a identificação dos envolvidos e a apuração do esquema. Empresário fez acordo com o MPF Um empresário apontado como amigo do auditor firmou acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal. Segundo a denúncia, ele teria cedido uma empresa da família para viabilizar o repasse disfarçado de propina. Como parte do acordo, o empresário depositou judicialmente valores relacionados à rescisão da compra de um imóvel de luxo na Beira-Mar. O MPF afirma que o imóvel teria sido adquirido com recursos provenientes do esquema. Além disso, o colaborador assumiu o compromisso de pagar R$ 150 mil em multa e ressarcimento pelos prejuízos apontados na investigação. MPF aponta possíveis ramificações internacionais As investigações também encontraram indícios de que o grupo poderia ter conexões fora do Brasil. Segundo o MPF, foram identificados documentos relacionados à abertura de empresas e contas bancárias nos Estados Unidos, além da titularidade de uma empresa nas Ilhas Virgens Britânicas em nome de um dos denunciados. Mais de R$ 26 milhões podem ser bloqueados Diante dos elementos reunidos durante a investigação, o MPF pediu o bloqueio de mais de R$ 26 milhões em contas bancárias de empresas e pessoas físicas investigadas. O pedido também inclui a apreensão de veículos importados e de uma embarcação de luxo. Além disso, o Ministério Público informou que outros empresários, despachantes aduaneiros e pessoas que teriam emprestado seus nomes para empresas de fachada poderão ser denunciados separadamente. Auditor foi afastado A Receita Federal informou que o auditor-fiscal investigado foi afastado das funções na data da deflagração da Operação Snooker, em dezembro de 2025. O órgão afirmou ainda que os desdobramentos criminais estão sob responsabilidade do Ministério Público Federal e da Polícia Federal. Por fim, a Receita declarou que não irá confirmar ou comentar informações sobre inquéritos e ações penais em andamento. A instituição também destacou que as investigações continuam e que novos elementos ainda podem ser incorporados à apuração. Leia mais | De motoboy a futuro oficial investigador: Leonardo Sousa Nunes deixou o Piauí para fazer formação na Aesp/CE Tags: Auditor da Receita, Receita Federal, Operação Snooker, Aeroporto de Fortaleza, fraude, importações, MPF, Polícia Federal, Fortaleza, corrupção, joias, produtos eletrônicos

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Leonardo Sousa Nunes, futuro oficial investigador durante formação na Aesp Ceará
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Carlos Henrique Costa

De motoboy a futuro oficial investigador: Leonardo Sousa Nunes deixou o Piauí para fazer formação na Aesp/CE

Jovem veio ao Ceará após conciliar trabalho como entregador e preparação para concursos públicos. Aos 25 anos, Leonardo Sousa Nunes vive uma mudança importante na trajetória profissional. Natural de Teresina, no Piauí, ele deixou a rotina de entregas por aplicativos para integrar o Curso de Formação de Oficiais Investigadores de Polícia da Polícia Civil do Ceará (CFOIP), realizado pela Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará (Aesp/CE). Antes de chegar à formação policial, entretanto, Leonardo precisou conciliar trabalho e estudos. Aos 17 anos, começou a atuar como motoboy e encontrou na rotina de entregas uma forma de sustentar os planos para o futuro. Enquanto trabalhava durante a noite, dedicava as manhãs e as tardes aos estudos para concursos públicos. Além disso, aos domingos, realizava simulados e reservava parte do dia para o convívio com a família. A rotina exigia disciplina e constância. De segunda a sábado, trabalho e preparação para concursos faziam parte do dia a dia. O esforço, portanto, trouxe resultados: Leonardo conseguiu aprovação em três concursos públicos. Interesse pela carreira policial Inicialmente, Leonardo tinha como objetivo ingressar na Polícia Rodoviária Federal (PRF). Durante a preparação, porém, passou a conhecer melhor as atividades de investigação desenvolvidas pela Polícia Civil. A partir disso, decidiu direcionar os estudos para o cargo de Oficial Investigador de Polícia. Em 2025, participou do concurso da Polícia Civil do Ceará e conseguiu a aprovação. Em 2026, Leonardo chegou a iniciar o Curso de Formação de Soldados da Polícia Militar do Ceará (CFSD PMCE). No entanto, ainda na primeira semana de formação, recebeu a convocação para integrar a turma do CFOIP. Assim, uma nova etapa começou em Fortaleza. Mudança para Fortaleza A mudança para a capital cearense trouxe novos desafios. Casado e pai de João Miguel, de 3 anos, e Tobias Bernardo, de 1 ano e 10 meses, Leonardo precisou se afastar temporariamente da esposa, dos filhos e de outros familiares. Segundo ele, a distância da família é atualmente um dos maiores desafios enfrentados durante o período de formação. Por outro lado, a aprovação representa a realização de um projeto construído ao longo de anos. A trajetória, marcada por trabalho, estudos e renúncias, levou Leonardo até a Academia Estadual de Segurança Pública. Além disso, a experiência como motoboy fez parte de um período em que ele precisou encontrar equilíbrio entre a necessidade de trabalhar e o objetivo de conquistar uma carreira no serviço público. Formação para atuar na Polícia Civil Atualmente, Leonardo integra a turma de alunos do Curso de Formação de Oficiais Investigadores de Polícia da Aesp/CE. Durante a formação, os futuros policiais participam de atividades teóricas e práticas relacionadas às atribuições do cargo. Dessa forma, a preparação busca oferecer aos alunos conhecimentos necessários para o desempenho das funções de investigação na Polícia Civil do Ceará. Com isso, a rotina que começou nas ruas de Teresina, entre entregas e estudos para concursos, ganha um novo capítulo dentro da estrutura de formação da segurança pública cearense. A história de Leonardo também mostra o caminho percorrido por quem transforma uma rotina de trabalho em combustível para alcançar um objetivo profissional. Agora, o ex-motoboy se prepara para assumir uma nova função: a de Oficial Investigador da Polícia Civil do Ceará. Leia mais | Sargento Reginauro assume cadeira no Senado após licença de Eduardo Girão Tags: Leonardo Sousa Nunes, Aesp Ceará, Polícia Civil do Ceará, oficial investigador, concurso Polícia Civil, concurso público, segurança pública, Teresina, Piauí, Fortaleza, Aesp/CE, formação policial

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Botanic Corporate terá paisagismo assinado pelo Escritório Burle Marx em Fortaleza.
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Carlos Henrique Costa

Múltipla Incorporações traz assinatura Burle Marx de volta a Fortaleza em novo projeto

Novo Botanic Corporate terá paisagismo assinado pelo Escritório Burle Marx e aposta na integração entre arquitetura, natureza e bem-estar A Múltipla Incorporações prepara para este semestre o lançamento do Botanic Corporate, novo empreendimento que marca o retorno da assinatura do Escritório de Paisagismo Burle Marx a Fortaleza. O projeto aposta na integração entre arquitetura e natureza como um dos principais elementos de sua proposta. Além disso, a iniciativa resgata na capital cearense a presença de uma das marcas mais reconhecidas do paisagismo brasileiro. O Escritório Burle Marx é referência internacional na criação de espaços que combinam natureza, arte, convivência e bem-estar. Paisagismo como diferencial O principal diferencial do Botanic Corporate está justamente no projeto paisagístico desenvolvido pelo Escritório Burle Marx. A proposta busca transformar as áreas do empreendimento em espaços de convivência e contemplação, aproximando os usuários da natureza. Fundado em 1955 por Roberto Burle Marx, o escritório construiu uma trajetória marcada pela valorização de espécies nativas, formas orgânicas e elementos artísticos. Dessa maneira, seus projetos passaram a ocupar posição de destaque no paisagismo brasileiro e internacional. Segundo Reginaldo Rocha, sócio da Múltipla Incorporações, a proposta do empreendimento é ir além de um projeto corporativo convencional. “Não queremos entregar mais um projeto corporativo. Nossa proposta é oferecer um empreendimento que se destaque pela qualidade dos espaços, pela integração com a natureza e por um paisagismo capaz de gerar valor para a cidade.” Ainda de acordo com o executivo, a escolha do Escritório Burle Marx reforça a intenção de desenvolver um empreendimento com identidade própria. “Trazer novamente a assinatura do Escritório Burle Marx para Fortaleza reforça esse compromisso com um projeto verdadeiramente diferenciado.” Tradição do paisagismo brasileiro Atualmente, o Escritório Burle Marx é coordenado pela terceira geração de arquitetos paisagistas Isabela Ono, Julio Ono e Gustavo Leivas. O trabalho desenvolvido pela equipe mantém os conceitos criativos estabelecidos por Roberto Burle Marx e Haruyoshi Ono. Assim, a tradição construída ao longo de décadas continua presente em novos projetos, preservando características que ajudaram a transformar o paisagismo brasileiro em referência internacional. No Botanic Corporate, essa assinatura será incorporada à proposta arquitetônica do empreendimento. Com isso, a natureza passa a ocupar papel estratégico na concepção dos espaços, contribuindo para uma experiência voltada à convivência e ao bem-estar. Arquitetura e natureza A proposta do novo empreendimento acompanha uma tendência de valorização de espaços corporativos que oferecem, além da estrutura tradicional de trabalho, ambientes mais integrados, funcionais e conectados à natureza. Nesse contexto, o paisagismo assume uma função que vai além da estética. Ele passa a contribuir para a identidade do projeto e para a experiência de quem circula pelo empreendimento. Por isso, o retorno da assinatura Burle Marx a Fortaleza representa também uma aproximação entre a tradição do paisagismo brasileiro e uma nova proposta de desenvolvimento imobiliário na capital cearense. O Botanic Corporate tem lançamento previsto para este semestre, e a expectativa é de que o projeto se destaque justamente pela combinação entre arquitetura, paisagismo e integração com a natureza. Leia mais | Sargento Reginauro assume cadeira no Senado após licença de Eduardo Girão Tags: Múltipla Incorporações, Burle Marx, Fortaleza, Botanic Corporate, paisagismo, arquitetura, mercado imobiliário, empreendimentos, Ceará

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