Rapadura Digital
Vacinação contra o sarampo em posto de saúde
Notícias
Carlos Henrique Costa

Ministério da Saúde reforça vacinação contra o sarampo

Campanha Nacional de Multivacinação segue até terça-feira (1º) e inclui doses contra a doença O Ministério da Saúde reforçou o chamado para a população atualizar a caderneta de vacinação contra o sarampo. A orientação ocorre após o registro de novos casos da doença em São Paulo nos últimos meses. Além disso, a Campanha Nacional de Multivacinação segue até a próxima terça-feira (1º). A ação busca verificar a situação vacinal de crianças e adolescentes menores de 15 anos. Durante a campanha, os profissionais também podem aplicar as doses que estiverem pendentes. Entre elas está a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Brasil registra 27 casos em 2026 Até o momento, o Brasil confirmou 27 casos de sarampo ao longo de 2026. Desse total, 24 casos fazem parte de uma cadeia de transmissão ativa iniciada em junho, no estado de São Paulo. Segundo o Ministério da Saúde, 21 casos ocorreram na capital paulista. Outros dois foram registrados em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. Por outro lado, os três casos restantes não têm relação entre si. Dois ocorreram em São Paulo e um foi registrado no Rio de Janeiro. De acordo com a pasta, esses três casos já foram encerrados após 12 semanas sem novos registros associados. Brasil mantém controle da doença Em 2025, o Brasil confirmou 38 casos de sarampo importados ou relacionados à importação. Naquele período, as autoridades controlaram os casos por meio de ações de vigilância epidemiológica e vacinação. Com isso, o Ministério da Saúde afirma que o Brasil continua livre da circulação endêmica do sarampo. Apesar disso, a pasta mantém o alerta diante do aumento de casos registrado em outros países das Américas. Vacina protege contra sarampo O sarampo é uma doença altamente contagiosa. Entretanto, a vacinação oferece uma das principais formas de prevenção. A vacina tríplice viral também protege contra caxumba e rubéola. Para as crianças, o calendário de rotina prevê duas doses. A primeira deve ocorrer aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. Além disso, pessoas de até 29 anos que não receberam a vacina ou não possuem comprovação da imunização devem receber duas doses. Nesse caso, o intervalo mínimo entre as aplicações deve ser de 30 dias. Adultos também devem verificar vacinação Para adultos entre 30 e 59 anos, a recomendação é de uma dose da vacina contra o sarampo. No entanto, as estratégias podem mudar quando existe circulação do vírus em determinada região. Nessas situações, o Ministério da Saúde pode ampliar a vacinação conforme a avaliação epidemiológica. São Paulo tem vacinação ampliada Em São Paulo, as autoridades ampliaram as estratégias de vacinação após a identificação de uma cadeia ativa de transmissão. Por isso, o Ministério da Saúde recomendou reforçar a vacinação nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. Além disso, crianças de 6 a 11 meses devem receber a chamada dose zero em áreas consideradas de maior risco. É importante destacar, porém, que essa dose adicional não substitui as aplicações previstas no calendário regular. Assim, mesmo após receber a dose zero, a criança deve seguir o esquema de rotina aos 12 e 15 meses. Campanha termina na terça-feira Até terça-feira (1º), pais e responsáveis podem procurar os postos de vacinação para verificar a situação vacinal de crianças e adolescentes menores de 15 anos. Dessa forma, a campanha permite identificar doses atrasadas e atualizar a proteção contra diferentes doenças. Por fim, o Ministério da Saúde reforça a importância de manter a caderneta atualizada, principalmente diante da ocorrência de novos casos de sarampo. Leia mais | Quatro pessoas são presas por furto de energia no Ceará Tags: Sarampo, vacinação, Ministério da Saúde, vacina, saúde pública, São Paulo, tríplice viral, multivacinação, crianças, imunização

Leia mais »
Fiscalização contra furto de energia no Ceará
Notícias
Carlos Henrique Costa

Quatro pessoas são presas por furto de energia no Ceará

Operações em Barbalha e Maracanaú identificaram ligações irregulares em três casas e uma padaria Quatro pessoas foram presas ou conduzidas à autoridade policial por suspeita de furto de energia elétrica durante operações realizadas na quinta-feira (27), em Barbalha e Maracanaú, no Ceará. Segundo a Enel Ceará, as equipes identificaram irregularidades em três residências e em uma padaria. Além disso, os agentes realizaram as inspeções com apoio das forças de segurança. Três pessoas são presas em Barbalha Em Barbalha, dois homens e uma mulher foram presos em flagrante após equipes identificarem irregularidades em três residências. Os imóveis ficam no bairro Bulandeira. Durante a fiscalização, os técnicos constataram ligações irregulares na rede elétrica. Em seguida, as equipes encaminharam os três suspeitos à autoridade policial. Depois disso, a polícia adotou os procedimentos previstos para o caso. Padaria tinha ligação irregular em Maracanaú Já em Maracanaú, uma inspeção encontrou furto de energia em uma padaria de médio porte. De acordo com a Enel Ceará, o estabelecimento utilizava ramais extras que não passavam pelo sistema de medição. Dessa forma, parte da energia consumida não era registrada pelo equipamento. Além disso, outro dado chamou a atenção das equipes. A unidade consumidora apresentava faturamento zerado desde setembro de 2021. Após a constatação da irregularidade, os agentes conduziram o proprietário da padaria à 5ª Delegacia de Polícia Civil de Maracanaú para prestar esclarecimentos. Enel combate furto de energia De acordo com a distribuidora, as operações fazem parte das ações permanentes da Enel Ceará para combater o furto de energia elétrica no estado. Para identificar possíveis irregularidades, a empresa utiliza análises técnicas e dados de consumo. Além disso, equipes realizam inspeções em campo em diferentes municípios. Ao mesmo tempo, a Enel participa de operações conjuntas com as forças de segurança. Dessa maneira, o trabalho busca identificar ligações clandestinas e outras formas de desvio de energia. Com isso, a distribuidora pretende reduzir os riscos provocados pelas ligações irregulares e melhorar a segurança da rede elétrica. Furto de energia pode causar acidentes Além de configurar crime, o furto de energia pode provocar riscos para moradores, trabalhadores e para o próprio sistema elétrico. Por exemplo, as ligações irregulares podem causar curtos-circuitos, sobrecarga da rede e interrupções no fornecimento. Por esse motivo, a Enel alerta que intervenções clandestinas na rede elétrica também podem provocar acidentes graves. Além dos riscos à segurança, o furto de energia também prejudica o funcionamento adequado da rede. Segundo a legislação, o crime de furto de energia prevê pena de um a oito anos de reclusão. Fiscalização usa análise de dados Para combater as irregularidades, a distribuidora utiliza diferentes ferramentas de fiscalização. Diariamente, técnicos analisam informações relacionadas ao consumo de energia. Quando os dados indicam alguma anormalidade, as equipes podem realizar inspeções no local. Além disso, a empresa mantém operações de fiscalização em diferentes regiões do Ceará. Assim, os técnicos conseguem identificar possíveis desvios e verificar as condições das instalações elétricas. Depois da identificação, as equipes adotam as medidas necessárias para regularizar cada situação. Consumidor também pode denunciar Além do trabalho realizado pelas equipes, a população também pode ajudar no combate ao furto de energia. Para denunciar uma possível irregularidade, o consumidor pode entrar em contato com a Central de Relacionamento da Enel Ceará. O atendimento é gratuito pelo telefone 0800 285 0196 e funciona 24 horas por dia. Dessa forma, qualquer pessoa pode comunicar situações suspeitas e contribuir para a identificação de ligações clandestinas. Por fim, as denúncias ajudam as equipes de fiscalização a localizar irregularidades e prevenir acidentes na rede elétrica. Leia mais | Uso irregular de trios e minitrios lidera denúncias eleitorais no Ceará Tags: Ceará, Barbalha, Maracanaú, furto de energia, energia elétrica, Enel Ceará, Polícia Civil, fiscalização, segurança, ligações clandestinas

Leia mais »
Cascas de laranja usadas na regeneração de floresta tropical
Internacional
Carlos Henrique Costa

Casca de laranja ajuda a regenerar floresta

Resíduos agrícolas aumentaram a biomassa e o sequestro de carbono em área degradada na Costa Rica, segundo pesquisadores O descarte de resíduos agrícolas ajudou a transformar uma área degradada em uma floresta tropical na Costa Rica. Além disso, pesquisadores da Universidade de Princeton descobriram que as cascas de laranja melhoraram o solo e estimularam o crescimento da vegetação. A experiência começou em meados dos anos 1990, quando cerca de mil caminhões despejaram cascas de laranja em uma área degradada de um parque nacional. Com o passar dos anos, os resíduos orgânicos contribuíram para recuperar o solo e favorecer a regeneração da floresta. Como resultado, a região apresentou aumento expressivo da biomassa vegetal. Segundo o estudo, a área que recebeu as cascas registrou aumento de 176% na biomassa acima do solo. Casca de laranja acelera regeneração A pesquisa chamou atenção pela transformação registrada na área degradada. Em 2017, os pesquisadores analisaram o local cerca de 16 anos após o depósito dos resíduos. Na ocasião, a equipe encontrou uma floresta muito mais desenvolvida. A vegetação cobria grande parte do terreno, enquanto árvores e trepadeiras ocupavam áreas que antes apresentavam sinais de degradação. Além do crescimento da vegetação, os cientistas identificaram melhorias na qualidade do solo. Consequentemente, o aumento da biomassa também elevou a quantidade de carbono armazenado pela vegetação. Esse processo pode contribuir para reduzir a concentração de dióxido de carbono na atmosfera. Como surgiu a iniciativa A ideia surgiu a partir do trabalho dos ecologistas Daniel Janzen e Winnie Hallwachs, formados pela Universidade de Princeton em 1976. Durante anos, os dois pesquisadores trabalharam na Área de Conservação Guanacaste (ACG), na Costa Rica. Em 1997, Janzen e Hallwachs apresentaram uma proposta à empresa Del Oro, fabricante de suco de laranja que havia iniciado operações na região. A proposta tinha um objetivo simples. A empresa poderia depositar resíduos de laranja em áreas degradadas para que o material se decompusesse naturalmente. Em contrapartida, a Del Oro doaria parte de suas terras florestais para a área de conservação. Dessa forma, a iniciativa aproximaria a atividade agrícola da recuperação ambiental, sem exigir custos adicionais para o descarte dos resíduos. Disputa interrompe projeto No entanto, a iniciativa durou pouco. Um ano depois da assinatura do acordo, uma empresa concorrente entrou na Justiça contra a Del Oro. A acusação apontava que o descarte dos resíduos poderia causar danos a um parque nacional. A empresa venceu o processo. Por isso, a área onde os pesquisadores haviam depositado as cascas permaneceu sem acompanhamento por aproximadamente 15 anos. Durante esse período, o local praticamente não recebeu interferência humana. Vegetação tomou conta da área Quando os pesquisadores retornaram ao terreno, encontraram uma paisagem completamente diferente. O coautor do estudo, Timothy Treuer, relatou surpresa ao visitar a área depois de tantos anos. Segundo o pesquisador, árvores e trepadeiras haviam tomado conta do local. A vegetação chegou a esconder uma placa de aproximadamente dois metros de comprimento instalada perto da estrada. Da mesma forma, o pesquisador Jonathan Choi, que também participou do estudo, relatou dificuldades para atravessar a região. A vegetação rasteira e as paredes de trepadeiras dificultavam o deslocamento. Por isso, os pesquisadores precisaram abrir caminho para alcançar diferentes pontos do terreno. Solo ficou mais rico Além de analisar a vegetação, a equipe também avaliou amostras do solo para verificar os efeitos das cascas de laranja. Uma parte das amostras foi coletada em 2000 pela pesquisadora Laura Shanks, do Beloit College. Posteriormente, Jonathan Choi realizou outra coleta, em 2014. Os dados mais antigos ainda não haviam sido publicados. Por esse motivo, os pesquisadores combinaram essas informações com os resultados obtidos posteriormente. Embora as equipes tenham utilizado métodos diferentes, os procedimentos permitiram comparar os resultados. Área teve mais árvores e espécies A comparação revelou diferenças importantes entre a região que recebeu as cascas de laranja e áreas próximas que não receberam o material orgânico. O solo da área tratada apresentou maior riqueza de nutrientes. Além disso, os pesquisadores encontraram maior biomassa de árvores, maior diversidade de espécies e maior cobertura do dossel florestal. Dessa maneira, os resultados indicam que os resíduos agrícolas contribuíram para acelerar a regeneração da área degradada. Resíduos também ajudam a armazenar carbono Outro resultado importante está relacionado ao sequestro de carbono. As plantas retiram dióxido de carbono da atmosfera durante a fotossíntese. Em seguida, parte desse carbono permanece armazenada em troncos, galhos, raízes e no próprio solo. Assim, quanto maior o crescimento da floresta, maior tende a ser a quantidade de carbono armazenada na vegetação e no solo. No caso estudado na Costa Rica, a regeneração da vegetação após o uso das cascas de laranja mostra que resíduos agrícolas podem contribuir para projetos de restauração ambiental. Experiência pode inspirar novas pesquisas De modo geral, o caso da Costa Rica mostra que resíduos orgânicos podem ter uma função além do descarte. Quando utilizados de maneira planejada e acompanhados por pesquisas científicas, esses materiais podem contribuir para recuperar áreas degradadas. Além disso, a experiência reforça a possibilidade de aproximar produção agrícola, conservação ambiental e restauração florestal. Por fim, os pesquisadores avaliam que o resultado pode estimular novas investigações sobre o uso de resíduos orgânicos na recuperação de florestas tropicais. Leia também | Justiça suspende festival náutico em Caucaia após denúncia ambiental Tags: Costa Rica, meio ambiente, floresta tropical, casca de laranja, resíduos agrícolas, sustentabilidade, sequestro de carbono, restauração ambiental, biomassa, Princeton

Leia mais »