
Caso Isabelle: João Munhoz nega culpa pela morte da namorada
Em primeira entrevista após ser solto, investigado afirmou que não teve responsabilidade na morte de Isabelle Caracristi e negou que o relacionamento fosse abusivo O bacharel em Direito João Munhoz Neto, de 34 anos, negou qualquer responsabilidade pela morte da universitária Isabelle Caracristi, de 22 anos, sua então namorada. Em sua primeira entrevista pública após deixar a prisão, ele também afirmou que o relacionamento entre os dois não era abusivo. A TV Record exibiu a entrevista no domingo (4), durante o programa Domingo Espetacular. Na conversa com o jornalista Roberto Cabrini, João apresentou sua versão sobre o relacionamento e afirmou que não percebeu sinais de que Isabelle pretendia tirar a própria vida. “Em nenhum momento durante esses 32, 35 dias que nós estivemos juntos ela se queixou de condutas minhas”, afirmou João. Segundo o investigado, a relação era marcada por carinho, cuidado e compaixão. Além disso, ele disse que não consegue compreender as circunstâncias que levaram à morte da jovem. “Eu não sei por que a Isabelle fez isso”, declarou. João Munhoz nega que relacionamento fosse abusivo Durante a entrevista, João também contestou a versão de que Isabelle teria vivido uma relação abusiva. Segundo ele, a convivência entre os dois não apresentava comportamentos que indicassem esse tipo de situação. Além disso, o investigado afirmou que Isabelle nunca reclamou de sua conduta durante o período em que permaneceram juntos. A relação durou pouco mais de um mês. Entretanto, familiares de Isabelle apresentaram à investigação relatos e mensagens que apontam para conflitos entre o casal. Por isso, a versão apresentada por João representa apenas um dos elementos do caso, que continua sob apuração das autoridades. Investigado comenta áudio enviado por Isabelle João também falou sobre um áudio que Isabelle enviou a um familiar antes de morrer. Na gravação, segundo informações divulgadas pela família, a jovem afirmou que, caso algo acontecesse com ela, João deveria responder pelo ocorrido. Ela também pediu que o familiar entregasse o material à Polícia. Ao comentar o conteúdo, João afirmou que ficou surpreso com as declarações. “Da mesma forma que, até hoje, eu não consigo aceitar o falecimento dela, eu também não consigo entender por que chegamos até aqui”, disse. Em seguida, o investigado descreveu sua percepção sobre o relacionamento. “A relação João e Isabelle era outra: carinho, compaixão, amor, cuidado”, afirmou. João reforçou ainda que acredita não ter cometido qualquer ato contra Isabelle. “A minha consciência fala que o João não fez nada com a Isabelle”, declarou. João deixou a prisão após decisão judicial João Munhoz Neto deixou a prisão após uma decisão da Justiça. Desde então, ele responde ao caso em liberdade, enquanto as autoridades continuam a investigação. A Polícia e os demais órgãos responsáveis pelo caso ainda apuram as circunstâncias da morte de Isabelle Caracristi. Até o momento, a investigação não representa uma conclusão definitiva sobre eventual responsabilidade criminal. Além disso, qualquer responsabilização depende da conclusão das apurações e das decisões da Justiça. A família de Isabelle também tem se manifestado publicamente sobre o caso. Os familiares contestam conteúdos divulgados nas redes sociais envolvendo a jovem e defendem a apuração das circunstâncias da morte. O caso continua sob investigação. Leia mais | Cid Gomes é reeleito senador pelo Ceará em 2026 Tags: Caso Isabelle, Isabelle Caracristi, João Munhoz Neto, Segurança Pública, Fortaleza, Ceará, Polícia, investigação, morte de Isabelle Caracristi, violência contra a mulher
