Cerca de 3 milhões de pessoas no Ceará enfrentam algum grau de insegurança alimentar, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua anual (Pnad Contínua) de 2024 divulgada pelo IBGE nesta sexta-feira (10). O número representa uma redução em relação a 2023, quando 3,4 milhões de cearenses viviam nessa condição.
A taxa de insegurança alimentar no estado caiu de 37% para 32,5% da população. A Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (Ebia) classifica essa situação em três níveis: leve, moderado e grave.
No nível leve, que inclui preocupação quanto à disponibilidade futura de alimentos, cerca de 2 milhões de pessoas no Ceará (22,1%) estão incluídas, uma redução em relação aos 2,144 milhões do ano anterior.
No nível moderado, que envolve redução quantitativa ou ruptura no padrão alimentar entre adultos, o número diminuiu de 716 mil para 576 mil pessoas.
Já o nível grave, caracterizado pela falta de alimentos para todos os membros da família, incluindo crianças, afeta 391 mil pessoas, uma queda de 27,59%.
Apesar da maioria da população ter acesso pleno a alimentos, as regiões Norte e Nordeste mantêm as maiores taxas de insegurança alimentar no país, com índices mais elevados de domicílios onde a fome esteve presente, 6,3% e 4,8% respectivamente, enquanto Sudeste, Sul e Centro-Oeste apresentam taxas menores.
Tags: insegurança alimentar, Ceará, IBGE, Pnad Contínua 2024, EBIA, fome, região Nordeste, pesquisa nacional, alimentação, pobreza alimentar
Leia mais | Carregadores elétricos em condomínios: um novo marco para a responsabilidade jurídica e técnica em Fortaleza