Evento reúne receitas autorais e pesquisas sobre cultura alimentar
A Escola de Gastronomia Social Ivens Dias Branco (EGSIDB), equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult), realiza, nos dias 6 e 7 de maio, a VI Mostra de Gastronomia Social e Cultura Alimentar. Nesse contexto, o evento reúne estudantes e pesquisadores que apresentam receitas autorais e produtos criados a partir das formações realizadas em Fortaleza e no interior do estado.
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Além disso, a programação é gratuita e aberta ao público, mediante inscrição. A partir das 14h, aulas e oficinas destacam ingredientes da cultura alimentar cearense em criações desenvolvidas por alunos dos cursos profissionalizantes de Confeitaria, Panificação, Cozinha e Cozinha Vegana. Ao mesmo tempo, entre 2025 e 2026, cerca de 350 estudantes concluíram essas formações, o que reforça o alcance das ações.
Neste ano, por sua vez, as apresentações finais têm como tema os 300 anos de Fortaleza. Assim, os projetos utilizam referências históricas, geográficas e gastronômicas da capital cearense como base para as criações, enquanto conectam tradição e inovação.
Formação e inovação na gastronomia
Entre os destaques desta edição, está a estreia do curso profissionalizante de cozinha vegana na Mostra. Pela primeira vez, os alunos apresentam projetos completos com entrada, prato principal e sobremesa, todos dentro da proposta vegana. Com isso, a iniciativa amplia o repertório do evento e, ao mesmo tempo, incorpora novas abordagens da cultura alimentar contemporânea.
Além disso, as receitas autorais utilizam produtos desenvolvidos no 8º Laboratório de Criação em Cultura Alimentar e Gastronomia. Nesse sentido, as pesquisas focam cadeias produtivas como banana, leite de cabra e café, fortalecendo a integração entre ensino e prática.
Pesquisa fortalece cadeias produtivas
No caso da cadeia do leite de cabra, por exemplo, a equipe desenvolve o trabalho no Capril Lourenço, em Quixadá. Para isso, os profissionais implementam melhorias na produção, oferecem capacitação técnica e incentivam a inovação. Como resultado, os produtores aprimoram queijos e iogurte natural e, além disso, desenvolvem um queijo maturado por 120 dias.
Da mesma forma, na pesquisa com banana, os participantes criam novos produtos, como pedaços de banana com chocolate e com chocolate e canela. Dessa maneira, ampliam as possibilidades de agregação de valor à produção local e, consequentemente, fortalecem o mercado regional.
Por outro lado, no Maciço de Baturité, o trabalho com café também ganha destaque. Nesse cenário, os envolvidos qualificam produtores, identificam variedades e criam novos produtos, como o drip coffee coletivo. Além disso, realizam análises e certificações de qualidade, o que contribui diretamente para a valorização da cadeia produtiva.
Programação inclui palestras e apresentações
Os resultados das pesquisas serão apresentados ao público nos dias 6 e 7, a partir das 16h30. Paralelamente, a programação inclui palestras com especialistas, ampliando o debate sobre o tema.
No dia 6, por exemplo, Renata Silva, da Embrapa, aborda o tema “Pesquisa, mulheres e território: a produção e o mercado de café”. Já no dia 7, por sua vez, a nutricionista Alessandra Luglio conduz palestra sobre alimentação baseada em vegetais.
Por fim, a superintendente da Escola, Selene Penaforte, destaca que a instituição promove formação gratuita e inclusiva e, ao mesmo tempo, incentiva o protagonismo social por meio da gastronomia. Além disso, ela reforça que a iniciativa valoriza saberes tradicionais e, consequentemente, fortalece a cultura alimentar do Ceará.
Atualmente, a Escola de Gastronomia Social Ivens Dias Branco integra o programa Cultura em Rede, da Secult Ceará, e atua desde 2018 como espaço de ensino, pesquisa e inovação. Dessa forma, a instituição impulsiona o empreendedorismo social, qualifica profissionais e, por consequência, valoriza a cultura alimentar.
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