Operação Rede Interrompida cumpriu mandados em cinco estados nesta terça-feira, 4 de agosto
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, nesta terça-feira, 4 de agosto, a Operação Rede Interrompida. A ação mira um grupo suspeito de planejar um ataque com explosivos em um prédio que sediaria um debate presidencial durante o período eleitoral deste ano no Brasil.
As investigações começaram a partir de um relatório do CiberLab, o Laboratório de Operações Cibernéticas da corporação. Segundo a apuração, comunicações interceptadas indicavam que o grupo fazia referências a ações planejadas para o período eleitoral, incluindo seleção de alvos, recrutamento em outros estados e planejamento de invasões a edificações.
O que a investigação identificou
De acordo com os investigadores, as conversas analisadas mencionavam ações voltadas a prédios em Brasília. Entre os temas discutidos pelo grupo estavam invasão de edificações, formação tática, análise de mapas e compartilhamento de plantas arquitetônicas e modelos tridimensionais de prédios.
A polícia também identificou que os investigados compartilhavam entre si materiais relacionados à fabricação de artefatos explosivos. Agora, a apuração busca entender o grau de organização do grupo, sua capacidade operacional e uma possível ligação com ideologias extremistas.
Mandados cumpridos em cinco estados
Durante a operação, a Polícia Civil cumpriu oito mandados de busca e apreensão em cinco estados: São Paulo, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O objetivo das diligências foi recolher equipamentos, documentos, dispositivos eletrônicos e outros materiais que ajudem a esclarecer a atuação do grupo.
Armas e símbolos extremistas apreendidos
Nos endereços alvo dos mandados, os investigadores encontraram armas de fogo, facas e canivetes. Também foram apreendidas anotações com referências ao nazismo e a grupos extremistas de caráter racista, além de um item semelhante a um chapéu usado pela Ku Klux Klan, organização supremacista branca fundada nos Estados Unidos.
Todo o material apreendido passará por perícia, com o objetivo de apurar possíveis crimes e mapear as conexões entre os integrantes do grupo investigado.
Papel do CiberLab na apuração
A investigação nasceu a partir de informações reunidas pelo CiberLab, estrutura da PCDF voltada ao monitoramento e ao apoio em operações cibernéticas. Segundo a corporação, a atuação do laboratório foi determinante para identificar as comunicações suspeitas e apontar possíveis ameaças ligadas ao período eleitoral. A partir desse relatório, a Polícia Civil aprofundou a apuração e solicitou as medidas judiciais cumpridas nesta terça-feira.
Ameaça em meio ao calendário eleitoral
O caso chama atenção por envolver supostas ações planejadas justamente para o período de debates presidenciais — momentos de grande visibilidade pública, que reúnem autoridades, equipes de campanha, imprensa e convidados. A apuração segue em andamento para esclarecer se o plano chegou a ter etapas concretas de execução e qual seria a participação de cada um dos investigados.
Leia mais | Eduardo Girão será candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema
Tags: PCDF, Operação Rede Interrompida, CiberLab, eleições 2026, debate presidencial, extremismo, segurança pública, Brasília, terrorismo