Rapadura Digital
Edson Fachin durante sessão do Supremo Tribunal Federal
Política
Carlos Henrique Costa

Fachin dá 5 dias para Mendonça e Gonet responderem a acusações de Moraes

Presidente do STF determinou prazo para manifestações sobre supostas irregularidades na condução do caso Master O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, deu cinco dias para que o ministro André Mendonça e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentem manifestações sobre supostas irregularidades na condução do caso Master. As irregularidades foram apontadas pelo também ministro do STF Alexandre de Moraes. Para sustentar as acusações, Moraes apresentou um relatório de inteligência da Polícia Federal (PF). No entanto, o documento não apresenta o cabeçalho da instituição nem a assinatura de um delegado, como ocorre normalmente nesse tipo de relatório. Segundo Moraes, Mendonça teria cometido atos que poderiam configurar improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade. Além disso, o ministro afirmou que o colega teria direcionado a investigação do caso Master para atingi-lo. Relatório cita possíveis alvos políticos O relatório apresentado por Moraes sugere que Mendonça poderia estar direcionando as investigações do caso Master para atingir desafetos políticos. Entre os nomes citados no documento estão o próprio Alexandre de Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Entretanto, o próprio relatório ressalva que as afirmações apresentadas representam uma “análise de cenário” e não possuem valor probatório. O documento, considerado apócrifo, foi tornado público pelo Supremo Tribunal Federal. Mensagens aumentaram a crise no STF A crise entre os ministros do Supremo ganhou força nesta semana. O episódio ocorreu depois que André Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal. O documento reúne mensagens enviadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do banco Master, a Alexandre de Moraes. As mensagens foram recuperadas do celular de Vorcaro, que é alvo central da Operação Compliance Zero. A operação investiga suspeitas de fraudes financeiras bilionárias envolvendo o banco Master. Além disso, Mendonça é o relator do caso no Supremo. Contrato de mais de R$ 130 milhões As dezenas de mensagens recuperadas pela Polícia Federal fazem referências a Moraes e Gonet. Entre os conteúdos, há mensagens que sugerem que Moraes teria editado um contrato de mais de R$ 130 milhões firmado entre o banco Master e o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes. Fachin já havia cobrado manifestações Na quinta-feira (3), Fachin já havia determinado que Gonet, Moraes e Mendonça se manifestassem sobre as informações presentes no relatório da Polícia Federal. Na ocasião, o presidente do STF afirmou que levará ao plenário, no momento oportuno, um pedido apresentado pelo procurador-geral da República para anular as investigações supervisionadas por Mendonça. Segundo Fachin, a análise deverá respeitar as garantias constitucionais relacionadas ao devido processo legal, à ampla defesa e ao contraditório. Novo despacho nesta sexta-feira Em novo despacho publicado nesta sexta-feira (4), Fachin determinou que Paulo Gonet também apresente parecer sobre o pedido de investigação contra André Mendonça. Alexandre de Moraes apresentou o pedido na noite de quinta-feira (3). Além disso, Fachin determinou uma mudança na tramitação do documento usado por Moraes para apresentar as acusações contra Mendonça. O presidente do STF ordenou que o material seja retirado do inquérito das Fake News, que é relatado por Moraes, e anexado a uma petição separada. Essa nova petição ficará sob a relatoria de Fachin. Fachin evita antecipar julgamento Ao determinar as providências, Fachin ressaltou que a decisão não representa uma antecipação sobre o mérito das acusações. O ministro afirmou que as medidas servem exclusivamente para instruir o processo. Dessa forma, ainda não há decisão sobre a admissibilidade das acusações, a regularidade do procedimento ou o mérito das imputações. Leia também | Ceará perde 8 bilionários da Forbes em 2026 Tags: STF, Edson Fachin, Alexandre de Moraes, André Mendonça, Paulo Gonet, caso Master, Justiça, Polícia Federal

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Bilionários do Ceará na lista da Forbes 2026
Economia
Carlos Henrique Costa

Ceará perde 8 bilionários da Forbes em 2026

Estado passou de 18 para 11 nomes no ranking; maior parte das saídas envolve as famílias Dias Branco e Pinheiro Koren de Lima O Ceará passou a ter 11 bilionários na lista da Forbes de 2026. O número representa uma redução de 38,9% em relação ao ano passado, quando 18 cearenses apareciam no ranking. A queda ocorre principalmente entre integrantes das famílias Dias Branco e Pinheiro Koren de Lima. Além disso, o levantamento também registrou mudanças entre os empresários ligados ao setor educacional. Entre os nomes que deixaram a lista estão herdeiros de Maria Consuelo Leão Dias Branco e de Cândido Pinheiro Koren de Lima. Por outro lado, novos integrantes passaram a representar suas famílias no ranking. Quem deixou a lista da Forbes A família Dias Branco teve cinco nomes fora do ranking de 2026. São eles: No caso de Francisco Marcos Saraiva Leão Dias Branco, a saída também está relacionada à sua morte, em maio de 2026. Ele tinha 61 anos. Além disso, dois herdeiros da família Pinheiro Koren de Lima também deixaram a lista. Cândido Pinheiro Koren de Lima Júnior e Jorge Fontoura Pinheiro Koren de Lima tinham patrimônio estimado em R$ 1,6 bilhão cada no levantamento anterior. Outro nome que deixou o ranking foi Oto de Sá Cavalcante, presidente do Colégio Ari de Sá. Ele morreu em junho de 2026, aos 80 anos. Entretanto, a família continuou representada. Seu filho, Ari de Sá Cavalcante Neto, entrou na lista deste ano com patrimônio estimado em R$ 3,9 bilhões. Fortuna das famílias caiu A lista de 2026 também mostra uma redução significativa no patrimônio atribuído às famílias Dias Branco e Pinheiro Koren de Lima. Em 2025, Maria Consuelo Leão Dias Branco tinha uma fortuna estimada em R$ 2,9 bilhões. Somados os patrimônios dos filhos, a família alcançava aproximadamente R$ 8 bilhões. Agora, entretanto, o patrimônio atribuído à empresária caiu para R$ 2,1 bilhões. A redução foi ainda maior entre os integrantes da família controladora da Hapvida. Em 2025, Cândido Pinheiro, junto com os dois filhos que apareciam na lista, somava cerca de R$ 14 bilhões. Naquele levantamento, apenas Cândido Pinheiro tinha patrimônio estimado em R$ 10,8 bilhões. Em 2026, porém, a fortuna atribuída ao empresário caiu para R$ 2,9 bilhões. Quem são os bilionários do Ceará em 2026 Apesar da redução no número de representantes, o Ceará continua com empresários entre as maiores fortunas do Brasil. Confira os 11 nomes que aparecem na lista da Forbes: 1. Mário Araripe Idade: 71 anosPosição no Brasil: 20ºPosição no Ceará: 1ºPatrimônio: R$ 20,3 bilhõesEmpresa: Casa dos VentosSetor: Energia Mário Araújo Alencar Araripe lidera o ranking entre os bilionários cearenses. O empresário é fundador da Casa dos Ventos e tem sua fortuna ligada principalmente ao setor de energia. 2. Amarílio Macêdo Idade: 81 anosPosição no Brasil: 90ºPosição no Ceará: 2ºPatrimônio: R$ 4,3 bilhõesEmpresa: J. MacêdoSetor: Alimentos Amarílio Proença de Macêdo ocupa a segunda posição entre os cearenses. Sua fortuna está relacionada ao grupo J. Macêdo, do setor de alimentos. 3. Ari de Sá Cavalcante Neto e família Idade: 47 anosPosição no Brasil: 93ºPosição no Ceará: 3ºPatrimônio: R$ 3,9 bilhõesEmpresa: Arco EducaçãoSetor: Educação Ari de Sá Cavalcante Neto entrou na lista após a saída de seu pai, Oto de Sá Cavalcante. Dessa forma, a família continua entre os bilionários do Ceará. 4. Carlos Francisco Ribeiro Jereissati Idade: 80 anosPosição no Brasil: 118ºPosição no Ceará: 4ºPatrimônio: R$ 3,2 bilhõesEmpresa: IguatemiSetor: Shopping centers Carlos Francisco Ribeiro Jereissati aparece na quarta posição entre os cearenses. O empresário está ligado ao Grupo Jereissati e ao setor de shopping centers. 5. Cândido Pinheiro Koren de Lima Idade: 80 anosPosição no Brasil: 143ºPosição no Ceará: 5ºPatrimônio: R$ 2,9 bilhõesEmpresa: HapvidaSetor: Saúde Fundador da Hapvida, Cândido Pinheiro continua entre os bilionários cearenses. Entretanto, seu patrimônio estimado caiu de forma expressiva em relação ao levantamento de 2025. 6. Maria Consuelo Leão Dias Branco Idade: 91 anosPosição no Brasil: 167ºPosição no Ceará: 6ºPatrimônio: R$ 2,1 bilhõesEmpresa: M. Dias BrancoSetor: Alimentos Maria Consuelo Leão Dias Branco é a sexta maior fortuna do Ceará no ranking de 2026. A empresária é ligada à M. Dias Branco, uma das principais empresas brasileiras do setor de alimentos. 7. Francisco Deusmar de Queirós e família Idade: 79 anosPosição no Brasil: 197ºPosição no Ceará: 7ºPatrimônio: R$ 1,5 bilhãoEmpresa: Pague MenosSetor: Varejo Fundador da rede de farmácias Pague Menos, Francisco Deusmar de Queirós aparece novamente entre os bilionários cearenses. 8. José Roberto Nogueira Idade: 62 anosPosição no Brasil: 205ºPosição no Ceará: 8ºPatrimônio: R$ 1,4 bilhãoEmpresa: BrisanetSetor: Tecnologia José Roberto Nogueira é fundador da Brisanet. A empresa atua no setor de telecomunicações e tem sede em Pereiro, no interior do Ceará. 9. Everardo Ferreira Telles e família Idade: 81 anosPosição no Brasil: 219ºPosição no Ceará: 9ºPatrimônio: R$ 1,3 bilhãoEmpresa: Grupo TellesSetor: Diversos segmentos Everardo Ferreira Telles aparece na nona posição entre os bilionários cearenses. O empresário é conhecido por sua atuação empresarial e pela antiga ligação com a Ypióca. 10. Lauro Fiúza e Pedro Fiúza Idade: 80 e 46 anosPosição no Brasil: 219ºPosição no Ceará: 10ºPatrimônio: R$ 1,3 bilhãoEmpresa: Grupo ServtecSetor: Energia solar Lauro Fiúza e Pedro Fiúza aparecem juntos no ranking. A família atua principalmente no setor de energia, com destaque para projetos de energia solar. 11. Família e participação no ranking O levantamento da Forbes reúne os patrimônios individuais e familiares de acordo com os critérios adotados pela publicação. Por isso, alguns empresários aparecem acompanhados da indicação de família. O resultado mostra que, mesmo com a redução do número de nomes, o Ceará continua representado entre as maiores fortunas do país. O que mudou em relação a 2025 Ao todo, oito nomes que apareciam na lista de 2025 deixaram o ranking de 2026: Portanto, a principal mudança na lista deste ano envolve a redução das fortunas familiares e a saída de herdeiros que apareciam individualmente no ranking anterior. Além disso, a morte de dois empresários também provocou alterações na composição da lista. No caso do setor educacional, Ari de Sá Cavalcante Neto assumiu o lugar ocupado anteriormente por

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Escola indígena Isú-Kariri em Brejo Santo, no Ceará
Notícias
Carlos Henrique Costa

Primeira escola indígena em tempo integral do Cariri é oficialmente inaugurada

Unidade em tempo integral atende cerca de 90 alunos Isú-Kariri e ajuda a fortalecer a cultura e a língua indígena no Cariri A primeira escola indígena em tempo integral do Cariri foi oficialmente inaugurada em agosto, em Brejo Santo, no sul do Ceará. A unidade funciona na comunidade Baixio dos Bastos, no sítio Queimadas, e atende cerca de 90 estudantes do povo Isú-Kariri. Atualmente, a comunidade fica a aproximadamente 20 quilômetros do centro de Brejo Santo. Além disso, cerca de 20 famílias Isú-Kariri vivem no local desde o início da década de 1990. A escola começou a funcionar há dois anos. No entanto, a unidade recebeu a inauguração oficial somente neste mês de agosto. A partir da criação da escola, os saberes tradicionais passaram a fazer parte da rotina dos estudantes. Além das disciplinas convencionais, os alunos participam de atividades relacionadas à cultura, ao artesanato, à preservação ambiental e à língua nativa. Escola fortalece cultura indígena A rotina da escola busca fortalecer a identidade do povo Isú-Kariri. Para isso, mestres da comunidade participam das atividades e compartilham conhecimentos com os alunos. Semanalmente, os estudantes aprendem sobre plantas medicinais, ciências da natureza, artesanato e histórias ancestrais. Dessa forma, os conhecimentos transmitidos entre gerações também ganham espaço no ambiente escolar. A diretora da escola, Cícera Pereira, conhecida como Simone, explica que a proposta vai além da sala de aula. Segundo a diretora, o dia começa com cantos dos ancestrais. Além disso, os alunos aprendem a produzir peças tradicionais, como o cocar feito com palha de bananeira. Nesse sentido, a escola também aproxima as famílias e os mestres da comunidade das atividades pedagógicas. “A escola não se limita ao prédio físico: ela vai até o quintal dos pais, e os mestres vêm até nós”, explica Cícera. Por sua vez, o secretário de Educação de Brejo Santo, David Júnior, destaca a importância da instituição para a comunidade. De acordo com o secretário, a escola representa uma forma de valorização e reparação histórica do povo que vive no território. Língua indígena volta às salas de aula Entre os principais objetivos da escola, está o fortalecimento da língua Dzubukuá-kipeá, idioma tradicional do povo Isú-Kariri. Para alcançar esse objetivo, Cícera Pereira também atua no ensino da língua. As atividades integram o vocabulário indígena ao português e levam o idioma para situações do cotidiano. Além disso, a proposta recupera palavras que deixaram de ser utilizadas ao longo do tempo. “Não é apenas aprender o vocabulário seco, mas passar uma vivência para que utilizem a língua no dia a dia”, afirma Cícera. Segundo a diretora, o uso da língua nativa representa uma forma de fortalecer a identidade da comunidade. Assim, a escola transforma o ensino do idioma em uma ferramenta de preservação cultural. UFCA ajuda na estruturação da escola Nesse contexto, a Universidade Federal do Cariri (UFCA) participou da estruturação física e pedagógica da escola. Além disso, a universidade colaborou na elaboração do Projeto Político-Pedagógico (PPP), na produção de material didático específico e na formação continuada dos professores. O professor Wiu Kurryra, especialista em Educação para as Relações Étnico-raciais e integrante do povo Xukuru de Ororubá, em Pernambuco, acompanhou o desenvolvimento do projeto. Segundo ele, a Educação Escolar Indígena é um direito garantido pela Constituição Federal de 1988 e pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Nesse sentido, a modalidade possui características próprias e deve respeitar os conhecimentos, a cultura e a organização de cada comunidade. Por isso, a universidade discutiu com os próprios Isú-Kariri quais conhecimentos deveriam fazer parte da escola e como esses conteúdos seriam trabalhados. Dessa maneira, a participação da comunidade ajudou a definir uma proposta pedagógica alinhada à realidade do povo indígena. Escola aproxima universidade e comunidade Além da estruturação da escola, a parceria também cria uma troca de conhecimentos entre os estudantes indígenas e a universidade. Um exemplo disso é Júlia Serafim dos Santos, integrante do povo Isú-Kariri e estudante do curso de Licenciatura Interdisciplinar em Ciências Naturais da UFCA. Para ela, a experiência permite compartilhar a língua e a cultura indígena no ambiente acadêmico. Ao mesmo tempo, Júlia busca ampliar sua formação para levar novos conhecimentos de volta à comunidade. Entre os alunos mais jovens, a escola também fortalece o sentimento de pertencimento. Nesse contexto, Antônio Avelino, de 13 anos, afirma que as atividades ajudam os estudantes a conhecer e preservar a própria cultura. Ceará tem 44 escolas indígenas No Ceará, a implantação de escolas indígenas começou no final da década de 1990. Desde então, a rede de educação indígena ampliou o atendimento aos povos originários. Atualmente, o estado possui 44 escolas indígenas distribuídas em 16 municípios e atende aproximadamente 8,7 mil estudantes. Entre os povos atendidos estão: Com isso, a nova escola de Brejo Santo amplia a rede de educação indígena e reforça a preservação da cultura dos povos originários do Ceará. Herança Nativa valoriza cultura Isú-Kariri Além da escola, a comunidade Isú-Kariri também participa do projeto Herança Nativa, realizado pelo Sesc Ceará. Nesse contexto, a iniciativa promove encontros entre povos indígenas, comunidades quilombolas, ciganos e outros grupos tradicionais. Durante as atividades, os Isú-Kariri apresentam aspectos de sua cultura, como alimentação, história, grafismo e artesanato. O diretor regional do Sesc Ceará, Henrique Javi, afirma que o projeto contribui para a autoafirmação da comunidade. Segundo ele, a iniciativa ajuda a criar mecanismos de reconhecimento sem afastar as tradições das transformações da sociedade. Por sua vez, o consultor de programação social do Sesc Ceará, Paulo Leitão, destaca a importância do intercâmbio cultural. De acordo com ele, os encontros permitem que a comunidade apresente elementos da culinária tradicional, como o mungunzá salgado. Além disso, os Isú-Kariri compartilham conhecimentos sobre sua história, seus costumes, o grafismo e o artesanato. Memória preserva história do povo Além das ações educacionais e culturais, a comunidade também preserva a memória de sua trajetória. Na década de 1990, os Isú-Kariri enfrentaram um deslocamento forçado provocado pela construção de um açude. Atualmente, o Memorial Isú-Kariri ajuda a preservar essa história. Por meio do espaço, a comunidade mantém fotografias,

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Eleitores votam durante as Eleições 2026
Política
Carlos Henrique Costa

Eleições 2026: veja regras para o dia do voto

Primeiro turno ocorre em 4 de outubro; eventual segundo turno será realizado no dia 25 Com a aproximação do primeiro turno das Eleições 2026, marcado para 4 de outubro, muitos eleitores ainda têm dúvidas sobre o que podem ou não fazer no dia da votação. Por isso, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) preparou o Manual do Eleitor. O documento reúne as principais regras e orientações para ajudar os cidadãos a exercer o direito ao voto. O TSE elaborou o manual com base na Resolução nº 23.759, publicada em março deste ano. A norma reúne, em 13 capítulos, regras relacionadas à participação dos eleitores no processo eleitoral. Segundo o TSE, o material apresenta orientações práticas. Entre elas estão a necessidade de apresentar documento oficial com foto e a proibição de levar celular para a cabine de votação. Quando será a votação O primeiro turno das Eleições 2026 ocorrerá em 4 de outubro. Em todo o Brasil, os eleitores poderão votar das 8h às 17h, sempre considerando o horário de Brasília. Caso nenhum candidato consiga a maioria necessária, o segundo turno ocorrerá em 25 de outubro. Nesta eleição, os eleitores escolherão candidatos para diferentes cargos. Na urna, cada eleitor votará para deputado federal, deputado estadual ou distrital, além de dois candidatos ao Senado. Além disso, haverá votação para presidente da República e governador, incluindo os respectivos vice-candidatos. O que é obrigatório O voto é obrigatório para brasileiros a partir dos 18 anos. Por outro lado, jovens de 16 e 17 anos, maiores de 70 anos e pessoas analfabetas podem votar de forma facultativa. No entanto, quem estiver com o título de eleitor cancelado não poderá participar da votação. Para votar, o eleitor também precisa apresentar um documento oficial original com foto. Entre os documentos aceitos estão RG, carteira nacional de habilitação (CNH) e passaporte. Além disso, quem possui título eleitoral regular pode votar mesmo sem ter realizado o cadastro biométrico. Nome social deve ser respeitado Durante a votação, pessoas transgênero têm direito ao reconhecimento de sua identidade de gênero e do nome social no cadastro eleitoral. Dessa forma, o atendimento nos locais de votação deve respeitar as informações registradas na Justiça Eleitoral. Propaganda eleitoral tem restrições O eleitor também precisa ficar atento às regras relacionadas à propaganda. Por exemplo, a legislação proíbe a aplicação de propaganda eleitoral em veículos particulares. Entretanto, existem exceções para adesivos microperfurados instalados em toda a extensão do para-brisa traseiro. Também existem regras específicas para adesivos colocados em outras partes dos veículos, que devem respeitar as dimensões estabelecidas pela legislação eleitoral. Voto em trânsito Eleitores que estiverem fora do domicílio eleitoral podem votar em trânsito em determinadas situações. Nesse caso, a regra vale para capitais e municípios com mais de 100 mil eleitores. Porém, o prazo para solicitar a transferência temporária do local de votação terminou em 20 de agosto. O que é proibido no dia da eleição No dia da votação, o eleitor não pode entrar na cabine com telefone celular ou outros aparelhos eletrônicos. Por isso, o celular deverá ficar em local indicado pelos mesários antes do eleitor entrar na cabine. Por outro lado, o cidadão pode levar um papel com os nomes e números dos candidatos para consultar durante a votação. A chamada boca de urna também é proibida. Além disso, não são permitidas aglomerações de pessoas com roupas padronizadas que caracterizem manifestação coletiva de preferência política. Manifestação individual é permitida Apesar das restrições, o eleitor pode demonstrar sua preferência política de maneira individual e silenciosa. Assim, estão permitidos itens como bandeiras, broches, adesivos e camisetas relacionados ao candidato ou partido de preferência. No entanto, a manifestação não pode se transformar em propaganda coletiva ou boca de urna. Transporte e alimentação em troca de voto Candidatos e partidos políticos não podem oferecer transporte ou refeições aos eleitores em troca de votos. Dessa maneira, qualquer tentativa de utilizar benefícios para influenciar o voto pode configurar irregularidade eleitoral. Pessoas com deficiência têm direitos Além disso, pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida podem receber ajuda durante a votação. O eleitor pode escolher uma pessoa de sua confiança para auxiliá-lo no momento de votar. Da mesma forma, pessoas que utilizam cão-guia podem entrar na cabine acompanhadas do animal. Eleitores indígenas A Justiça Eleitoral também assegura o direito ao voto dos eleitores indígenas. Nesse sentido, o eleitor indígena pode votar independentemente de falar ou não a língua portuguesa. Além disso, ele pode se expressar em sua língua materna durante o atendimento eleitoral. Horário de fechamento dos locais Os portões dos locais de votação serão fechados às 17h, sempre pelo horário de Brasília. A partir desse momento, apenas os eleitores que já estiverem na fila poderão votar. Portanto, quem ainda estiver a caminho do local de votação após o fechamento dos portões não poderá entrar para votar. Como justificar a ausência Quem tem obrigação de votar e não comparecer precisa justificar a ausência. No caso do primeiro turno, o eleitor terá até 3 de dezembro de 2026 para apresentar a justificativa. Já se a ausência ocorrer no segundo turno, o prazo termina em 8 de janeiro de 2027. A justificativa pode ser apresentada pela internet, pelo aplicativo e-Título ou diretamente no cartório eleitoral. Dessa forma, o eleitor deve ficar atento aos prazos para evitar pendências com a Justiça Eleitoral. Leia mais | Receita paga, nesta segunda, último lote do IR 2026 Tags: Eleições 2026, eleições, TSE, votação, Justiça Eleitoral, política, voto, primeiro turno, segundo turno, eleitor

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Restituição do Imposto de Renda 2026 pela Receita Federal
Notícias
Carlos Henrique Costa

Receita paga, nesta segunda, último lote do IR 2026

Quarto lote libera R$ 1,24 bilhão para 521.935 contribuintes nesta segunda-feira (31) Cerca de 522 mil contribuintes recebem nesta segunda-feira (31) o quarto e último lote regular de restituição do Cerca de 522 mil contribuintes recebem nesta segunda-feira (31) o quarto e último lote regular de restituição do Imposto de Renda 2026. Ao todo, a Receita Federal libera R$ 1,24 bilhão para 521.935 pessoas. Além disso, o pagamento inclui restituições residuais de anos anteriores. Desde o último dia 24, os contribuintes podem consultar se estão incluídos no lote. Como consultar a restituição A consulta pode ser feita pela internet, no site da Receita Federal. Para verificar o pagamento, o contribuinte deve acessar a opção “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, clicar em “Consultar a Restituição”. Além disso, a Receita Federal oferece a consulta pelo aplicativo do órgão para tablets e smartphones. Quem recebe neste lote Do total de R$ 1,24 bilhão, a Receita Federal destina R$ 704,12 milhões a contribuintes com prioridade legal. Ao todo, os pagamentos seguem esta distribuição: Receita reduz número de lotes Neste ano, a Receita Federal reduziu de cinco para quatro o número de lotes regulares de restituição do Imposto de Renda. Assim, os pagamentos ocorreram no fim de maio, junho, julho e agosto. Além disso, os dois primeiros lotes de 2026 concentraram 80% das restituições previstas para o ano, tanto em quantidade de contribuintes quanto em valores. Segundo a Receita Federal, a maior velocidade no processamento das declarações permitiu concentrar os pagamentos nos primeiros lotes. Ao mesmo tempo, as ferramentas de modernização e automação ajudaram o Fisco a agilizar o processamento. Como a Receita fará o pagamento A Receita Federal fará o pagamento na conta bancária ou na chave Pix do tipo CPF informada pelo contribuinte na declaração. No entanto, quem não encontrar o nome na lista do quarto lote deve consultar o extrato da declaração no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC). Caso encontre alguma pendência, o contribuinte poderá enviar uma declaração retificadora. Depois disso, deverá aguardar os próximos lotes de restituição. Banco do Brasil guarda valor por um ano Em algumas situações, a Receita Federal não consegue depositar o dinheiro na conta informada na declaração. Isso pode ocorrer, por exemplo, quando o contribuinte encerrou a conta bancária. Nesse caso, o Banco do Brasil mantém o valor disponível para resgate durante até um ano. Para receber o dinheiro, o contribuinte pode agendar o crédito em qualquer conta bancária de sua titularidade. O cidadão pode realizar o procedimento pelo Portal BB ou pela Central de Relacionamento do Banco do Brasil. Para capitais, o telefone é 4004-0001. Nas demais localidades, o número é 0800-729-0001. Além disso, pessoas com deficiência auditiva podem utilizar o telefone exclusivo 0800-729-0088. Como solicitar restituição não resgatada Caso o contribuinte não retire o dinheiro durante um ano, deverá solicitar novamente o pagamento pelo Portal e-CAC. Para isso, o cidadão deve acessar o menu “Declarações e Demonstrativos”. Em seguida, precisa clicar em “Meu Imposto de Renda” e selecionar a opção “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”. Dessa forma, o contribuinte poderá solicitar o valor que permaneceu disponível e não retirou dentro do prazo. Leia mais | Ministério da Saúde reforça vacinação contra o sarampo Tags: Imposto de Renda, IR 2026, Receita Federal, restituição, economia, dinheiro, Pix, contribuinte, tributos, declaração

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Vacinação contra o sarampo em posto de saúde
Notícias
Carlos Henrique Costa

Ministério da Saúde reforça vacinação contra o sarampo

Campanha Nacional de Multivacinação segue até terça-feira (1º) e inclui doses contra a doença O Ministério da Saúde reforçou o chamado para a população atualizar a caderneta de vacinação contra o sarampo. A orientação ocorre após o registro de novos casos da doença em São Paulo nos últimos meses. Além disso, a Campanha Nacional de Multivacinação segue até a próxima terça-feira (1º). A ação busca verificar a situação vacinal de crianças e adolescentes menores de 15 anos. Durante a campanha, os profissionais também podem aplicar as doses que estiverem pendentes. Entre elas está a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Brasil registra 27 casos em 2026 Até o momento, o Brasil confirmou 27 casos de sarampo ao longo de 2026. Desse total, 24 casos fazem parte de uma cadeia de transmissão ativa iniciada em junho, no estado de São Paulo. Segundo o Ministério da Saúde, 21 casos ocorreram na capital paulista. Outros dois foram registrados em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. Por outro lado, os três casos restantes não têm relação entre si. Dois ocorreram em São Paulo e um foi registrado no Rio de Janeiro. De acordo com a pasta, esses três casos já foram encerrados após 12 semanas sem novos registros associados. Brasil mantém controle da doença Em 2025, o Brasil confirmou 38 casos de sarampo importados ou relacionados à importação. Naquele período, as autoridades controlaram os casos por meio de ações de vigilância epidemiológica e vacinação. Com isso, o Ministério da Saúde afirma que o Brasil continua livre da circulação endêmica do sarampo. Apesar disso, a pasta mantém o alerta diante do aumento de casos registrado em outros países das Américas. Vacina protege contra sarampo O sarampo é uma doença altamente contagiosa. Entretanto, a vacinação oferece uma das principais formas de prevenção. A vacina tríplice viral também protege contra caxumba e rubéola. Para as crianças, o calendário de rotina prevê duas doses. A primeira deve ocorrer aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. Além disso, pessoas de até 29 anos que não receberam a vacina ou não possuem comprovação da imunização devem receber duas doses. Nesse caso, o intervalo mínimo entre as aplicações deve ser de 30 dias. Adultos também devem verificar vacinação Para adultos entre 30 e 59 anos, a recomendação é de uma dose da vacina contra o sarampo. No entanto, as estratégias podem mudar quando existe circulação do vírus em determinada região. Nessas situações, o Ministério da Saúde pode ampliar a vacinação conforme a avaliação epidemiológica. São Paulo tem vacinação ampliada Em São Paulo, as autoridades ampliaram as estratégias de vacinação após a identificação de uma cadeia ativa de transmissão. Por isso, o Ministério da Saúde recomendou reforçar a vacinação nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. Além disso, crianças de 6 a 11 meses devem receber a chamada dose zero em áreas consideradas de maior risco. É importante destacar, porém, que essa dose adicional não substitui as aplicações previstas no calendário regular. Assim, mesmo após receber a dose zero, a criança deve seguir o esquema de rotina aos 12 e 15 meses. Campanha termina na terça-feira Até terça-feira (1º), pais e responsáveis podem procurar os postos de vacinação para verificar a situação vacinal de crianças e adolescentes menores de 15 anos. Dessa forma, a campanha permite identificar doses atrasadas e atualizar a proteção contra diferentes doenças. Por fim, o Ministério da Saúde reforça a importância de manter a caderneta atualizada, principalmente diante da ocorrência de novos casos de sarampo. Leia mais | Quatro pessoas são presas por furto de energia no Ceará Tags: Sarampo, vacinação, Ministério da Saúde, vacina, saúde pública, São Paulo, tríplice viral, multivacinação, crianças, imunização

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Fiscalização contra furto de energia no Ceará
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Carlos Henrique Costa

Quatro pessoas são presas por furto de energia no Ceará

Operações em Barbalha e Maracanaú identificaram ligações irregulares em três casas e uma padaria Quatro pessoas foram presas ou conduzidas à autoridade policial por suspeita de furto de energia elétrica durante operações realizadas na quinta-feira (27), em Barbalha e Maracanaú, no Ceará. Segundo a Enel Ceará, as equipes identificaram irregularidades em três residências e em uma padaria. Além disso, os agentes realizaram as inspeções com apoio das forças de segurança. Três pessoas são presas em Barbalha Em Barbalha, dois homens e uma mulher foram presos em flagrante após equipes identificarem irregularidades em três residências. Os imóveis ficam no bairro Bulandeira. Durante a fiscalização, os técnicos constataram ligações irregulares na rede elétrica. Em seguida, as equipes encaminharam os três suspeitos à autoridade policial. Depois disso, a polícia adotou os procedimentos previstos para o caso. Padaria tinha ligação irregular em Maracanaú Já em Maracanaú, uma inspeção encontrou furto de energia em uma padaria de médio porte. De acordo com a Enel Ceará, o estabelecimento utilizava ramais extras que não passavam pelo sistema de medição. Dessa forma, parte da energia consumida não era registrada pelo equipamento. Além disso, outro dado chamou a atenção das equipes. A unidade consumidora apresentava faturamento zerado desde setembro de 2021. Após a constatação da irregularidade, os agentes conduziram o proprietário da padaria à 5ª Delegacia de Polícia Civil de Maracanaú para prestar esclarecimentos. Enel combate furto de energia De acordo com a distribuidora, as operações fazem parte das ações permanentes da Enel Ceará para combater o furto de energia elétrica no estado. Para identificar possíveis irregularidades, a empresa utiliza análises técnicas e dados de consumo. Além disso, equipes realizam inspeções em campo em diferentes municípios. Ao mesmo tempo, a Enel participa de operações conjuntas com as forças de segurança. Dessa maneira, o trabalho busca identificar ligações clandestinas e outras formas de desvio de energia. Com isso, a distribuidora pretende reduzir os riscos provocados pelas ligações irregulares e melhorar a segurança da rede elétrica. Furto de energia pode causar acidentes Além de configurar crime, o furto de energia pode provocar riscos para moradores, trabalhadores e para o próprio sistema elétrico. Por exemplo, as ligações irregulares podem causar curtos-circuitos, sobrecarga da rede e interrupções no fornecimento. Por esse motivo, a Enel alerta que intervenções clandestinas na rede elétrica também podem provocar acidentes graves. Além dos riscos à segurança, o furto de energia também prejudica o funcionamento adequado da rede. Segundo a legislação, o crime de furto de energia prevê pena de um a oito anos de reclusão. Fiscalização usa análise de dados Para combater as irregularidades, a distribuidora utiliza diferentes ferramentas de fiscalização. Diariamente, técnicos analisam informações relacionadas ao consumo de energia. Quando os dados indicam alguma anormalidade, as equipes podem realizar inspeções no local. Além disso, a empresa mantém operações de fiscalização em diferentes regiões do Ceará. Assim, os técnicos conseguem identificar possíveis desvios e verificar as condições das instalações elétricas. Depois da identificação, as equipes adotam as medidas necessárias para regularizar cada situação. Consumidor também pode denunciar Além do trabalho realizado pelas equipes, a população também pode ajudar no combate ao furto de energia. Para denunciar uma possível irregularidade, o consumidor pode entrar em contato com a Central de Relacionamento da Enel Ceará. O atendimento é gratuito pelo telefone 0800 285 0196 e funciona 24 horas por dia. Dessa forma, qualquer pessoa pode comunicar situações suspeitas e contribuir para a identificação de ligações clandestinas. Por fim, as denúncias ajudam as equipes de fiscalização a localizar irregularidades e prevenir acidentes na rede elétrica. Leia mais | Uso irregular de trios e minitrios lidera denúncias eleitorais no Ceará Tags: Ceará, Barbalha, Maracanaú, furto de energia, energia elétrica, Enel Ceará, Polícia Civil, fiscalização, segurança, ligações clandestinas

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Cascas de laranja usadas na regeneração de floresta tropical
Internacional
Carlos Henrique Costa

Casca de laranja ajuda a regenerar floresta

Resíduos agrícolas aumentaram a biomassa e o sequestro de carbono em área degradada na Costa Rica, segundo pesquisadores O descarte de resíduos agrícolas ajudou a transformar uma área degradada em uma floresta tropical na Costa Rica. Além disso, pesquisadores da Universidade de Princeton descobriram que as cascas de laranja melhoraram o solo e estimularam o crescimento da vegetação. A experiência começou em meados dos anos 1990, quando cerca de mil caminhões despejaram cascas de laranja em uma área degradada de um parque nacional. Com o passar dos anos, os resíduos orgânicos contribuíram para recuperar o solo e favorecer a regeneração da floresta. Como resultado, a região apresentou aumento expressivo da biomassa vegetal. Segundo o estudo, a área que recebeu as cascas registrou aumento de 176% na biomassa acima do solo. Casca de laranja acelera regeneração A pesquisa chamou atenção pela transformação registrada na área degradada. Em 2017, os pesquisadores analisaram o local cerca de 16 anos após o depósito dos resíduos. Na ocasião, a equipe encontrou uma floresta muito mais desenvolvida. A vegetação cobria grande parte do terreno, enquanto árvores e trepadeiras ocupavam áreas que antes apresentavam sinais de degradação. Além do crescimento da vegetação, os cientistas identificaram melhorias na qualidade do solo. Consequentemente, o aumento da biomassa também elevou a quantidade de carbono armazenado pela vegetação. Esse processo pode contribuir para reduzir a concentração de dióxido de carbono na atmosfera. Como surgiu a iniciativa A ideia surgiu a partir do trabalho dos ecologistas Daniel Janzen e Winnie Hallwachs, formados pela Universidade de Princeton em 1976. Durante anos, os dois pesquisadores trabalharam na Área de Conservação Guanacaste (ACG), na Costa Rica. Em 1997, Janzen e Hallwachs apresentaram uma proposta à empresa Del Oro, fabricante de suco de laranja que havia iniciado operações na região. A proposta tinha um objetivo simples. A empresa poderia depositar resíduos de laranja em áreas degradadas para que o material se decompusesse naturalmente. Em contrapartida, a Del Oro doaria parte de suas terras florestais para a área de conservação. Dessa forma, a iniciativa aproximaria a atividade agrícola da recuperação ambiental, sem exigir custos adicionais para o descarte dos resíduos. Disputa interrompe projeto No entanto, a iniciativa durou pouco. Um ano depois da assinatura do acordo, uma empresa concorrente entrou na Justiça contra a Del Oro. A acusação apontava que o descarte dos resíduos poderia causar danos a um parque nacional. A empresa venceu o processo. Por isso, a área onde os pesquisadores haviam depositado as cascas permaneceu sem acompanhamento por aproximadamente 15 anos. Durante esse período, o local praticamente não recebeu interferência humana. Vegetação tomou conta da área Quando os pesquisadores retornaram ao terreno, encontraram uma paisagem completamente diferente. O coautor do estudo, Timothy Treuer, relatou surpresa ao visitar a área depois de tantos anos. Segundo o pesquisador, árvores e trepadeiras haviam tomado conta do local. A vegetação chegou a esconder uma placa de aproximadamente dois metros de comprimento instalada perto da estrada. Da mesma forma, o pesquisador Jonathan Choi, que também participou do estudo, relatou dificuldades para atravessar a região. A vegetação rasteira e as paredes de trepadeiras dificultavam o deslocamento. Por isso, os pesquisadores precisaram abrir caminho para alcançar diferentes pontos do terreno. Solo ficou mais rico Além de analisar a vegetação, a equipe também avaliou amostras do solo para verificar os efeitos das cascas de laranja. Uma parte das amostras foi coletada em 2000 pela pesquisadora Laura Shanks, do Beloit College. Posteriormente, Jonathan Choi realizou outra coleta, em 2014. Os dados mais antigos ainda não haviam sido publicados. Por esse motivo, os pesquisadores combinaram essas informações com os resultados obtidos posteriormente. Embora as equipes tenham utilizado métodos diferentes, os procedimentos permitiram comparar os resultados. Área teve mais árvores e espécies A comparação revelou diferenças importantes entre a região que recebeu as cascas de laranja e áreas próximas que não receberam o material orgânico. O solo da área tratada apresentou maior riqueza de nutrientes. Além disso, os pesquisadores encontraram maior biomassa de árvores, maior diversidade de espécies e maior cobertura do dossel florestal. Dessa maneira, os resultados indicam que os resíduos agrícolas contribuíram para acelerar a regeneração da área degradada. Resíduos também ajudam a armazenar carbono Outro resultado importante está relacionado ao sequestro de carbono. As plantas retiram dióxido de carbono da atmosfera durante a fotossíntese. Em seguida, parte desse carbono permanece armazenada em troncos, galhos, raízes e no próprio solo. Assim, quanto maior o crescimento da floresta, maior tende a ser a quantidade de carbono armazenada na vegetação e no solo. No caso estudado na Costa Rica, a regeneração da vegetação após o uso das cascas de laranja mostra que resíduos agrícolas podem contribuir para projetos de restauração ambiental. Experiência pode inspirar novas pesquisas De modo geral, o caso da Costa Rica mostra que resíduos orgânicos podem ter uma função além do descarte. Quando utilizados de maneira planejada e acompanhados por pesquisas científicas, esses materiais podem contribuir para recuperar áreas degradadas. Além disso, a experiência reforça a possibilidade de aproximar produção agrícola, conservação ambiental e restauração florestal. Por fim, os pesquisadores avaliam que o resultado pode estimular novas investigações sobre o uso de resíduos orgânicos na recuperação de florestas tropicais. Leia também | Justiça suspende festival náutico em Caucaia após denúncia ambiental Tags: Costa Rica, meio ambiente, floresta tropical, casca de laranja, resíduos agrícolas, sustentabilidade, sequestro de carbono, restauração ambiental, biomassa, Princeton

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Uso irregular de trios e minitrios lidera denúncias eleitorais no Ceará
Política
Carlos Henrique Costa

Uso irregular de trios e minitrios lidera denúncias eleitorais no Ceará

TSE registra 361 denúncias de possíveis irregularidades no Ceará; Fortaleza concentra 230 casos O uso irregular de trios e minitrios em campanhas eleitorais lidera as denúncias recebidas pela Justiça Eleitoral no Ceará. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 92 casos relacionados a equipamentos de som foram registrados no Estado desde o início da campanha. O levantamento, consultado na sexta-feira (28), reúne denúncias sobre possíveis descumprimentos das regras eleitorais durante as eleições de 2026. Além dos casos envolvendo trios e minitrios, o TSE contabilizou 90 denúncias relacionadas a irregularidades em vias públicas. Na sequência, aparecem as propagandas na internet, com 62 registros, e os casos envolvendo alto-falantes e amplificadores de som, com 27. Além disso, o levantamento registra 17 denúncias relacionadas à distribuição de material gráfico. O mesmo número aparece nos casos envolvendo o uso irregular de bens públicos e a instalação de outdoors e outdoors eletrônicos. Enquanto isso, as denúncias envolvendo bens particulares chegaram a 11 casos. O uso irregular de adesivos em automóveis teve oito registros. Já a confecção, utilização ou distribuição de brindes somou cinco ocorrências. Ceará soma 361 denúncias de irregularidades eleitorais Ao considerar todos os tipos de ocorrências, o TSE registrou 361 denúncias de possíveis irregularidades eleitorais no Ceará até sexta-feira (28). Em todo o Brasil, o número chegou a aproximadamente 6,4 mil registros no período. Entre os municípios cearenses, Fortaleza lidera o ranking, com 230 acionamentos aos canais de denúncia da Justiça Eleitoral. Em seguida, aparecem Juazeiro do Norte, com 29 registros, e Camocim, com 18. O levantamento também aponta quatro denúncias classificadas como irregularidades não informadas. Além disso, três registros envolvem o envio de mensagens, enquanto duas ocorrências tratam de omissões de informações obrigatórias. Por fim, uma denúncia está relacionada a emissoras de rádio e televisão. O que diz a legislação sobre trios e minitrios A legislação eleitoral estabelece regras específicas para o uso de equipamentos de som durante as campanhas. De acordo com as normas, minitrios e carros de som não podem circular sozinhos pelas cidades para divulgar jingles ou mensagens de candidatos. Os equipamentos precisam acompanhar caminhadas, passeatas ou carreatas. Por outro lado, a legislação não permite o uso de trios elétricos, classificados como veículos com potência superior a 20 mil watts, em carreatas ou passeatas. Nesses casos, os equipamentos podem sonorizar apenas comícios. Além disso, a legislação proíbe a apresentação de artistas em cima de trios ou minitrios durante eventos de campanha. A regra vale tanto para apresentações remuneradas quanto gratuitas. O volume do equipamento também possui limite. O som não pode ultrapassar 80 decibéis, medidos a sete metros de distância do veículo. Horários para circulação dos equipamentos Durante carreatas e passeatas, candidatos podem utilizar equipamentos de som das 8h às 22h. Nos comícios, a legislação permite o uso dos equipamentos das 8h à meia-noite. No entanto, o evento de encerramento da campanha possui uma exceção. Nesse caso, o uso pode se estender até as 2h. Além dos horários, os responsáveis precisam respeitar uma distância mínima de 200 metros de determinados locais. A regra vale para sedes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, quartéis e outros estabelecimentos militares. Hospitais, casas de saúde, escolas, bibliotecas públicas, igrejas e teatros em funcionamento também entram na restrição. Multa pode chegar a R$ 15 mil O descumprimento das regras pode caracterizar propaganda eleitoral irregular. Nesse caso, a Justiça Eleitoral pode aplicar multas de R$ 5 mil a R$ 15 mil, além de determinar a interrupção do uso do equipamento e a apreensão do veículo, conforme a situação. Por isso, candidatos, partidos e responsáveis por eventos precisam observar as regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral durante a campanha. Como denunciar irregularidades eleitorais Os eleitores podem denunciar possíveis irregularidades por diferentes canais da Justiça Eleitoral. Uma das opções é procurar o cartório da Zona Eleitoral responsável pela região. Em situações que envolvam crime eleitoral em flagrante, a orientação é acionar a polícia. Além disso, o TSE disponibiliza o aplicativo Pardal. A ferramenta permite encaminhar denúncias sobre possíveis irregularidades em propagandas eleitorais. O eleitor pode fazer o registro diretamente pelo celular. Depois disso, a denúncia segue para as unidades regionais da Justiça Eleitoral. Leia também | Justiça suspende festival náutico em Caucaia após denúncia ambiental Tags: Eleições 2026, Ceará, Justiça Eleitoral, TSE, propaganda eleitoral, denúncias eleitorais, trios elétricos, minitrios, campanhas eleitorais, política, Fortaleza

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Justiça suspende festival náutico em Caucaia
Notícias
Carlos Henrique Costa

Justiça suspende festival náutico em Caucaia após denúncia ambiental

Decisão impede realização do Lago Nautic Festival neste sábado (29) até que organizadores comprovem autorização ambiental para uso da APA do Lagamar do Cauípe A Justiça do Ceará determinou a suspensão imediata do Lago Nautic Festival – Wind Experience – Cauípe 2026, previsto para este sábado (29), em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (28) pela Vara Estadual do Meio Ambiente (VEMA), do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE). A medida atende a uma ação apresentada pela Defensoria Pública do Estado. Segundo a decisão, o evento não apresentou autorização ambiental específica da Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Ceará (Sema) para utilizar a Área de Proteção Ambiental (APA) do Lagamar do Cauípe. Festival é suspenso pela Justiça O juiz Edson Feitosa dos Santos Filho determinou que a SPE Pitombeira Empreendimentos Imobiliários Ltda. e a Federação de Vela e Motor do Estado do Ceará (FVMEC) não realizem, promovam, organizem, sediem ou apoiem atividades esportivas náuticas relacionadas ao festival dentro da APA. A suspensão permanecerá até que os responsáveis comprovem no processo a obtenção de autorização expressa e específica da Sema, conforme as regras do Plano de Manejo da unidade de conservação. Além disso, em caso de descumprimento, cada uma das partes poderá receber multa de R$ 50 mil. A Justiça também poderá aumentar o valor e adotar outras medidas coercitivas. Evento não tinha autorização ambiental estadual De acordo com a ação da Defensoria Pública, o local escolhido para o festival está integralmente dentro da APA do Lagamar do Cauípe. A unidade de conservação estadual foi criada em 1998. O Plano de Manejo da área, aprovado pela Portaria Sema nº 01/2023, estabelece a necessidade de autorização da gestão da unidade para eventos esportivos, incluindo atividades como kitesurfe. Além disso, a autorização deve considerar os possíveis impactos negativos da atividade. A Defensoria também apontou que o Instituto do Meio Ambiente de Caucaia (IMAC) havia informado que não poderia autorizar o evento sem uma manifestação prévia da Sema. Conforme a decisão judicial, o procedimento apresentado à secretaria estadual ainda estava em andamento quando o festival se aproximava. Capitania dos Portos emitiu “Nada a Opor” Outro ponto analisado pela Justiça foi uma declaração de “Nada a Opor” emitida pela Capitania dos Portos do Ceará. No entanto, o juiz entendeu que o documento não substitui a autorização ambiental exigida para a realização do evento. Isso ocorre porque a manifestação da Capitania está relacionada à segurança e ao ordenamento da navegação. Portanto, o documento não comprova a regularidade ambiental de uma atividade realizada dentro de uma área protegida. Da mesma forma, o simples protocolo de um procedimento administrativo no IMAC não foi considerado suficiente para regularizar o festival. Justiça aponta risco de impactos ambientais A decisão também considerou as características previstas para o festival. A programação incluía modalidades como kitesurfe e wing foil, além de embarcações das classes Dingue e Hobie Cat 16. O evento ainda previa circulação de embarcações de apoio, montagem de estruturas nas margens e concentração de atletas e público. Segundo a avaliação judicial, a utilização intensa do corpo hídrico e das margens poderia provocar impactos ambientais, como: Além disso, o magistrado considerou que a proximidade do evento justificava uma ação preventiva. A preocupação está relacionada à possibilidade de danos ambientais de difícil reparação. Denúncias de indígenas Anacé A decisão ocorreu no mesmo dia em que a Associação Indígena do Povo Anacé do Planalto Cauípe denunciou ao O POVO supostos crimes ambientais, violações de direitos indígenas e impactos sobre o Território Sagrado Anacé Kauype. Entre as denúncias apresentadas pela entidade estão o desmatamento, a derrubada de carnaúbas e o bloqueio do acesso tradicional da comunidade ao Rio Cauípe. Apesar da suspensão, a decisão judicial prevê a possibilidade de reversão da medida caso as exigências ambientais sejam cumpridas posteriormente. Enquanto isso, o festival permanece impedido de realizar atividades na APA do Lagamar do Cauípe. Leia mais | Fortaleza é acionado na CNRD por dívida ligada a Kayzer Tags: Caucaia, Festival Náutico, Lago Nautic Festival, Cauípe, Lagamar do Cauípe, Sema, TJCE, Defensoria Pública, Meio Ambiente, Anacé, Ceará

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