Agência determinou apreensão de produtos das marcas Newfit, Shark Pro e Mounja Gummy por irregularidades
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a fabricação, a venda e o uso de suplementos alimentares das A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a fabricação, a venda e o uso de suplementos alimentares das marcas Newfit, Shark Pro e Mounja Gummy. A decisão ocorreu depois que a Agência identificou substâncias irregulares e falhas nos processos de fabricação.
As medidas constam nas resoluções 3.242/2026 e 3.244/2026, publicadas no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (17). Além da proibição, a Anvisa determinou a apreensão dos produtos e suspendeu a importação, a distribuição e a divulgação.
Newfit tinha substâncias não declaradas
No caso dos produtos da Newfit, um teste realizado pelo Laboratório de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) identificou três substâncias que não apareciam na rotulagem: sibutramina, fluoxetina e furosemida.
Por causa dessa irregularidade, a Anvisa determinou a apreensão dos produtos e proibiu a fabricação, a comercialização, a distribuição, a importação, a divulgação e o uso.
Além disso, a presença de substâncias não declaradas aumenta a preocupação com a segurança dos consumidores, já que o rótulo não informa todos os componentes encontrados na análise.
Shark Pro apresentou falhas na fabricação
Uma inspeção realizada pela Vigilância Sanitária Municipal de Capivari, em São Paulo, encontrou falhas graves no processo de fabricação do suplemento Shark Pro.
Durante a fiscalização, os agentes identificaram problemas no controle de qualidade, no armazenamento de matérias-primas e na manutenção dos equipamentos. A inspeção também apontou falhas na regularização de alguns produtos.
Entre as irregularidades encontradas estão:
- falta de controle de qualidade da matéria-prima;
- armazenamento inadequado da matéria-prima;
- ausência de registros de manutenção preventiva dos equipamentos;
- falta de estudos de estabilidade dos suplementos alimentares;
- ausência de regularização de alguns suplementos alimentares.
Diante dos problemas encontrados, a Anvisa determinou a apreensão dos produtos e proibiu a fabricação, a venda, a distribuição, a importação, a divulgação e o uso.
Mounja Gummy não tinha regularização
Já no caso do Mounja Gummy, a Anvisa informou que o produto não possui registro, notificação ou cadastro na Agência.
Por isso, o órgão determinou a apreensão do produto e proibiu sua fabricação, importação, distribuição, divulgação, comercialização e uso.
A Anvisa recomenda que os consumidores verifiquem a regularização de suplementos antes de comprar ou utilizar esses produtos. Para isso, a Agência disponibiliza ferramentas de consulta em seus canais oficiais.
Anvisa também apreende medicamento falsificado
Além dos suplementos, a decisão da Anvisa também determinou a apreensão do lote 10008808 do medicamento Trodelvy, classificado pela Agência como falsificado.
Segundo a Anvisa, a Gilead Sciences Farmacêutica do Brasil Ltda., empresa responsável pelo registro do medicamento, informou que não reconhece o lote.
Dessa forma, a Agência determinou a apreensão do produto e proibiu sua comercialização, distribuição, importação e uso.
Consumidores devem ficar atentos
Diante das medidas, consumidores que tenham algum dos produtos atingidos pelas determinações da Anvisa devem interromper o uso e verificar as orientações do órgão.
Além disso, a Agência recomenda que os consumidores consultem a situação de suplementos e medicamentos antes da compra. Essa medida ajuda a identificar produtos sem regularização ou que estejam envolvidos em alertas sanitários.
Por fim, a Anvisa mantém canais oficiais para consulta de produtos irregulares e comunicados relacionados à segurança sanitária.
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