Rapadura Digital
Folhas de murici usadas no desenvolvimento de fitoterápico pela Uece e Unifor
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Carlos Henrique Costa

Cearenses produzem remédio à base de murici com potencial contra inflamações ligadas ao câncer

Patente registrada pela Uece e Unifor utiliza extrato das folhas da planta nativa da Caatinga Uma planta já conhecida pelos saberes tradicionais de povos indígenas do litoral cearense pode virar um novo fitoterápico. Pesquisadores da Universidade Estadual do Ceará (Uece) e da Universidade de Fortaleza (Unifor) desenvolveram uma composição a partir das folhas do murici (Byrsonima crassifolia). Além disso, a equipe já registrou a patente da tecnologia. O objetivo inicial é tratar dor abdominal e inflamação gastrointestinal. Segundo os estudos, o extrato apresenta ação anti-inflamatória, analgésica e antioxidante. Os pesquisadores também realizaram testes pré-clínicos com peixes-zebra (Danio rerio) e identificaram baixa toxicidade. Essa espécie é amplamente usada em pesquisas biomédicas por apresentar semelhanças fisiológicas com o corpo humano. Um mecanismo de ação diferente Segundo o professor e pós-doutorando do Laboratório de Química de Produtos Naturais (LQPN) da Uece, Lucas Frota, o principal diferencial da tecnologia está na forma como ela age. Muitos medicamentos tradicionais buscam proteger a mucosa do estômago para tratar a inflamação. Já o composto derivado do murici segue outro caminho: ele combate diretamente os estresses bacterianos que causam a dor, uma via ainda pouco explorada pela ciência. Além disso, Frota destaca um ponto importante sobre segurança. Até agora, os estudos pré-clínicos não identificaram efeitos adversos relevantes. O material também não apresenta potencial de causar dependência. Um só composto para dor e inflamação A tecnologia atua de forma dupla: sobre a dor e sobre o processo inflamatório provocado por bactérias no trato gastrointestinal. Assim, ela se diferencia de medicamentos que tratam apenas um desses dois problemas isoladamente. Um achado chamou especial atenção da equipe: as folhas do murici contêm um composto com atividade semelhante à da morfina. Porém, Frota faz questão de esclarecer que isso não significa que a planta possa substituir o medicamento. Segundo ele, o achado evidencia o potencial farmacológico da espécie e reforça o valor de se investigar uma planta nativa da Caatinga, com possíveis ganhos sociais e econômicos para a região. O foco atual da patente é o tratamento de doenças gastrointestinais. Ainda assim, a equipe acredita que a tecnologia pode abrir caminho para pesquisas sobre outras doenças ligadas à inflamação crônica. Segundo Frota, processos inflamatórios persistentes estão relacionados ao desenvolvimento de diferentes enfermidades, incluindo problemas articulares, alguns tipos de câncer e doenças neurológicas, como o Alzheimer. A origem da pesquisa: saberes do povo Tremembé A investigação sobre o potencial farmacológico do murici nasceu de um contato específico: a aproximação da equipe com o povo indígena Tremembé da Barra do Mundaú, em Itapipoca. Todos os anos, a comunidade realiza a tradicional Festa do Murici e do Batiputá, celebração que marca a colheita dos frutos e reforça a relação da planta com a alimentação, a cultura e os saberes ancestrais do povo Tremembé. Foi a partir dessa aproximação que os pesquisadores perceberam uma lacuna. O fruto do murici já era amplamente utilizado pela comunidade, mas pouco se sabia sobre o potencial de outras partes da planta, como as folhas e a casca. Essa constatação, somada à parceria construída com a aldeia, deu origem à linha de pesquisa que resultou na patente. Para Frota, a descoberta também reforça o potencial científico da biodiversidade nordestina. Segundo ele, as condições extremas da Caatinga levam muitas espécies a desenvolver compostos químicos de defesa contra o calor, a seca e outros fatores ambientais. Essas substâncias, por sua vez, podem apresentar aplicações farmacológicas. Próximos passos da pesquisa Os estudos para o desenvolvimento do fitoterápico estão em andamento desde fevereiro de 2025. Atualmente, a equipe trabalha em três frentes: a padronização das dosagens, a caracterização química do extrato e as demais etapas pré-clínicas exigidas para o avanço da tecnologia. Os testes em peixes-zebra representam apenas a primeira fase da pesquisa. Depois, a expectativa é avançar para experimentos em outros modelos animais. Só então a equipe pretende iniciar os ensaios clínicos em seres humanos, etapa em que vai avaliar a eficácia e as possíveis reações adversas do composto. Ainda restam etapas regulatórias importantes. Mesmo assim, Frota mantém o otimismo quanto ao tempo até a chegada do produto ao mercado. Segundo ele, por se tratar de um fitoterápico — e não de um medicamento sintético, que costuma levar entre 10 e 15 anos para ser aprovado —, o processo tende a ser mais rápido, podendo ficar próximo de dois anos. Leia mais | Operação na Feira da Parangaba apreende mais de 200 animais silvestres; multa ultrapassa R$ 300 mil Tags: Uece, Unifor, murici, fitoterápico, Caatinga, Lucas Frota, povo Tremembé, pesquisa científica, inflamação, biodiversidade nordestina

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Animais silvestres apreendidos pelo BPMA na Feira da Parangaba, em Fortaleza
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Carlos Henrique Costa

Operação na Feira da Parangaba apreende mais de 200 animais silvestres; multa ultrapassa R$ 300 mil

Policiais militares constataram a manutenção e a comercialização irregular de animais silvestres, além de maus-tratos Neste domingo, 9 de agosto, uma operação combateu o comércio irregular de fauna silvestre na feira livre da Parangaba, em Fortaleza. Ao final da ação, os policiais apreenderam 205 animais. Além disso, aplicaram multa de R$ 329.600 a quatro envolvidos. Eles autuaram o grupo por manter os animais em cativeiro sem autorização do órgão ambiental competente e por maus-tratos. Durante as fiscalizações, os policiais militares constataram dois problemas principais. Primeiro, a manutenção irregular dos animais. Segundo, a comercialização irregular deles. Além disso, os agentes identificaram diversas situações de maus-tratos. Entre elas, destacam-se a superlotação, as condições inadequadas de higiene, a falta de alimentação, os ferimentos e a restrição de movimentação dos espécimes. O que a polícia apreendeu Ao todo, a operação resultou na apreensão de 205 animais silvestres. Entre eles, os policiais encontraram 40 periquitos-do-sertão, 65 galos-de-campina e 11 papa-capins. A lista ainda inclui outras espécies da fauna brasileira. Como aconteceu a ação A operação integrou a chamada Operação Bioma. Para executá-la, duas equipes atuaram em conjunto: o Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) e o Policiamento Ostensivo Geral (POG) do 6º Batalhão de Polícia Militar (6º BPM). Depois da apreensão, os agentes encaminharam os animais ao Instituto Pró-Silvestre. Lá, eles vão passar por um processo de reabilitação. Só depois disso, a equipe vai soltá-los em seu habitat natural. Leia mais | Prêmio de R$ 150 milhões da Mega-Sena pode render mais de R$ 1 milhão por mês; veja simulações Tags: Feira da Parangaba, Operação Bioma, BPMA, animais silvestres, maus-tratos, tráfico de fauna, Fortaleza, Instituto Pró-Silvestre, meio ambiente

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Volante da Mega-Sena com prêmio de R$ 150 milhões em jogo
Economia
Carlos Henrique Costa

Prêmio de R$ 150 milhões da Mega-Sena pode render mais de R$ 1 milhão por mês; veja simulações

Sorteio do concurso 3.038 acontece na noite desta quinta-feira (6) A Caixa Econômica Federal realiza, na noite desta quinta-feira, 6 de agosto, o sorteio do concurso 3.038 da Mega-Sena. O prêmio está estimado em R$ 150 milhões. Imagine aplicar esse valor por um ano em investimentos como poupança, LCI, LCA ou Tesouro Direto. Nesse cenário, o rendimento mensal ultrapassaria R$ 1 milhão. Em alguns casos, poderia até chegar a R$ 1,5 milhão. Por isso, o Diário do Nordeste simulou alguns desses cenários. Poupança Na poupança, o valor acumulado de rendimentos após um ano seria de R$ 12.580.364,27. O cálculo é da calculadora de investimentos do Valor Econômico. Isso equivale, em média, a R$ 1.048.363 por mês. Vale destacar um detalhe importante: a poupança não tem cobrança de Imposto de Renda. Assim, esse rendimento fica preservado por completo. Tesouro Selic Já no Tesouro Selic, o cenário muda um pouco. A rentabilidade bruta é de 14,15%, mas cai para 11,45% líquidos após a cobrança de Imposto de Renda. Mesmo assim, o prêmio renderia R$ 17.168.175 ao longo do ano. Isso representa uma média mensal de R$ 1.430.681,25, também segundo a calculadora do Valor Econômico. Leia mais | Sistema Fecomércio fortalece candidatura da Chapada do Araripe à Unesco em encontro com ministro do Meio Ambiente Tags: Mega-Sena, concurso 3.038, Caixa Econômica Federal, poupança, Tesouro Selic, investimentos, prêmio milionário, loteria

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Luiz Fernando Bittencourt e o ministro João Paulo Capobianco no Museu Lavida, em Santana do Cariri
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Carlos Henrique Costa

Sistema Fecomércio fortalece candidatura da Chapada do Araripe à Unesco em encontro com ministro do Meio Ambiente

Reunião aconteceu no Museu Lavida, em Santana do Cariri, e discutiu ações para o reconhecimento da região como Patrimônio da Humanidade O presidente do Sistema Fecomércio Ceará, Luiz Fernando Bittencourt, participou de um encontro com o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco. O encontro aconteceu nesta quarta-feira, 5 de agosto, no Museu Lavida, em Santana do Cariri. A agenda teve um objetivo claro: fortalecer a campanha pelo reconhecimento da Chapada do Araripe como Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Durante a programação, o ministro também visitou outros dois espaços ligados à preservação cultural da região: a Fundação Casa Grande e o Museu Escola de Agrofloresta do Mestre Zé Artur. Museus Orgânicos como estratégia para a candidatura Na ocasião, Luiz Fernando Bittencourt apresentou ao ministro os Museus Orgânicos. Trata-se de um projeto pioneiro do Sistema Fecomércio Ceará, desenvolvido pelo Sesc em parceria com a Fundação Casa Grande. Segundo ele, os museus preservam a memória, os saberes e os modos de vida das comunidades. Por isso, também funcionam como instrumentos para reforçar a candidatura da Chapada do Araripe ao título da Unesco. O Lavida é o primeiro Museu Orgânico da Agricultura Familiar da Chapada do Araripe. O espaço fica instalado em uma propriedade rural e transforma o modo de vida das famílias do campo em patrimônio. Assim, ele preserva memórias, saberes e a relação das comunidades com o território. Ministro destaca potencial da região Durante o encontro, Capobianco destacou a importância de ampliar a mobilização em torno da proteção e da valorização do patrimônio cultural e ambiental da Chapada do Araripe. Para o ministro, o eventual reconhecimento da região pela Unesco pode trazer mais um benefício: impulsionar o desenvolvimento local. Segundo ele, isso geraria oportunidades a partir da biodiversidade e da riqueza cultural da Chapada. Tags: Chapada do Araripe, Unesco, Sistema Fecomércio, Luiz Fernando Bittencourt, João Paulo Capobianco, Santana do Cariri, Museus Orgânicos, Fundação Casa Grande, patrimônio cultural Leia mais | Política: Priscila Costa renuncia ao mandato na Câmara de Fortaleza para assumir vaga como deputada federal

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Priscila Costa durante sessão na Câmara dos Deputados
Política
Carlos Henrique Costa

Política: Priscila Costa renuncia ao mandato na Câmara de Fortaleza para assumir vaga como deputada federal

Documento foi protocolado pela parlamentar nesta quinta-feira, 6 de agosto A vereadora Priscila Costa (PL) formalizou, nesta quinta-feira, 6 de agosto, seu pedido de renúncia à vaga que ocupa na Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor). Ela comunicou o pedido ao plenário durante sessão extraordinária. << SIGA O INSTAGRAM DO RAPADURA DIGITAL>> Priscila foi a parlamentar mais bem votada da capital cearense na eleição de 2024. Agora, ela deve tomar posse como deputada federal. Isso acontece por causa de uma decisão da Justiça Eleitoral, que recontou os votos do último pleito para a Câmara dos Deputados. Segundo o protocolo apresentado pela vereadora, a renúncia é necessária para viabilizar a posse regular e o pleno exercício do mandato federal. Afinal, a Constituição Federal veda o acúmulo de mandatos eletivos. Como Priscila chegou à vaga federal A Justiça proferiu a decisão que garantiu a Priscila a vaga na Câmara dos Deputados no fim de maio. Na ocasião, o Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) recontou os votos para deputado federal nas eleições de 2022. Com o novo resultado, Priscila, até então suplente, passou a ser titular do mandato. O caso Heitor Freire Dias antes, em 21 de maio, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já havia determinado a retotalização. Isso porque a Corte anulou os votos de Heitor Freire, então suplente de deputado federal pelo União Brasil. Atualmente, o ex-parlamentar está filiado ao Podemos. A Justiça o condenou por captação e gastos ilícitos de recursos de campanha. Como Freire integrava os quadros do União Brasil como suplente, a anulação dos seus votos provocou a recontagem de toda a chapa do partido. Com isso, a deputada Dayany Bittencourt (União) perdeu o mandato. Apesar da decisão do TSE em maio, a Câmara dos Deputados só oficializou a perda de mandato de Dayany em 9 de julho. A Mesa Diretora emitiu o documento, e o presidente da Casa, deputado federal Hugo Motta (Republicanos), assinou o texto. Leia mais | Câmara de Fortaleza retoma trabalhos do 2º semestre legislativo com discurso de Evandro Leitão sobre gestão compartilhada Tags:Priscila Costa, Câmara de Fortaleza, CMFor, deputada federal, TRE-CE, Heitor Freire, Dayany Bittencourt, PL, União Brasil, Hugo Motta

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Agentes da Polícia Civil do Distrito Federal durante a Operação Rede Interrompida
Política
Carlos Henrique Costa

Polícia Civil do DF deflagra operação contra grupo suspeito de planejar ataque durante debate presidencial

Operação Rede Interrompida cumpriu mandados em cinco estados nesta terça-feira, 4 de agosto A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, nesta terça-feira, 4 de agosto, a Operação Rede Interrompida. A ação mira um grupo suspeito de planejar um ataque com explosivos em um prédio que sediaria um debate presidencial durante o período eleitoral deste ano no Brasil. As investigações começaram a partir de um relatório do CiberLab, o Laboratório de Operações Cibernéticas da corporação. Segundo a apuração, comunicações interceptadas indicavam que o grupo fazia referências a ações planejadas para o período eleitoral, incluindo seleção de alvos, recrutamento em outros estados e planejamento de invasões a edificações. O que a investigação identificou De acordo com os investigadores, as conversas analisadas mencionavam ações voltadas a prédios em Brasília. Entre os temas discutidos pelo grupo estavam invasão de edificações, formação tática, análise de mapas e compartilhamento de plantas arquitetônicas e modelos tridimensionais de prédios. A polícia também identificou que os investigados compartilhavam entre si materiais relacionados à fabricação de artefatos explosivos. Agora, a apuração busca entender o grau de organização do grupo, sua capacidade operacional e uma possível ligação com ideologias extremistas. Mandados cumpridos em cinco estados Durante a operação, a Polícia Civil cumpriu oito mandados de busca e apreensão em cinco estados: São Paulo, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O objetivo das diligências foi recolher equipamentos, documentos, dispositivos eletrônicos e outros materiais que ajudem a esclarecer a atuação do grupo. Armas e símbolos extremistas apreendidos Nos endereços alvo dos mandados, os investigadores encontraram armas de fogo, facas e canivetes. Também foram apreendidas anotações com referências ao nazismo e a grupos extremistas de caráter racista, além de um item semelhante a um chapéu usado pela Ku Klux Klan, organização supremacista branca fundada nos Estados Unidos. Todo o material apreendido passará por perícia, com o objetivo de apurar possíveis crimes e mapear as conexões entre os integrantes do grupo investigado. Papel do CiberLab na apuração A investigação nasceu a partir de informações reunidas pelo CiberLab, estrutura da PCDF voltada ao monitoramento e ao apoio em operações cibernéticas. Segundo a corporação, a atuação do laboratório foi determinante para identificar as comunicações suspeitas e apontar possíveis ameaças ligadas ao período eleitoral. A partir desse relatório, a Polícia Civil aprofundou a apuração e solicitou as medidas judiciais cumpridas nesta terça-feira. Ameaça em meio ao calendário eleitoral O caso chama atenção por envolver supostas ações planejadas justamente para o período de debates presidenciais — momentos de grande visibilidade pública, que reúnem autoridades, equipes de campanha, imprensa e convidados. A apuração segue em andamento para esclarecer se o plano chegou a ter etapas concretas de execução e qual seria a participação de cada um dos investigados. Leia mais | Eduardo Girão será candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema Tags: PCDF, Operação Rede Interrompida, CiberLab, eleições 2026, debate presidencial, extremismo, segurança pública, Brasília, terrorismo

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Sessão do TRE-CE que julgou o apoio da federação União Progressista a Ciro Gomes
Política
Carlos Henrique Costa

Por 4 a 2, Justiça Eleitoral valida apoio da federação União Progressista a Ciro Gomes

Diretórios estaduais do União Brasil e do Progressistas tentaram anular a convenção estadual da federação O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) confirmou, nesta terça-feira, 4 de agosto, o apoio da federação União Progressista à candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao Governo do Ceará. Com a decisão, Roberto Cláudio (União) e Capitão Wagner (União) seguem como candidatos a vice-governador e a senador, respectivamente. O julgamento durou quase cinco horas. Além disso, teve votação apertada entre os desembargadores eleitorais. Por 4 votos a 2, a Corte rejeitou o pedido de anulação da convenção estadual. Assim, manteve a decisão tomada pela Executiva da federação. Dois desembargadores votaram pela anulação da convenção: o relator Wilker Macedo Lima e o desembargador Leonardo Vasconcelos. Já quatro magistrados votaram contra o pedido, mantendo a validade da convenção: Emanuel Leite Albuquerque, José Maximiliano Machado Cavalcanti, Edilberto Oliveira Lima e José Cavalcante Júnior. Como a disputa começou Os diretórios estaduais do União Brasil e do Progressistas apresentaram a ação no dia 27 de junho. A data marcava um dia após o evento que oficializou a federação na oposição. Segundo o argumento central, as convenções estaduais de cada partido já haviam decidido apoiar Elmano de Freitas (PT), individualmente. Por isso, a federação não teria autonomia para declarar apoio a Ciro Gomes. O julgamento estava marcado, a princípio, para 30 de junho. Porém, acabou adiado para esta terça-feira, penúltimo dia do prazo eleitoral para oficializar candidaturas em 2026. Nesta etapa, a Corte analisou apenas o pedido de tutela de urgência. O julgamento de mérito ainda deve ser agendado pelo relator. Os votos pela anulação Wilker Macedo Lima votou pela anulação parcial da convenção. Segundo ele, a direção estadual da federação substituiu a orientação política definida pelos dois partidos por um caminho diferente, não aprovado por nenhuma legenda. Para o relator, isso configura vício de competência, já que as convenções de União Brasil e Progressistas haviam convergido para a coligação com a Federação Brasil da Esperança. Leonardo Vasconcelos acompanhou integralmente esse entendimento. Segundo ele, a própria ata da federação comprovaria que a direção já tinha ciência da vontade política formada pelos dois partidos. Mesmo assim, não teria seguido os procedimentos previstos no estatuto da federação. Os votos pela validade da convenção Emanuel Leite Albuquerque abriu a divergência. Ele reconheceu a validade da deliberação tomada na convenção da União Progressista. Para o desembargador, a decisão da federação decorre da própria autonomia exercida no momento de sua formação, e não de uma imposição externa aos partidos. Nesse entendimento, os partidos federados não poderiam atuar separadamente da estrutura da federação nas diferentes circunscrições eleitorais. José Maximiliano Machado Cavalcanti seguiu linha semelhante. Ele defendeu que, após a formação da federação, os partidos perdem a prerrogativa de manifestar vontade político-eleitoral isoladamente. Assim, passam a se submeter à decisão unificada do bloco. Edilberto Oliveira Lima e José Cavalcante Júnior também acompanharam a divergência. Dessa forma, formaram a maioria que validou o apoio da federação a Ciro Gomes. Sessão quase foi adiada de novo O julgamento já havia sido remarcado de quinta-feira para esta terça. Mesmo assim, quase sofreu um novo adiamento. Antes do início da sessão, a defesa da coligação “Unir para Mudar”, ligada à candidatura de Ciro Gomes, apresentou um pedido de suspeição contra o desembargador Leonardo Vasconcelos. O magistrado negou a suspeição. Ainda assim, chegou a solicitar o prazo regimental de três dias para responder ao pedido. Isso gerou preocupação no Pleno, já que um novo adiamento poderia atrapalhar os prazos eleitorais. Diante disso, o relator Wilker Macedo Lima afirmou que, em caso de novo adiamento, tomaria uma decisão monocrática sobre o pedido de anulação, para evitar prejuízo aos prazos. Pouco depois, o advogado André Xerez, representante da coligação, desistiu do pedido de suspeição. Com isso, o julgamento seguiu normalmente. Antes de entrar no mérito, o Tribunal ainda rejeitou oito preliminares apresentadas na ação. Entenda o caso Na convenção estadual realizada em 26 de junho, a federação União Progressista deliberou pelo apoio a Ciro Gomes. Na ocasião, também definiu as candidaturas de Capitão Wagner ao Senado e de Roberto Cláudio à vice-governança. Além disso, a federação decidiu integrar a coligação “Unir para Mudar” e apoiar a candidatura ao Senado de Alcides Fernandes (PL). Segundo a ação movida por União Brasil e Progressistas, essa composição é totalmente diferente da definida nas convenções individuais dos dois partidos. As atas dessas convenções registraram apoio à coligação com a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB. A ata do Progressistas, inclusive, chega a mencionar explicitamente o apoio a Elmano de Freitas. Reação da federação Capitão Wagner, presidente estadual da federação, classificou o resultado como mais uma etapa superada. Segundo ele, recebeu a decisão com tranquilidade e já esperava alguns votos contrários, mas confiava no desfecho previsto pela legislação. Ele negou, ainda, que a divergência com os dirigentes de União Brasil e Progressistas no Ceará — Moses Rodrigues e AJ Albuquerque, ambos aliados do governador Elmano de Freitas — representasse uma quebra de acordo. Para ele, o ajuizamento da ação foi apenas uma surpresa. Em coletiva de imprensa, Wagner informou que a própria federação acionou o diretório nacional do partido para esclarecer a validade da decisão de apoio a Ciro Gomes. Em resposta, os presidentes nacionais da federação, Antônio Rueda (União) e Ciro Nogueira (Progressistas), reafirmaram por escrito que a Convenção Estadual da União Progressista é a instância competente para definir a posição do partido no Ceará. Segundo eles, as deliberações sobre a chapa majoritária permanecem válidas. Tags: TRE-CE, União Progressista, Ciro Gomes, Capitão Wagner, Roberto Cláudio, eleições 2026, Governo do Ceará, Elmano de Freitas, União Brasil, Progressistas Leia mais | Câmara de Fortaleza retoma trabalhos do 2º semestre legislativo com discurso de Evandro Leitão sobre gestão compartilhada

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Senador Eduardo Girão e o pré-candidato à Presidência Romeu Zema
Política
Carlos Henrique Costa

Eduardo Girão será candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema

Com a mudança, o senador deve desistir da candidatura ao Governo do Ceará O senador Eduardo Girão (Novo) será o candidato a vice-presidente da República na chapa de Romeu Zema. A assessoria do parlamentar confirmou a informação em Brasília nesta segunda-feira, 4 de agosto. O anúncio chega horas antes da convenção do Novo no Ceará. O evento iria oficializar a candidatura de Girão ao Governo do Estado. Até agora, porém, a direção estadual do partido não informou se vai indicar outro nome para a disputa estadual. Segundo a assessoria do senador, Zema e o presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, avaliaram juntos o cenário político nacional. Os dois concluíram que Girão seria a melhor opção para compor a chapa presidencial. O que dizem Zema e a direção do partido Ao justificar a escolha, Zema afirmou que sempre buscou um companheiro de chapa com reputação ilibada. Além disso, destacou a atuação de Girão ao longo de oito anos no Senado. Segundo ele, o senador demonstrou disposição para enfrentar o que classifica como abusos de poder em Brasília. Já Eduardo Ribeiro, presidente nacional do Novo, também elogiou a trajetória do senador cearense. Ele associou Girão à experiência de um mandato parlamentar consistente. Da mesma forma, ligou o nome do senador ao discurso de renovação ética defendido pela dupla. A trajetória de Eduardo Girão Girão disputou sua primeira eleição em 2018. Naquele ano, chegou ao Senado com 1,3 milhão de votos. Desde então, atuou principalmente em defesa de pautas conservadoras. Ao longo do mandato, também fez críticas recorrentes a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ao comentar o convite para a vice-presidência, o senador descreveu a decisão como uma missão pessoal. Segundo ele, pretende levar ao restante do país as bandeiras que diz ter defendido em seus mandatos. Entre elas, cita segurança, prosperidade econômica e o combate a privilégios de setores do poder público. Disputa que dividiu a direita cearense A indicação de Girão para a chapa presidencial ocorre num momento específico. Antes disso, o senador já havia se consolidado como uma das principais referências do campo conservador no Ceará. Aliás, sua pré-candidatura ao Governo do Estado esteve no centro da crise que dividiu a direita cearense durante a formação de alianças para as eleições deste ano. Em março, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) criticou publicamente a aproximação de dirigentes do PL com a pré-candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao Governo do Ceará. Na ocasião, ela visitou o Estado para o ato de pré-candidatura de Girão. Durante o evento, reafirmou apoio ao senador. Além disso, o apresentou como o único pré-candidato alinhado aos valores do eleitorado conservador cearense. Logo após o anúncio da chapa Zema-Girão, o pré-candidato tucano parabenizou publicamente o senador. Leia mais | SINOBRAS conclui modernização de R$ 200 milhões e amplia capacidade produtiva no Pará Tags: Eduardo Girão, Romeu Zema, Novo, eleições 2026, vice-presidência, Governo do Ceará, Senado, direita cearense, Michelle Bolsonaro, Ciro Gomes

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Prefeito Evandro Leitão discursa na abertura do 2º semestre legislativo da Câmara de Fortaleza
Notícias
Carlos Henrique Costa

Câmara de Fortaleza retoma trabalhos do 2º semestre legislativo com discurso de Evandro Leitão sobre gestão compartilhada

Prefeito destacou parceria com a Câmara, o Estado e o Governo Federal durante sessão solene no Plenário Fausto Arruda A Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor) retomou, nesta segunda-feira, 3 de agosto, os trabalhos parlamentares do segundo semestre legislativo de 2026. A sessão solene de abertura aconteceu no Plenário Fausto Arruda, sob a presidência do vereador Leo Couto (PSB), e contou com a presença do prefeito Evandro Leitão (PT). Durante a solenidade, o prefeito entregou ao presidente da Casa o projeto de lei que institui o novo Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) da Guarda Municipal de Fortaleza. Em seguida, Evandro Leitão fez a leitura da mensagem prefeitural, com um balanço das ações da gestão e as perspectivas para o restante do ano. Gestão compartilhada é o destaque do discurso No discurso, Evandro Leitão atribuiu as entregas da Prefeitura ao modelo de gestão adotado por sua administração. Segundo ele, “essas entregas acontecem porque temos uma gestão compartilhada, que dialoga com a iniciativa privada, com a sociedade civil e outras esferas do poder público, como os governos estadual e federal”. O prefeito acrescentou que a relação com o Executivo estadual e com a própria Câmara de Vereadores também tem sido harmônica, e que a maior parte dos projetos da gestão nasce do contato direto com os moradores e de escutar suas demandas. Além disso, o prefeito reforçou que a parceria com o Legislativo municipal tem sido decisiva para transformar as propostas dos vereadores em ações concretas para a cidade. Ele destacou o compromisso permanente de estar presente na rotina dos bairros, ouvindo diretamente a população, e afirmou que essa aproximação, somada à parceria com a Câmara, tem permitido ampliar os serviços, as obras e a qualidade de vida em Fortaleza. Retomada da agenda parlamentar Com a abertura oficial dos trabalhos, a CMFor retoma sua agenda de votações, debates e apreciação de matérias de interesse da população. A primeira sessão ordinária deste novo período legislativo está marcada para esta terça-feira, 4 de agosto, também no Plenário Fausto Arruda, a partir das 9h. Leia mais | SINOBRAS conclui modernização de R$ 200 milhões e amplia capacidade produtiva no Pará Tags: Câmara de Fortaleza, CMFor, Evandro Leitão, Leo Couto, PCCS Guarda Municipal, Plenário Fausto Arruda, gestão compartilhada, política municipal, Fortaleza

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Unidade da SINOBRAS em Marabá após modernização industrial de R$ 200 milhões.
Economia
Carlos Henrique Costa

SINOBRAS conclui modernização de R$ 200 milhões e amplia capacidade produtiva no Pará

Após mais de dois meses de intervenções, a unidade retoma as operações com mais tecnologia, produtividade, segurança e competitividade. A SINOBRAS, siderúrgica do Grupo Aço Cearense instalada em Marabá (PA), concluiu a modernização das operações da aciaria e do lingotamento contínuo após investir R$ 200 milhões na unidade. Com isso, a empresa inicia uma nova fase de crescimento, marcada pelo aumento da capacidade produtiva, maior eficiência operacional e avanços em segurança e qualidade. << SIGA O INSTAGRAM DO RAPADURA DIGITAL>> Além disso, as intervenções foram realizadas ao longo de mais de dois meses de forma planejada, permitindo a retomada das atividades com equipamentos atualizados e tecnologias mais modernas. Dessa forma, a companhia fortalece sua posição no mercado siderúrgico e amplia sua capacidade de atender à demanda do setor. Modernização amplia eficiência e produtividade O projeto contemplou a atualização de equipamentos e a incorporação de novas tecnologias voltadas à otimização dos processos industriais. Como resultado, a aciaria passou a operar com maior estabilidade, confiabilidade e eficiência. Ao mesmo tempo, as melhorias elevaram os padrões de segurança das operações e contribuíram para aprimorar a qualidade dos produtos fabricados pela empresa. Segundo a SINOBRAS, os investimentos também aumentam a competitividade da indústria e reforçam sua estratégia de crescimento sustentável. Investimento fortalece operações industriais O diretor Industrial do Grupo Aço Cearense, Milton Lima, explica que a aciaria é a etapa da siderurgia responsável por transformar ferro-gusa e sucata metálica em aço por meio de processos de refino que ajustam a composição química e a temperatura do material. Já o lingotamento contínuo corresponde à etapa em que o aço líquido é solidificado de forma automatizada em tarugos, que posteriormente seguem para os processos de laminação e fabricação dos produtos finais. “A modernização da aciaria e do lingotamento fortalece a capacidade da SINOBRAS de atender às necessidades do mercado com mais eficiência, qualidade e segurança. Além disso, os investimentos ampliam nossa produtividade e garantem maior estabilidade operacional, permitindo que a empresa continue crescendo de forma sustentável e oferecendo soluções cada vez mais competitivas aos nossos clientes“, destaca Milton Lima. Capacidade produtiva é ampliada Com a modernização, o sistema de lingotamento contínuo teve sua capacidade produtiva ampliada. Agora, a unidade está preparada para produzir tarugos de 160 x 160 milímetros, destinados à Laminação 2 da siderúrgica. Ao mesmo tempo, a empresa mantém a produção do mix de tarugos de 130 x 130 milímetros, utilizados na Laminação 1. Assim, a SINOBRAS amplia sua flexibilidade operacional, melhora o desempenho industrial e fortalece a qualidade dos produtos oferecidos ao mercado. Leia mais | Campeonato de Farmar Aura estreia em Fortaleza com evento inspirado no Homem-Aranha Tags: SINOBRAS, Grupo Aço Cearense, siderurgia, Marabá, Pará, indústria, modernização industrial, aciaria, lingotamento contínuo, investimento, produção de aço, setor siderúrgico

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