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Edson Fachin durante sessão do Supremo Tribunal Federal
Política
Carlos Henrique Costa

Fachin dá 5 dias para Mendonça e Gonet responderem a acusações de Moraes

Presidente do STF determinou prazo para manifestações sobre supostas irregularidades na condução do caso Master O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, deu cinco dias para que o ministro André Mendonça e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentem manifestações sobre supostas irregularidades na condução do caso Master. As irregularidades foram apontadas pelo também ministro do STF Alexandre de Moraes. Para sustentar as acusações, Moraes apresentou um relatório de inteligência da Polícia Federal (PF). No entanto, o documento não apresenta o cabeçalho da instituição nem a assinatura de um delegado, como ocorre normalmente nesse tipo de relatório. Segundo Moraes, Mendonça teria cometido atos que poderiam configurar improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade. Além disso, o ministro afirmou que o colega teria direcionado a investigação do caso Master para atingi-lo. Relatório cita possíveis alvos políticos O relatório apresentado por Moraes sugere que Mendonça poderia estar direcionando as investigações do caso Master para atingir desafetos políticos. Entre os nomes citados no documento estão o próprio Alexandre de Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Entretanto, o próprio relatório ressalva que as afirmações apresentadas representam uma “análise de cenário” e não possuem valor probatório. O documento, considerado apócrifo, foi tornado público pelo Supremo Tribunal Federal. Mensagens aumentaram a crise no STF A crise entre os ministros do Supremo ganhou força nesta semana. O episódio ocorreu depois que André Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal. O documento reúne mensagens enviadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do banco Master, a Alexandre de Moraes. As mensagens foram recuperadas do celular de Vorcaro, que é alvo central da Operação Compliance Zero. A operação investiga suspeitas de fraudes financeiras bilionárias envolvendo o banco Master. Além disso, Mendonça é o relator do caso no Supremo. Contrato de mais de R$ 130 milhões As dezenas de mensagens recuperadas pela Polícia Federal fazem referências a Moraes e Gonet. Entre os conteúdos, há mensagens que sugerem que Moraes teria editado um contrato de mais de R$ 130 milhões firmado entre o banco Master e o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes. Fachin já havia cobrado manifestações Na quinta-feira (3), Fachin já havia determinado que Gonet, Moraes e Mendonça se manifestassem sobre as informações presentes no relatório da Polícia Federal. Na ocasião, o presidente do STF afirmou que levará ao plenário, no momento oportuno, um pedido apresentado pelo procurador-geral da República para anular as investigações supervisionadas por Mendonça. Segundo Fachin, a análise deverá respeitar as garantias constitucionais relacionadas ao devido processo legal, à ampla defesa e ao contraditório. Novo despacho nesta sexta-feira Em novo despacho publicado nesta sexta-feira (4), Fachin determinou que Paulo Gonet também apresente parecer sobre o pedido de investigação contra André Mendonça. Alexandre de Moraes apresentou o pedido na noite de quinta-feira (3). Além disso, Fachin determinou uma mudança na tramitação do documento usado por Moraes para apresentar as acusações contra Mendonça. O presidente do STF ordenou que o material seja retirado do inquérito das Fake News, que é relatado por Moraes, e anexado a uma petição separada. Essa nova petição ficará sob a relatoria de Fachin. Fachin evita antecipar julgamento Ao determinar as providências, Fachin ressaltou que a decisão não representa uma antecipação sobre o mérito das acusações. O ministro afirmou que as medidas servem exclusivamente para instruir o processo. Dessa forma, ainda não há decisão sobre a admissibilidade das acusações, a regularidade do procedimento ou o mérito das imputações. Leia também | Ceará perde 8 bilionários da Forbes em 2026 Tags: STF, Edson Fachin, Alexandre de Moraes, André Mendonça, Paulo Gonet, caso Master, Justiça, Polícia Federal

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Eleitores votam durante as Eleições 2026
Política
Carlos Henrique Costa

Eleições 2026: veja regras para o dia do voto

Primeiro turno ocorre em 4 de outubro; eventual segundo turno será realizado no dia 25 Com a aproximação do primeiro turno das Eleições 2026, marcado para 4 de outubro, muitos eleitores ainda têm dúvidas sobre o que podem ou não fazer no dia da votação. Por isso, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) preparou o Manual do Eleitor. O documento reúne as principais regras e orientações para ajudar os cidadãos a exercer o direito ao voto. O TSE elaborou o manual com base na Resolução nº 23.759, publicada em março deste ano. A norma reúne, em 13 capítulos, regras relacionadas à participação dos eleitores no processo eleitoral. Segundo o TSE, o material apresenta orientações práticas. Entre elas estão a necessidade de apresentar documento oficial com foto e a proibição de levar celular para a cabine de votação. Quando será a votação O primeiro turno das Eleições 2026 ocorrerá em 4 de outubro. Em todo o Brasil, os eleitores poderão votar das 8h às 17h, sempre considerando o horário de Brasília. Caso nenhum candidato consiga a maioria necessária, o segundo turno ocorrerá em 25 de outubro. Nesta eleição, os eleitores escolherão candidatos para diferentes cargos. Na urna, cada eleitor votará para deputado federal, deputado estadual ou distrital, além de dois candidatos ao Senado. Além disso, haverá votação para presidente da República e governador, incluindo os respectivos vice-candidatos. O que é obrigatório O voto é obrigatório para brasileiros a partir dos 18 anos. Por outro lado, jovens de 16 e 17 anos, maiores de 70 anos e pessoas analfabetas podem votar de forma facultativa. No entanto, quem estiver com o título de eleitor cancelado não poderá participar da votação. Para votar, o eleitor também precisa apresentar um documento oficial original com foto. Entre os documentos aceitos estão RG, carteira nacional de habilitação (CNH) e passaporte. Além disso, quem possui título eleitoral regular pode votar mesmo sem ter realizado o cadastro biométrico. Nome social deve ser respeitado Durante a votação, pessoas transgênero têm direito ao reconhecimento de sua identidade de gênero e do nome social no cadastro eleitoral. Dessa forma, o atendimento nos locais de votação deve respeitar as informações registradas na Justiça Eleitoral. Propaganda eleitoral tem restrições O eleitor também precisa ficar atento às regras relacionadas à propaganda. Por exemplo, a legislação proíbe a aplicação de propaganda eleitoral em veículos particulares. Entretanto, existem exceções para adesivos microperfurados instalados em toda a extensão do para-brisa traseiro. Também existem regras específicas para adesivos colocados em outras partes dos veículos, que devem respeitar as dimensões estabelecidas pela legislação eleitoral. Voto em trânsito Eleitores que estiverem fora do domicílio eleitoral podem votar em trânsito em determinadas situações. Nesse caso, a regra vale para capitais e municípios com mais de 100 mil eleitores. Porém, o prazo para solicitar a transferência temporária do local de votação terminou em 20 de agosto. O que é proibido no dia da eleição No dia da votação, o eleitor não pode entrar na cabine com telefone celular ou outros aparelhos eletrônicos. Por isso, o celular deverá ficar em local indicado pelos mesários antes do eleitor entrar na cabine. Por outro lado, o cidadão pode levar um papel com os nomes e números dos candidatos para consultar durante a votação. A chamada boca de urna também é proibida. Além disso, não são permitidas aglomerações de pessoas com roupas padronizadas que caracterizem manifestação coletiva de preferência política. Manifestação individual é permitida Apesar das restrições, o eleitor pode demonstrar sua preferência política de maneira individual e silenciosa. Assim, estão permitidos itens como bandeiras, broches, adesivos e camisetas relacionados ao candidato ou partido de preferência. No entanto, a manifestação não pode se transformar em propaganda coletiva ou boca de urna. Transporte e alimentação em troca de voto Candidatos e partidos políticos não podem oferecer transporte ou refeições aos eleitores em troca de votos. Dessa maneira, qualquer tentativa de utilizar benefícios para influenciar o voto pode configurar irregularidade eleitoral. Pessoas com deficiência têm direitos Além disso, pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida podem receber ajuda durante a votação. O eleitor pode escolher uma pessoa de sua confiança para auxiliá-lo no momento de votar. Da mesma forma, pessoas que utilizam cão-guia podem entrar na cabine acompanhadas do animal. Eleitores indígenas A Justiça Eleitoral também assegura o direito ao voto dos eleitores indígenas. Nesse sentido, o eleitor indígena pode votar independentemente de falar ou não a língua portuguesa. Além disso, ele pode se expressar em sua língua materna durante o atendimento eleitoral. Horário de fechamento dos locais Os portões dos locais de votação serão fechados às 17h, sempre pelo horário de Brasília. A partir desse momento, apenas os eleitores que já estiverem na fila poderão votar. Portanto, quem ainda estiver a caminho do local de votação após o fechamento dos portões não poderá entrar para votar. Como justificar a ausência Quem tem obrigação de votar e não comparecer precisa justificar a ausência. No caso do primeiro turno, o eleitor terá até 3 de dezembro de 2026 para apresentar a justificativa. Já se a ausência ocorrer no segundo turno, o prazo termina em 8 de janeiro de 2027. A justificativa pode ser apresentada pela internet, pelo aplicativo e-Título ou diretamente no cartório eleitoral. Dessa forma, o eleitor deve ficar atento aos prazos para evitar pendências com a Justiça Eleitoral. Leia mais | Receita paga, nesta segunda, último lote do IR 2026 Tags: Eleições 2026, eleições, TSE, votação, Justiça Eleitoral, política, voto, primeiro turno, segundo turno, eleitor

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Uso irregular de trios e minitrios lidera denúncias eleitorais no Ceará
Política
Carlos Henrique Costa

Uso irregular de trios e minitrios lidera denúncias eleitorais no Ceará

TSE registra 361 denúncias de possíveis irregularidades no Ceará; Fortaleza concentra 230 casos O uso irregular de trios e minitrios em campanhas eleitorais lidera as denúncias recebidas pela Justiça Eleitoral no Ceará. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 92 casos relacionados a equipamentos de som foram registrados no Estado desde o início da campanha. O levantamento, consultado na sexta-feira (28), reúne denúncias sobre possíveis descumprimentos das regras eleitorais durante as eleições de 2026. Além dos casos envolvendo trios e minitrios, o TSE contabilizou 90 denúncias relacionadas a irregularidades em vias públicas. Na sequência, aparecem as propagandas na internet, com 62 registros, e os casos envolvendo alto-falantes e amplificadores de som, com 27. Além disso, o levantamento registra 17 denúncias relacionadas à distribuição de material gráfico. O mesmo número aparece nos casos envolvendo o uso irregular de bens públicos e a instalação de outdoors e outdoors eletrônicos. Enquanto isso, as denúncias envolvendo bens particulares chegaram a 11 casos. O uso irregular de adesivos em automóveis teve oito registros. Já a confecção, utilização ou distribuição de brindes somou cinco ocorrências. Ceará soma 361 denúncias de irregularidades eleitorais Ao considerar todos os tipos de ocorrências, o TSE registrou 361 denúncias de possíveis irregularidades eleitorais no Ceará até sexta-feira (28). Em todo o Brasil, o número chegou a aproximadamente 6,4 mil registros no período. Entre os municípios cearenses, Fortaleza lidera o ranking, com 230 acionamentos aos canais de denúncia da Justiça Eleitoral. Em seguida, aparecem Juazeiro do Norte, com 29 registros, e Camocim, com 18. O levantamento também aponta quatro denúncias classificadas como irregularidades não informadas. Além disso, três registros envolvem o envio de mensagens, enquanto duas ocorrências tratam de omissões de informações obrigatórias. Por fim, uma denúncia está relacionada a emissoras de rádio e televisão. O que diz a legislação sobre trios e minitrios A legislação eleitoral estabelece regras específicas para o uso de equipamentos de som durante as campanhas. De acordo com as normas, minitrios e carros de som não podem circular sozinhos pelas cidades para divulgar jingles ou mensagens de candidatos. Os equipamentos precisam acompanhar caminhadas, passeatas ou carreatas. Por outro lado, a legislação não permite o uso de trios elétricos, classificados como veículos com potência superior a 20 mil watts, em carreatas ou passeatas. Nesses casos, os equipamentos podem sonorizar apenas comícios. Além disso, a legislação proíbe a apresentação de artistas em cima de trios ou minitrios durante eventos de campanha. A regra vale tanto para apresentações remuneradas quanto gratuitas. O volume do equipamento também possui limite. O som não pode ultrapassar 80 decibéis, medidos a sete metros de distância do veículo. Horários para circulação dos equipamentos Durante carreatas e passeatas, candidatos podem utilizar equipamentos de som das 8h às 22h. Nos comícios, a legislação permite o uso dos equipamentos das 8h à meia-noite. No entanto, o evento de encerramento da campanha possui uma exceção. Nesse caso, o uso pode se estender até as 2h. Além dos horários, os responsáveis precisam respeitar uma distância mínima de 200 metros de determinados locais. A regra vale para sedes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, quartéis e outros estabelecimentos militares. Hospitais, casas de saúde, escolas, bibliotecas públicas, igrejas e teatros em funcionamento também entram na restrição. Multa pode chegar a R$ 15 mil O descumprimento das regras pode caracterizar propaganda eleitoral irregular. Nesse caso, a Justiça Eleitoral pode aplicar multas de R$ 5 mil a R$ 15 mil, além de determinar a interrupção do uso do equipamento e a apreensão do veículo, conforme a situação. Por isso, candidatos, partidos e responsáveis por eventos precisam observar as regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral durante a campanha. Como denunciar irregularidades eleitorais Os eleitores podem denunciar possíveis irregularidades por diferentes canais da Justiça Eleitoral. Uma das opções é procurar o cartório da Zona Eleitoral responsável pela região. Em situações que envolvam crime eleitoral em flagrante, a orientação é acionar a polícia. Além disso, o TSE disponibiliza o aplicativo Pardal. A ferramenta permite encaminhar denúncias sobre possíveis irregularidades em propagandas eleitorais. O eleitor pode fazer o registro diretamente pelo celular. Depois disso, a denúncia segue para as unidades regionais da Justiça Eleitoral. Leia também | Justiça suspende festival náutico em Caucaia após denúncia ambiental Tags: Eleições 2026, Ceará, Justiça Eleitoral, TSE, propaganda eleitoral, denúncias eleitorais, trios elétricos, minitrios, campanhas eleitorais, política, Fortaleza

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TSE lança campanha Eleições 2026 Coisa de Pele para incentivar o voto
Política
Carlos Henrique Costa

Eleições: TSE lança campanha para incentivar voto

“Eleições 2026 – Coisa de Pele” usa música e diversidade para estimular a participação dos eleitores O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou nesta segunda-feira (17) a campanha “Eleições 2026 – Coisa de Pele”, criada para estimular a participação dos eleitores nas eleições de outubro. A iniciativa busca reforçar a importância do voto e apresentar informações para ajudar o eleitor durante o processo eleitoral. Durante o lançamento, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que a campanha pretende colocar o eleitor no centro do processo democrático. Segundo o ministro, a proposta é mostrar que a democracia não representa apenas um conceito abstrato. Além disso, a campanha busca destacar que a participação popular ajuda a manter a democracia ativa. Campanha usa música e diversidade O nome da campanha faz referência à música “Coisa de Pele”, de Jorge Aragão. A partir dessa inspiração, o TSE desenvolveu uma série de vídeos e spots de áudio que utilizam elementos da diversidade racial e cultural brasileira. Dessa forma, a Justiça Eleitoral pretende aproximar a comunicação institucional do cotidiano dos eleitores e reforçar a importância da participação nas urnas. A campanha também apresenta conteúdos informativos sobre diferentes etapas do processo eleitoral. Entre os temas abordados, estão a ordem de votação, a justificativa de ausência e outras orientações importantes para o eleitor. Além disso, os materiais procuram facilitar o acesso às informações e ajudar os cidadãos a chegar ao dia da votação mais preparados. TSE reforça participação do eleitor Durante o lançamento, Nunes Marques destacou ainda o papel da música como instrumento de aproximação com o público. Segundo o presidente do TSE, a campanha busca utilizar essa capacidade de comunicação para apresentar uma mensagem próxima dos eleitores, inclusiva e relacionada à diversidade brasileira. Assim, a iniciativa combina conteúdos institucionais com elementos culturais para reforçar a importância do voto e da participação popular. Os primeiros vídeos da campanha já estão disponíveis nos perfis oficiais do TSE nas redes sociais. Eleições acontecem em outubro As Eleições Gerais de 2026 terão o primeiro turno realizado em 4 de outubro. Na ocasião, os eleitores escolherão presidente e vice-presidente da República, governadores e vice-governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais. Por sua vez, um eventual segundo turno ocorrerá em 25 de outubro. A segunda votação poderá ocorrer nas disputas para presidente e governador, caso nenhum candidato alcance a maioria dos votos válidos no primeiro turno. Além disso, o TSE informa que o eleitor fará seis escolhas na urna, nesta ordem: deputado federal, deputado estadual ou distrital, senador para a primeira vaga, senador para a segunda vaga, governador e presidente da República. Campanha orienta eleitor para votação Com a aproximação das eleições, o TSE amplia a divulgação de informações destinadas a orientar o eleitorado. Nesse sentido, a campanha “Coisa de Pele” integra as ações de comunicação voltadas para o pleito de 2026. Portanto, além de estimular a participação, os conteúdos pretendem ajudar os eleitores a compreender as etapas da votação e exercer o direito ao voto de maneira consciente e informada. Leia também | Eleições 2026: veja a ordem de votação na urna eletrônica Tags: TSE, Tribunal Superior Eleitoral, eleições 2026, eleições brasileiras, eleições gerais 2026, campanha TSE, campanha Eleições 2026, Coisa de Pele, Eleições 2026 Coisa de Pele, campanha eleitoral, campanha institucional, voto, votação, eleitor, eleitores, participação eleitoral, participação política, democracia, democracia brasileira, Jorge Aragão, música Coisa de Pele, Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, Justiça Eleitoral, primeiro turno, segundo turno, eleições outubro 2026, presidente da República, governador, senador, deputado federal, deputado estadual, deputado distrital, ordem de votação, urna eletrônica, justificativa de voto, propaganda eleitoral, informação eleitoral, cidadania, cidadania brasileira, processo eleitoral, política brasileira, Brasil, Portal Rapadura Digital

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Candidatos iniciam campanha eleitoral para a Presidência em 2026
Política
Carlos Henrique Costa

Eleições: Candidatos à presidência iniciam campanha nas ruas

Lula, Flávio Bolsonaro, Caiado, Zema e outros candidatos realizaram atos no primeiro dia oficial da disputa presidencial Os candidatos à Presidência da República iniciaram neste domingo (16) as atividades oficiais de campanha para as eleições de 2026. A partir de agora, os presidenciáveis podem realizar atos públicos e apresentar suas propostas ao eleitorado dentro das regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral. Além disso, a campanha nas ruas seguirá até 3 de outubro, véspera do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Dessa forma, os candidatos terão pouco mais de um mês para intensificar agendas, comícios, caminhadas e outras atividades de mobilização. Cada candidato escolheu um reduto político para marcar o início da corrida ao Palácio do Planalto. Enquanto Lula optou pelo ABC Paulista, Flávio Bolsonaro escolheu o Rio de Janeiro. Por sua vez, Ronaldo Caiado iniciou a campanha em Goiás, enquanto Romeu Zema esteve em Minas Gerais. Lula abre campanha no ABC Paulista O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escolheu São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, para realizar o primeiro ato oficial de sua campanha à reeleição. O evento ocorreu no Estádio da Vila Euclides, espaço ligado à trajetória sindical e política do presidente. Além disso, o local tem importância histórica para o movimento dos trabalhadores metalúrgicos, especialmente pelas assembleias realizadas por Lula no fim dos anos 1970. Durante o discurso, Lula convocou os apoiadores para intensificar a mobilização eleitoral. Ao mesmo tempo, o presidente abordou temas como soberania nacional, políticas sociais, segurança pública e combate ao crime organizado. Assim, a escolha do ABC Paulista reforçou a estratégia de associar a campanha à trajetória política e sindical de Lula. Flávio Bolsonaro começa campanha em Copacabana Enquanto Lula iniciou a disputa em São Paulo, Flávio Bolsonaro (PL) realizou o primeiro ato de campanha na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. O candidato esteve acompanhado do vice, Alfredo Gaspar, além de familiares e apoiadores. Durante o evento, Flávio fez referências ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Além disso, o candidato apresentou propostas relacionadas à segurança pública e ao combate às organizações criminosas. Entre as medidas defendidas estão a redução da maioridade penal e a revisão dos gastos públicos. Dessa maneira, o primeiro ato buscou reforçar a ligação de Flávio com o eleitorado bolsonarista e marcar sua entrada oficial na disputa presidencial. Caiado percorre cidades de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), por sua vez, escolheu Goiás para iniciar sua campanha. O candidato percorreu cidades do Entorno do Distrito Federal e destacou propostas relacionadas principalmente à segurança pública. Além disso, Caiado reforçou sua posição de oposição ao governo federal e procurou apresentar sua candidatura como alternativa na disputa presidencial. Ao mesmo tempo, o candidato tenta conquistar parte do eleitorado de direita que também é disputado por nomes ligados ao bolsonarismo. Zema inicia campanha em Minas Gerais Romeu Zema (Novo) começou sua campanha em Montes Claros, no norte de Minas Gerais. O candidato participou de uma missa e, posteriormente, encontrou apoiadores. Durante as atividades, destacou sua experiência à frente do governo de Minas Gerais. Segundo Zema, medidas adotadas durante sua gestão no estado poderiam servir como referência para uma eventual administração federal. Assim, o candidato busca se apresentar como uma alternativa à polarização entre Lula e os grupos políticos ligados ao bolsonarismo. Outros candidatos também realizam atos Além dos principais nomes, outros candidatos também iniciaram oficialmente suas atividades eleitorais neste domingo. Renan Santos (Missão) realizou um ato no Largo São Francisco, em São Paulo. Na ocasião, o candidato destacou a intenção de promover mudanças na condução política do país. Augusto Cury (Avante), por outro lado, iniciou a campanha em Santa Luzia, Minas Gerais. O candidato defendeu uma postura voltada ao diálogo e colocou a família como um dos principais eixos de seu discurso. Já Hertz Dias (PSTU) participou de uma caminhada pela Avenida Paulista, em São Paulo, e também esteve em São José dos Campos. Durante as atividades, defendeu, entre outras propostas, a reestatização de empresas consideradas estratégicas. Além deles, Samara Martins (UP) e Edmilson Costa (PCB) também deram início às atividades de campanha. Campanha segue até outubro Com o início oficial da campanha, os candidatos passam a disputar o voto dos eleitores por meio de agendas públicas, propaganda e apresentação de propostas. De acordo com o calendário eleitoral, a propaganda começou em 16 de agosto e seguirá até 3 de outubro. Depois disso, os eleitores irão às urnas no primeiro turno, marcado para 4 de outubro de 2026. Além disso, a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão terá início em 28 de agosto e continuará até 1º de outubro. Portanto, a partir deste momento, os candidatos entram oficialmente na fase mais intensa da disputa pelo Palácio do Planalto, enquanto os eleitores começam a acompanhar de forma mais direta as propostas e estratégias de cada candidatura. Leia também |Cultura: Museu da Fotografia leva mostra ao TRE-CE Tags: eleições 2026, eleições presidenciais 2026, eleição para presidente, campanha eleitoral 2026, campanha presidencial, candidatos à Presidência, candidatos a presidente, Presidência da República, presidente do Brasil, Lula, Luiz Inácio Lula da Silva, PT, Flávio Bolsonaro, Jair Bolsonaro, PL, Ronaldo Caiado, PSD, Romeu Zema, Novo, Augusto Cury, Avante, Renan Santos, Missão, Hertz Dias, PSTU, Samara Martins, UP, Edmilson Costa, PCB, primeiro turno, segundo turno, eleições brasileiras, política brasileira, política nacional, Justiça Eleitoral, Tribunal Superior Eleitoral, TSE, propaganda eleitoral, propaganda eleitoral 2026, comícios, atos de campanha, campanha nas ruas, eleições no Brasil, Palácio do Planalto, São Bernardo do Campo, ABC Paulista, Copacabana, Rio de Janeiro, Goiás, Montes Claros, Minas Gerais, São Paulo, Portal Rapadura Digital

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Sargento Reginauro, deputado estadual que assume cadeira no Senado
Política
Carlos Henrique Costa

Sargento Reginauro assume cadeira no Senado após licença de Eduardo Girão

O parlamentar do Novo deixa a Câmara Alta para concorrer como vice-presidente na chapa de Zema O deputado estadual licenciado Sargento Reginauro (PSDB), primeiro suplente do senador Eduardo Girão (Novo), vai assumir uma cadeira na bancada cearense do Senado Federal até o final de 2026. Reginauro fez o anúncio nesta segunda-feira, 10 de agosto, por meio das redes sociais. No Instagram, ele publicou um vídeo explicando a mudança. Segundo Reginauro, Girão está de licença para concorrer como vice-presidente na chapa de Romeu Zema e o convidou para assumir a suplência no Senado durante esse período. Girão deixa o Senado para a disputa presidencial Na última semana, Romeu Zema, candidato à Presidência da República pelo partido Novo, anunciou Eduardo Girão como seu vice na chapa. Com a decisão, o senador cearense pediu licença do mandato para se dedicar às atividades da campanha eleitoral nos próximos meses. O mandato de Girão no Senado segue previsto para terminar em janeiro de 2027. Quem é o novo senador Reginauro está licenciado das atividades parlamentares na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) por causa de um tratamento contra um câncer do tipo linfoma. Com a licença de Girão, ele passa agora a ocupar temporariamente a vaga na bancada cearense do Senado. Leia mais | Operação na Feira da Parangaba apreende mais de 200 animais silvestres; multa ultrapassa R$ 300 mil Tags: Sargento Reginauro, Eduardo Girão, Senado Federal, Romeu Zema, Alece, PSDB, Novo, Ceará, eleições 2026

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Priscila Costa durante sessão na Câmara dos Deputados
Política
Carlos Henrique Costa

Política: Priscila Costa renuncia ao mandato na Câmara de Fortaleza para assumir vaga como deputada federal

Documento foi protocolado pela parlamentar nesta quinta-feira, 6 de agosto A vereadora Priscila Costa (PL) formalizou, nesta quinta-feira, 6 de agosto, seu pedido de renúncia à vaga que ocupa na Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor). Ela comunicou o pedido ao plenário durante sessão extraordinária. << SIGA O INSTAGRAM DO RAPADURA DIGITAL>> Priscila foi a parlamentar mais bem votada da capital cearense na eleição de 2024. Agora, ela deve tomar posse como deputada federal. Isso acontece por causa de uma decisão da Justiça Eleitoral, que recontou os votos do último pleito para a Câmara dos Deputados. Segundo o protocolo apresentado pela vereadora, a renúncia é necessária para viabilizar a posse regular e o pleno exercício do mandato federal. Afinal, a Constituição Federal veda o acúmulo de mandatos eletivos. Como Priscila chegou à vaga federal A Justiça proferiu a decisão que garantiu a Priscila a vaga na Câmara dos Deputados no fim de maio. Na ocasião, o Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) recontou os votos para deputado federal nas eleições de 2022. Com o novo resultado, Priscila, até então suplente, passou a ser titular do mandato. O caso Heitor Freire Dias antes, em 21 de maio, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já havia determinado a retotalização. Isso porque a Corte anulou os votos de Heitor Freire, então suplente de deputado federal pelo União Brasil. Atualmente, o ex-parlamentar está filiado ao Podemos. A Justiça o condenou por captação e gastos ilícitos de recursos de campanha. Como Freire integrava os quadros do União Brasil como suplente, a anulação dos seus votos provocou a recontagem de toda a chapa do partido. Com isso, a deputada Dayany Bittencourt (União) perdeu o mandato. Apesar da decisão do TSE em maio, a Câmara dos Deputados só oficializou a perda de mandato de Dayany em 9 de julho. A Mesa Diretora emitiu o documento, e o presidente da Casa, deputado federal Hugo Motta (Republicanos), assinou o texto. Leia mais | Câmara de Fortaleza retoma trabalhos do 2º semestre legislativo com discurso de Evandro Leitão sobre gestão compartilhada Tags:Priscila Costa, Câmara de Fortaleza, CMFor, deputada federal, TRE-CE, Heitor Freire, Dayany Bittencourt, PL, União Brasil, Hugo Motta

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Agentes da Polícia Civil do Distrito Federal durante a Operação Rede Interrompida
Política
Carlos Henrique Costa

Polícia Civil do DF deflagra operação contra grupo suspeito de planejar ataque durante debate presidencial

Operação Rede Interrompida cumpriu mandados em cinco estados nesta terça-feira, 4 de agosto A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, nesta terça-feira, 4 de agosto, a Operação Rede Interrompida. A ação mira um grupo suspeito de planejar um ataque com explosivos em um prédio que sediaria um debate presidencial durante o período eleitoral deste ano no Brasil. As investigações começaram a partir de um relatório do CiberLab, o Laboratório de Operações Cibernéticas da corporação. Segundo a apuração, comunicações interceptadas indicavam que o grupo fazia referências a ações planejadas para o período eleitoral, incluindo seleção de alvos, recrutamento em outros estados e planejamento de invasões a edificações. O que a investigação identificou De acordo com os investigadores, as conversas analisadas mencionavam ações voltadas a prédios em Brasília. Entre os temas discutidos pelo grupo estavam invasão de edificações, formação tática, análise de mapas e compartilhamento de plantas arquitetônicas e modelos tridimensionais de prédios. A polícia também identificou que os investigados compartilhavam entre si materiais relacionados à fabricação de artefatos explosivos. Agora, a apuração busca entender o grau de organização do grupo, sua capacidade operacional e uma possível ligação com ideologias extremistas. Mandados cumpridos em cinco estados Durante a operação, a Polícia Civil cumpriu oito mandados de busca e apreensão em cinco estados: São Paulo, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O objetivo das diligências foi recolher equipamentos, documentos, dispositivos eletrônicos e outros materiais que ajudem a esclarecer a atuação do grupo. Armas e símbolos extremistas apreendidos Nos endereços alvo dos mandados, os investigadores encontraram armas de fogo, facas e canivetes. Também foram apreendidas anotações com referências ao nazismo e a grupos extremistas de caráter racista, além de um item semelhante a um chapéu usado pela Ku Klux Klan, organização supremacista branca fundada nos Estados Unidos. Todo o material apreendido passará por perícia, com o objetivo de apurar possíveis crimes e mapear as conexões entre os integrantes do grupo investigado. Papel do CiberLab na apuração A investigação nasceu a partir de informações reunidas pelo CiberLab, estrutura da PCDF voltada ao monitoramento e ao apoio em operações cibernéticas. Segundo a corporação, a atuação do laboratório foi determinante para identificar as comunicações suspeitas e apontar possíveis ameaças ligadas ao período eleitoral. A partir desse relatório, a Polícia Civil aprofundou a apuração e solicitou as medidas judiciais cumpridas nesta terça-feira. Ameaça em meio ao calendário eleitoral O caso chama atenção por envolver supostas ações planejadas justamente para o período de debates presidenciais — momentos de grande visibilidade pública, que reúnem autoridades, equipes de campanha, imprensa e convidados. A apuração segue em andamento para esclarecer se o plano chegou a ter etapas concretas de execução e qual seria a participação de cada um dos investigados. Leia mais | Eduardo Girão será candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema Tags: PCDF, Operação Rede Interrompida, CiberLab, eleições 2026, debate presidencial, extremismo, segurança pública, Brasília, terrorismo

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Sessão do TRE-CE que julgou o apoio da federação União Progressista a Ciro Gomes
Política
Carlos Henrique Costa

Por 4 a 2, Justiça Eleitoral valida apoio da federação União Progressista a Ciro Gomes

Diretórios estaduais do União Brasil e do Progressistas tentaram anular a convenção estadual da federação O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) confirmou, nesta terça-feira, 4 de agosto, o apoio da federação União Progressista à candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao Governo do Ceará. Com a decisão, Roberto Cláudio (União) e Capitão Wagner (União) seguem como candidatos a vice-governador e a senador, respectivamente. O julgamento durou quase cinco horas. Além disso, teve votação apertada entre os desembargadores eleitorais. Por 4 votos a 2, a Corte rejeitou o pedido de anulação da convenção estadual. Assim, manteve a decisão tomada pela Executiva da federação. Dois desembargadores votaram pela anulação da convenção: o relator Wilker Macedo Lima e o desembargador Leonardo Vasconcelos. Já quatro magistrados votaram contra o pedido, mantendo a validade da convenção: Emanuel Leite Albuquerque, José Maximiliano Machado Cavalcanti, Edilberto Oliveira Lima e José Cavalcante Júnior. Como a disputa começou Os diretórios estaduais do União Brasil e do Progressistas apresentaram a ação no dia 27 de junho. A data marcava um dia após o evento que oficializou a federação na oposição. Segundo o argumento central, as convenções estaduais de cada partido já haviam decidido apoiar Elmano de Freitas (PT), individualmente. Por isso, a federação não teria autonomia para declarar apoio a Ciro Gomes. O julgamento estava marcado, a princípio, para 30 de junho. Porém, acabou adiado para esta terça-feira, penúltimo dia do prazo eleitoral para oficializar candidaturas em 2026. Nesta etapa, a Corte analisou apenas o pedido de tutela de urgência. O julgamento de mérito ainda deve ser agendado pelo relator. Os votos pela anulação Wilker Macedo Lima votou pela anulação parcial da convenção. Segundo ele, a direção estadual da federação substituiu a orientação política definida pelos dois partidos por um caminho diferente, não aprovado por nenhuma legenda. Para o relator, isso configura vício de competência, já que as convenções de União Brasil e Progressistas haviam convergido para a coligação com a Federação Brasil da Esperança. Leonardo Vasconcelos acompanhou integralmente esse entendimento. Segundo ele, a própria ata da federação comprovaria que a direção já tinha ciência da vontade política formada pelos dois partidos. Mesmo assim, não teria seguido os procedimentos previstos no estatuto da federação. Os votos pela validade da convenção Emanuel Leite Albuquerque abriu a divergência. Ele reconheceu a validade da deliberação tomada na convenção da União Progressista. Para o desembargador, a decisão da federação decorre da própria autonomia exercida no momento de sua formação, e não de uma imposição externa aos partidos. Nesse entendimento, os partidos federados não poderiam atuar separadamente da estrutura da federação nas diferentes circunscrições eleitorais. José Maximiliano Machado Cavalcanti seguiu linha semelhante. Ele defendeu que, após a formação da federação, os partidos perdem a prerrogativa de manifestar vontade político-eleitoral isoladamente. Assim, passam a se submeter à decisão unificada do bloco. Edilberto Oliveira Lima e José Cavalcante Júnior também acompanharam a divergência. Dessa forma, formaram a maioria que validou o apoio da federação a Ciro Gomes. Sessão quase foi adiada de novo O julgamento já havia sido remarcado de quinta-feira para esta terça. Mesmo assim, quase sofreu um novo adiamento. Antes do início da sessão, a defesa da coligação “Unir para Mudar”, ligada à candidatura de Ciro Gomes, apresentou um pedido de suspeição contra o desembargador Leonardo Vasconcelos. O magistrado negou a suspeição. Ainda assim, chegou a solicitar o prazo regimental de três dias para responder ao pedido. Isso gerou preocupação no Pleno, já que um novo adiamento poderia atrapalhar os prazos eleitorais. Diante disso, o relator Wilker Macedo Lima afirmou que, em caso de novo adiamento, tomaria uma decisão monocrática sobre o pedido de anulação, para evitar prejuízo aos prazos. Pouco depois, o advogado André Xerez, representante da coligação, desistiu do pedido de suspeição. Com isso, o julgamento seguiu normalmente. Antes de entrar no mérito, o Tribunal ainda rejeitou oito preliminares apresentadas na ação. Entenda o caso Na convenção estadual realizada em 26 de junho, a federação União Progressista deliberou pelo apoio a Ciro Gomes. Na ocasião, também definiu as candidaturas de Capitão Wagner ao Senado e de Roberto Cláudio à vice-governança. Além disso, a federação decidiu integrar a coligação “Unir para Mudar” e apoiar a candidatura ao Senado de Alcides Fernandes (PL). Segundo a ação movida por União Brasil e Progressistas, essa composição é totalmente diferente da definida nas convenções individuais dos dois partidos. As atas dessas convenções registraram apoio à coligação com a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB. A ata do Progressistas, inclusive, chega a mencionar explicitamente o apoio a Elmano de Freitas. Reação da federação Capitão Wagner, presidente estadual da federação, classificou o resultado como mais uma etapa superada. Segundo ele, recebeu a decisão com tranquilidade e já esperava alguns votos contrários, mas confiava no desfecho previsto pela legislação. Ele negou, ainda, que a divergência com os dirigentes de União Brasil e Progressistas no Ceará — Moses Rodrigues e AJ Albuquerque, ambos aliados do governador Elmano de Freitas — representasse uma quebra de acordo. Para ele, o ajuizamento da ação foi apenas uma surpresa. Em coletiva de imprensa, Wagner informou que a própria federação acionou o diretório nacional do partido para esclarecer a validade da decisão de apoio a Ciro Gomes. Em resposta, os presidentes nacionais da federação, Antônio Rueda (União) e Ciro Nogueira (Progressistas), reafirmaram por escrito que a Convenção Estadual da União Progressista é a instância competente para definir a posição do partido no Ceará. Segundo eles, as deliberações sobre a chapa majoritária permanecem válidas. Tags: TRE-CE, União Progressista, Ciro Gomes, Capitão Wagner, Roberto Cláudio, eleições 2026, Governo do Ceará, Elmano de Freitas, União Brasil, Progressistas Leia mais | Câmara de Fortaleza retoma trabalhos do 2º semestre legislativo com discurso de Evandro Leitão sobre gestão compartilhada

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Senador Eduardo Girão e o pré-candidato à Presidência Romeu Zema
Política
Carlos Henrique Costa

Eduardo Girão será candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema

Com a mudança, o senador deve desistir da candidatura ao Governo do Ceará O senador Eduardo Girão (Novo) será o candidato a vice-presidente da República na chapa de Romeu Zema. A assessoria do parlamentar confirmou a informação em Brasília nesta segunda-feira, 4 de agosto. O anúncio chega horas antes da convenção do Novo no Ceará. O evento iria oficializar a candidatura de Girão ao Governo do Estado. Até agora, porém, a direção estadual do partido não informou se vai indicar outro nome para a disputa estadual. Segundo a assessoria do senador, Zema e o presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, avaliaram juntos o cenário político nacional. Os dois concluíram que Girão seria a melhor opção para compor a chapa presidencial. O que dizem Zema e a direção do partido Ao justificar a escolha, Zema afirmou que sempre buscou um companheiro de chapa com reputação ilibada. Além disso, destacou a atuação de Girão ao longo de oito anos no Senado. Segundo ele, o senador demonstrou disposição para enfrentar o que classifica como abusos de poder em Brasília. Já Eduardo Ribeiro, presidente nacional do Novo, também elogiou a trajetória do senador cearense. Ele associou Girão à experiência de um mandato parlamentar consistente. Da mesma forma, ligou o nome do senador ao discurso de renovação ética defendido pela dupla. A trajetória de Eduardo Girão Girão disputou sua primeira eleição em 2018. Naquele ano, chegou ao Senado com 1,3 milhão de votos. Desde então, atuou principalmente em defesa de pautas conservadoras. Ao longo do mandato, também fez críticas recorrentes a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ao comentar o convite para a vice-presidência, o senador descreveu a decisão como uma missão pessoal. Segundo ele, pretende levar ao restante do país as bandeiras que diz ter defendido em seus mandatos. Entre elas, cita segurança, prosperidade econômica e o combate a privilégios de setores do poder público. Disputa que dividiu a direita cearense A indicação de Girão para a chapa presidencial ocorre num momento específico. Antes disso, o senador já havia se consolidado como uma das principais referências do campo conservador no Ceará. Aliás, sua pré-candidatura ao Governo do Estado esteve no centro da crise que dividiu a direita cearense durante a formação de alianças para as eleições deste ano. Em março, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) criticou publicamente a aproximação de dirigentes do PL com a pré-candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao Governo do Ceará. Na ocasião, ela visitou o Estado para o ato de pré-candidatura de Girão. Durante o evento, reafirmou apoio ao senador. Além disso, o apresentou como o único pré-candidato alinhado aos valores do eleitorado conservador cearense. Logo após o anúncio da chapa Zema-Girão, o pré-candidato tucano parabenizou publicamente o senador. Leia mais | SINOBRAS conclui modernização de R$ 200 milhões e amplia capacidade produtiva no Pará Tags: Eduardo Girão, Romeu Zema, Novo, eleições 2026, vice-presidência, Governo do Ceará, Senado, direita cearense, Michelle Bolsonaro, Ciro Gomes

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